Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

Bruxelas não acredita nas contas de Centeno

Todas as entidades financeiras nacionais e internacionais já apresentaram previsões menos optimistas que as do governo e à medida que o tempo avança esse pessimismo confirma-se. Hoje foi Bruxelas a confirmar em baixa as previsões. A diferença entre Bruxelas e Lisboa corresponde a um buraco orçamental monumental.  

Os impostos indirectos travam o crescimento da economia. Como sempre foi previsto dar com uma mão e tirar com a outra o efeito no consumo não é nenhum.

Bruxelas antecipa que o consumo privado desacelere de 2,8% para 1,8%, prevendo ainda uma forte travagem do investimento, que deverá crescer neste ano apenas 1,6%, ou seja, praticamente metade dos 3% que a Comissão previa no arranque do ano e bem aquém dos 3,9% observados em 2015. As exportações também crescerão menos (4,1%, depois de 5,2% em 2015), mas as importações sofrerão uma desaceleração mais acentuada (4,3% após 7,4%).

Quem o afirma é a Comissão Europeia que voltou a rever em baixa, de 1,6% para 1,5%, a sua previsão para a evolução do PIB português neste ano, antecipando deste modo uma estagnação da taxa de crescimento face a 2015. Para 2017, Bruxelas também cortou uma décima aos seus números, esperando que a economia cresça 1,7%.