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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Aumentos miseravelmente baixos

Não há uma única medida dirigida às empresas e, enquanto for assim, a economia não cresce e os baixos salários e baixas pensões continuarão a ser uma indignidade.

Os rendimentos têm "a ver com a dignidade das pessoas e a maneira como nós tratamos as pessoas", bem como "com os valores base do país e aquilo que o país pode aguentar no futuro".

"Se nós elevarmos a fasquia de quem está cá em baixo, eu tenho a certeza absoluta que a dita resiliência, resistência, capacidade de aguentar quando a próxima crise vier, virá", asseverou.

Não há uma única medida que seja dedicada às empresas. Há muito apoio social, e bem, de preservação do emprego, mas não o emprego através das empresas, que mostraram muita resiliência nesta crise", disse António Saraiva.

Considerou mesmo "quase ofensivo" que o primeiro-ministro diga que a única medida para as empresas seja a de não existir qualquer aumento de impostos.

Têm de ser instrumentos de garantia de um tipo de vida, de dignidade de vida e de capacidade de sobrevivência, que tem que ser mais do que sobrevivência para as pessoas", defendeu.

Não obstante, a economista refere que em termos de aumentos, em Portugal, "tudo tem de ser feito com bom senso e de acordo com a nossa realidade", uma vez que "não vamos passar a ser a Suíça".

E enquanto não criarmos mais riqueza não passamos do poucochinho. Há vinte anos que não crescemos. Chega e não se queixem.