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BandaLarga

as autoestradas da informação

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As europeias deixaram-nos uma última esperança

Após três anos de dura austeridade não apareceu nenhuma alternativa aos Portugueses. Os partidos da direita vão continuar a ter nas suas mãos os instrumentos que podem modificar as políticas. Aliviar a austeridade, incrementar o investimento, descer o desemprego. O PS não tem nada. Não tem sequer com quem se coligar a não ser com os partidos à sua direita se, evidentemente, estes precisarem . À sua esquerda o PCP assume a saída do euro, obstáculo intransponível para o PS. O BE falhou a função patriótica de tornar possíveis pontes à esquerda. O sectarismo de sempre da extrema esquerda espalhou os votos que já foram do bloco por uma miríade de minúsculos partidos que, durante esta semana, desaparecem.

A vitória de Pirro do PS acabou de vez com Seguro. Vamos ter oportunidade de ver cenas pouco edificantes dentro do partido. O que, no próximo ano, ( o tempo que resta para as legislativas) vai contribuir ainda mais para o descrédito. Só alguém que substitua Seguro poderá agora ensaiar uma política que devolva credibilidade ao partido. Quem julgava que o desvario de Sócrates estava esquecido teve hoje a resposta. Se nem nestas condições tão difíceis o PS consegue polarizar os votos da maioria a seu favor que esperança nos resta? Não será  o crescimento dos partidos extremistas xenófobos e anti- europa à esquerda e à direita.

Talvez o que se passou hoje em toda a Europa convença de vez os políticos que a Europa solidária socialmente, desenvolvida economicamente e disciplinada financeiramente seja a última esperança.

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