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BandaLarga

as autoestradas da informação

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António Costa vai ter que escolher

Vai ter que escolher entre uma esquerda que quer a todo o custo que o PS mude - e mudar é afastar-se do Euro, da UE e da democracia representativa - sem o que fará do PS o seu adversário de estimação - e o centro direita. Nesta escolha, seja qual for, António Costa racha o Partido ao meio. E com isso perde completamente a mais remota possibilidade de ter um score eleitoral elevado.

O centro direita vai colar o PS de Costa a Sócrates o que corresponde, mais uma vez, a dividir o partido e o país a meio. Costa está assim obrigado a escolher. E a verdade é que ninguém está preparado para ver Costa de braço dado com Jerónimo ou com Semedo. Sobra Marinho Pinto o que não chega para atingir a maioria absoluta. A situação do país obrigará Costa a fazer as escolhas mesmo que não sejam inteiramente as suas.

O mais certo é termos um Costa muito parecido com Seguro. Entalado entre os deveres de pertencer à solução e de agradar a Mário Soares e amigos Socráticos, a sua margem de manobra é quase nula. Basta lembrar  que quem agora rodeia Costa foi quem impediu que Seguro aceitasse a proposta de Cavaco o que o teria levado, muito provavelmente, a primeiro ministro.

Costa não ganhou mais que uma eleição partidária o que representa menos de 2% do eleitorado nacional. É por tudo isto que Costa ainda não apresentou qualquer proposta concreta de solução para os problemas que afligem o país. Mas vai ter que fazê-lo.