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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Andar de ambulância é uma experiência aterradora

Já fui socorrido duas vezes e fui transportado para o hospital outras tantas em ambulância. Na primeira vez, ainda na vida militar, a velocidade era tal que se abriram as portas traseiras da viatura. Só faltou a marquesa onde eu ia estendido ter saído da viatura. Na segunda vez, era um louco que ia a guiar, passei meia viagem a gritar ao motorista para parar imediatamente que eu preferia morrer de causas naturais. Incrível, como é que a ambulância não capotou. Claro que depois fiquei seis horas no corredor do hospital à espera que me tratassem.

Eu ainda não percebi, face a tantos desastres em que estão envolvidas ambulâncias e carros de bombeiros, porque não se abrem inquéritos para se atribuírem responsabilidades. Costuma-se dizer que a maioria de nós passamos a bestas quando estamos ao volante mas com os bombeiros ultrapassa o inimaginável.

Olhamos para o comportamento destes motoristas, por quem tenho grande apreço, como natural e até meritório, como se a vida ou a morte do doente fosse decidida pela velocidade do veículo . A morte destes profissionais é que é muitas vezes decidida por estes desastres tão frequentes.