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BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

Acudam, estou a ser acossado por uma loura

A baixa de Lisboa brilha ao sol com aquela luz única cantada por poetas. E visitada por "muitas e desvairadas gentes". Sempre foi assim e sempre será. Andam louras no Rossio e muçulmanos no Martim Moniz. Os Lisboetas é que, não habituados, andam acossados. É vê-los temerosos de passo apressado a recolherem-se no recato familiar não vá serem perseguidos por magotes de turistas. Bem se sabe que os turistas só nos visitam para nos fazerem mal.

Podia continuar neste registo humorístico mas, a verdade, é que o que leva certa gente a queixar-se é bem mais sério. É a eterna alma de queixinhas. Os turistas não são eles a alma de muitos negócios ? Não estão na origem de postos de trabalho ? Na origem do lucro diabólico? Da economia que cresce ? De impostos, taxas e taxinhas ?

É a mesma alma medíocre, incapaz de tomar iniciativa, que se queixa dos empresários e de quem tem sucesso. Ganham dinheiro pode lá ser. A Mouraria está cheia de apartamentos e quartos arrendados, jovens que não estão à espera do subsídio e que meteram mãos a pequenos negócios. Ali à frente nasceu mais um restaurante e uma lavandaria. Estão a mexer em interesses instalados e protegidos, habituados à vidinha sem sobressaltos.

Ódio, inveja, mediocridade. O pecado é Lisboa estar cheia de gente que nos visita. Querem melhor ?

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