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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A tentação de "partir a espinha" à Justiça

A grande surpresa do novo governo é a ministra da Justiça que tem pela frente enormes desafios, o primeiro dos quais, é evitar a tentação de alterar tudo o que foi feito nos últimos quatro anos. O dono disto tudo( Espírito Santo) está a contas com a Justiça, Sócrates é o primeiro ex-primeiro ministro que está em investigação, altos dirigentes do PS e do PSD respondem em tribunal. O caso Vistos Gold. Convinha que António Costa não apague a memória do caso Casa Pia em que ele próprio e Ferro Rodrigues estiveram tão próximos.

Porque o sentimento de impunidade,seja pelo poderio económico seja pela influência social e politica, é o pior que pode acontecer à Justiça. Há que dar esse crédito à anterior ministra da Justiça. Hoje respira-se uma credibilidade e uma independência em relação ao poder politico pouco habitual. Muito mal seria se esta enorme conquista se perdesse.

Mas, acima de tudo, o caso Sócrates provou a mudança de mentalidades que se verificou no mundo judiciário – ao mesmo tempo é um teste sério ao regime democrático.

Sabendo as magistraturas que existe um sector do PS que está desejoso de ajustar contas com a Justiça (ou de “partir-lhe a espinha”, parafraseando o desembargador Ricardo Cardoso) por causa do caso Sócrates, numa clara sensação de deja vu do pós-caso Casa Pia, é fundamental que o novo primeiro-ministro dê sinais claros de que o seu governo não pretende coartar a liberdade dos tribunais, do MP e da Polícia Judiciária (PJ).

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