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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A migração do CITIUS só podia ser criminosa

Foi tão burra, tão incompetente que só podia ser criminosa. Quem já esteve envolvido numa operação de migração informática sabe com o que pode contar. Que é mais ou menos o que aconteceu com o CITIUS. Numa empresa migra-se, em primeiro lugar,  o que faz menos falta, depois remenda-se aqui e acolá e segue-se para a área seguinte. Num fim de semana, depois das áreas mais simples estarem instaladas vai-se às áreas operacionais.

Tal como escrevi aqui, na administração pública, com todos os bloqueios, más vontades e resistência à mudança, era de prever dificuldades, mas também é verdade que se a ministra não saltasse para dentro da piscina de uma só vez, nunca mais haveria CITIUS para ninguém. A dimensão da operação explica o resto.

Não é por acaso que, por exemplo, se mantêm a colocação dos professores ano após ano, centralizada. Colocar 120 000 professores em milhares de escolas  dá o circo a que assistimos todos os anos. E sempre que se dá um passo na direcção certa da descentralização, eliminam-se uns problemas para aparecerem outros. Este ano foi uma fórmula matemática errada. Era tão simples ( a fórmula) que só por má fé é que estava errada.

É por tantas coisa destas que acontecem repetidamente na administração pública que, pessoalmente, percebo as estruturas paralelas que os decisores políticos se vêem obrigados a criar para escaparem ao garrote das corporações instaladas.