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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A história trágica da CAIXA - a vítima dos regimes

Pela Caixa passou a euforia da PT, um projecto de nível mundial, segundo os envolvidos ao tempo. O assalto ao BCP .  A Cimpor e os centros de poder nacionais. A aventura em Espanha que nos custou mil milhões. La Seda em Sines. Vale do Lobo, as PPP...

A presença da Caixa nos mais variados negócios é o espelho das escolhas de sucessivos governos. «O Governo mandava e a Caixa fazia, não tinha outro remédio», diz quem acompanhou o caso. Os negócios mais ruinosos aconteceram no consulado de José Sócrates, que levou os níveis de utilização da Caixa pelo Governo até ao limite. Porque a história do uso e abuso do banco público começa antes.

Além de participações em grandes empresas, que depois eram dadas como sendo privadas, a CGD financiou guerras entre accionistas no BCP, entrou na promoção imobiliária e nas parcerias público-privadas (PPP), lançou-se sozinha no projecto industrial da La Seda, agora falido, e enveredou — na sua área de negócio –- por uma expansão ruinosa em Espanha. Isto se os números do banco no país vizinho reflectirem apenas o que lá se passa, o que não merece consenso.

Os empresários e banqueiros tinham na CGD a ferramenta para serem «donos» de empresa quase sem dinheiro. O dinheiro dos depositantes da Caixa entrava nas empresas como capital e como crédito. Para os governos, era uma maneira de controlar os empresários e banqueiros e de prosseguirem as suas estratégias de poder.