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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A diferença entre "fé" e "boa fé".- por Rui Ferreira

Sobre os secretários de Estado terem recebido, de "boa fé", prebendas da GALP, que por lei, e moralmente, não poderiam nem deveriam ter recebido

Manda a prudência não discutir questões de religião nem de "fé".

Mas para o caso, porque não estamos perante uma simples questão de fé, mas sim de "boa fé", que é algo que vai muito para além da simples fé, não podemos deixar de analisar um pouco esta questão, que, ultimamente, tem estado na ordem do dia.

Veio agora o governo dizer, que os seu Secretários de Estado, de acordo com o novo código de conduta, fizeram algo reprovável e sancionável. Fizeram-no sim, mas foi de "boa fé". E ao abrigo deste entendimento, o PM mantém toda a confiança nestes elementos.

Ora assim sendo, já podemos dormir todos mais tranquilos. É sabido que a fé, é geralmente usada como desculpa, até para enormes atrocidades, mas, neste caso em concreto, é a "Boa Fé", e sendo este género de devoção, muito superior a uma qualquer simples "fé", nem desculpas são necessárias, pois uma fé sendo "boa", passa a ser, assunto não questionável. E segundo o PM, parece ser este o caso.

Mas não posso deixar de considerar relevante, esta nova postura dos socialistas, que até bem recentemente, se diziam "Laicos", e "Republicanos". O seu ateísmo e agnosticismo, geralmente, vinha por arrasto. Ou seja, eles não eram nada dados a estas coisas da religião.

Também não deixa de ser interessante, que, apesar de não serem apegados nem a religiões nem a questões "fé", a maior parte destas gentes, são devotos membros da irmandade do "avental". Não um comum avental, que essas coisas da cozinha, são para os fracos. Aqui o avental, é outro. É um peça bem guarnecida, com austeras imagens, de ferramentas de marceneiros e pedreiros, gente de duro trabalho e barba rija pois claro, fazendo disto, enormes profissões de fé. Assim como quem brinca às casinhas.

Nota: não confundir marceneiro, e pedreiro, com mercenário, nem pardieiro. Não são a mesma coisa, Ainda que, para o caso presente, sejam muito similares, mas como eles não gostam nada que se fale abertamente, sobre estas coisas secretas da irmandade do avental, então não irei falar, nada sobre essa "fé".

Mas isto agora tudo mudou. Segundo a dupla Costa & Santos Silva, os camaradas, perdão, os irmãos, (é agora o termo que devemos considerar o mais adequado) passaram a ser "crentes".

Sim, crentes. Mas não numa fé qualquer, não senhor, que religiões comuns, é coisa para os fracos, e para os espíritos, mais frágeis. Os nossos governantes, passaram a ser crentes, mas numa "boa fé"! Porque nem toda a fé é boa. A Fé para poder ser "boa", só se for uma "boa fé". No caso em análise, segundo decidiu o PM, foi uma questão de "boa fé", e tendo ficado esclarecida, a subtil, mas relevante, diferença, entre uma comum "fé" e uma "Boa Fé", e esta última, não se deve questionar nunca, nem ao maior dos não crentes, o assunto dá-se por encerrado.

Podem os mais cépticos alegarem que isto é coisa pontual, e de conveniência. Pois podem, mas se formos analisar com rigor, quer o governo, quer irmandade do largo dos ratos, , têm ultimamente, sido muito coerentes, e praticante recorrentes, de enormes demonstrações públicas, actos de fé, e de boa fé.

Tivemos a "fé" que depositaram, no estudo económico do irmão Centeno, e no qual ainda dizem acreditar, apesar de todos os números revelarem que o dito estudo estava totalmente errado. Querem maior acto de fé, e de "boa fé", que vermos alguém dizer que acredita na sua própria mentira?

Temos a boa fé, com que diariamente nos dizem que o investimento privado irá aparecer, e em força, , apesar de terem rasgados contratos e compromissos que existiam, e terem adoptado muitas outras políticas que afastam os investidores.

Temos o acto de boa fé, com que nos dizem que o consumo interno irá aumentar, apesar de terem aumentado os impostos sobre o consumo.

Temos o acto de boa fé, com que esperam que as empresas invistam e criem mais postos de trabalho. apesar de lhes aumentarem os impostos, e terem uns parceiros de coligação que constantemente dizem que a culpa é dos empresários e das empresas, e que estes devem ser "colocados na linha".

Enfim, tem sido um enorme manancial de actos de fé e de "boa fé", e com enorme retribuição por tanta devoção. Não para todos, mas pelo menos a irmandade, e os seus devotos e fiéis seguidores, têm sido recompensados.

Já o restante país, desgraçadamente, nem a fé o salva. Mas isso são outras contas, e como sabemos, o actual governo, na matéria de contas, não pratica a "boa fé". Ante pelo contrário, pois são muitas as evidência da "má fé" com que as têm vindo a elaborar, e a reportar ao povo português, confiando na "fé" do povo, para aguentar, mais uns actos produzidos pela má fé.

E nestas questões, mais básicas, da "fé", a coisa passa-se assim:

- uns são escolhidos para pagar os "dízimos", e em retorno os líderes da irmandade, enviam-lhe uns diplomas de reconhecimento, emitido pela entidade tributária, entre muitas outras. 
- outros, recebem o dízimo, como merecida recompensa, pelos seus dedicados e devotos actos de "evangelização".....e todos os demais actos, mesmo os ilegais, desde que sejam praticados de "boa fé".

E quando estamos perante actos cometidos por "boa fé", quem nunca pecou, que seja o primeiro a atirar a primeira critica.

Pelo menos foi nestes princípios que a maioria de nós, foi educada. E parece que os irmãos, que antes eram ateus e laicos, também já se deram conta disto!

 
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