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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A degradação do Estado Social - a forma cínica de austeridade

Trocar a qualidade dos serviços públicos pelas reversões de salários e pensões .Eis a forma mais cínica de austeridade .

A soma dos factos trazidos à luz pelo Tribunal de Contas nos últimos 4 meses tem potencial de escândalo, apesar do silêncio reinante. Ora, mesmo que ignorada, a realidade não desaparece: as opções deste governo, só possíveis graças à conivência de BE-PCP, pioraram o SNS e o acesso à saúde, aumentaram os tempos de espera, ampliaram o volume de dívidas a fornecedores e ameaçam agora a sustentabilidade financeira do sistema a médio/longo prazo. Traduzido para politiquês e recorrendo a uma linguagem que lhes é cara, os partidos da esquerda parlamentar têm sido os protagonistas improváveis da “destruição” do SNS.

Os pobres são os que mais dependem dos degradados serviços públicos

A curto prazo, no recibo dos rendimentos, os pobres vão notando pequenos aumentos a tempo das eleições. A médio prazo, os mesmos pobres que dependem dos serviços públicos, dão de caras com a degradação e a insuficiência.

 

Na Saúde há uma lista de 200 000 doentes à espera de uma cirurgia ; meses de espera para um exame .Os fornecedores desesperam por não conseguirem cobrar mil milhões de euros . Os médicos e enfermeiros estão à beira de uma greve por falta de condições .

 

Metade do país ardeu levando à sua frente o pouco que o povo tinha para o seu dia a dia. Os bombeiros comem sandes de ar e vento enquanto os governantes comem belos jantares.

 

Na Educação, a uma semana da abertura do ano lectivo, falta colocar uns milhares de professores que fazem manifestações sem que o alucinado Nogueira se veja. E os pais desesperam para colocar os seus filhos em escolas dignas.

Por outro lado, tem graça ver a esquerda elevar a bandeira da justiça social falando de reduções na tributação do rendimento, enquanto mantém uma política que compensa "o fim da austeridade" com níveis historicamente baixos de investimento público e cativações recorde, que deixam os serviços em condições miseráveis. Os mais pobres, quase metade dos agregados, não pagam IRS. Não pagam IRS, mas são os que mais dependem dos serviços públicos. Por isso, durante anos escutámos a esquerda dizer que a justiça social se cumpre, não com reduções de impostos, mas com o investimento nos serviços.

Mas a propaganda tudo muda

 

 

A geringonça prova que há Estado a mais

A geringonça está a devolver rendimentos e pensões à custa da qualidade dos serviços públicos. E as sondagens parecem mostrar que o povo gosta. Menos estado e mais sociedade civil.

Ironicamente, a neoausteridade veio provar definitivamente que dois dos argumentos mais utilizados por socialistas nos últimos 10 anos estavam errados. O primeiro é de que o investimento público é condição necessária para o crescimento. Como se viu nos últimos trimestres desde 2016, Portugal conseguiu ao mesmo tempo as maiores taxas de crescimento económico desde a crise e os níveis mais baixos de investimento público desde que há dados publicados. Por outro lado, a popularidade das medidas neoausteritárias, em relação às da austeridade clássica, vieram comprovar outra coisa que os socialistas sempre negaram: as pessoas preferem mais rendimento a mais serviços públicos. Sendo verdade que quase todos esses euros acabam por ir para impostos indirectos, a verdade é que a política de devolução de rendimentos à custa de cortes nos serviços públicos foi popular. Se os portugueses aceitam sacrificar a qualidade dos serviços públicos por mais uns euros ao final do mês é porque os liberais sempre tiveram razão: há estado a mais em Portugal.

Costa diz que os serviços públicos estão melhores

Também na escola pública :

O pai vai, então, à DG. Tira senha. Espera quatro horas. E lá consegue ser atendido (um dia perdido de trabalho). “E como é que eu posso fazer? Posso tentar inscrevê-la noutras escolas? Quais é que ainda têm vagas?” Respostas? Por ordem: “Não sei.” “Pode, mas a resposta não vai ser a que quer ouvir.” “Não lhe posso dizer.” E pergunta o pai, insistindo, desesperando: “Mas, se não me pode dizer, quem é que pode?” A resposta: ninguém. (Já vos disse que o site da DG está em baixo?)

O pai tenta, porque os pais tentam sempre tudo. Põe num papel, à mão, mais quatro escolas. “E quando é que me respondem? Quando é que posso saber alguma coisa?” A resposta: na DG vão ver, uma a uma, as reclamações e pedidos, ligando uma a uma às escolas para ver se alguma pode meter mais alguém. “Este é só o segundo dia, Agosto vai ser muito pior”, diz a senhora. “É possível que só saiba alguma coisa depois de as aulas começarem”, avisa ela. “Mas não a inscreva no Filipa, nessa já sabe que é impossível.” Impossível não. É Kafka. As escolas públicas não têm vagas, mas o Governo já deu o pré-escolar aos quatro anos, já deu mais intervalos aos professores e mais lugares nos quadros também.

Em democracia o serviço público tem que ser plural

Seja na educação seja na saúde o serviço público tem que reflectir a pluralidade política saída de eleições e da pluralidade social resultante da iniciativa da sociedade civil.

O serviço público tem que ser prestado por quem garanta melhor qualidade ao melhor preço e escrutinado pela população.. A não ser assim o serviço público será controlado por forças minoritárias, os sindicatos o BE e PCP. Com a conjuntural mas decisiva ajuda de parte do PS .

Se a questão for vista como a apresentam sindicatos e aqueles dois pequenos partidos, o serviço público será sempre objecto da ideologia de quem governa. Sem estabilidade e sem transparência. Só amplos consensos das forças políticas, sociais , sindicais e patronais responderão ao verdadeiro interesse público que não é domínio só de alguns.

O argumento economicista frágil atrás do qual se esconde a tentação do controlo ideológico na educação mostra bem que uma vez ultrapassada essa barreira logo outro objectivo com os mesmos argumentos será colocado no horizonte. Até que o estado tenha o controlo da grande maioria das estruturas políticas, sociais e religiosas. Ora isto é o comunismo que o povo em eleições sucessivas nunca escolheu. É a democracia na frente da casa enquanto a ditadura de uma minoria entra pela porta do quintal. 

A Democracia respondeu bem a mais esta tentativa golpista de entorse do querer democrático maioritário repetidamente sufragado pelo povo português.

O serviço público é quando um maquinista quiser

A linha amarela do Metropolitano esteve parada por ausência dos maquinistas. Foram gozar o fim do ano. O sindicato diz que é por não haver maquinistas suficientes. Como não há maquinistas suficientes ( se é que não há) os que há faltam e abandonam o serviço. Público.

Segundo a empresa Transportes de Lisboa, citada pela Lusa, a circulação foi interrompida por falta de maquinistas, tanto pela sua não comparência inesperada, como pela dificuldade em gerir os pedidos de folga feitos para esta data, véspera de ano novo.

É isto o serviço público que nos é prestado por quem faz greve a reivindicar mais salário e melhores condições. É este o serviço público que o actual governo quer manter nas mãos do estado. Os funcionários trabalham quando querem. Não lhes interessam nem os utentes nem a lei. Se esta gentinha tivesse que produzir e facturar em concorrência para receber o salário percebiam o que é respeitar quem lhes paga. Mas há sempre um Costa que lhes compra o voto.

Não sirvas a quem serviu

Militar num partido é perder toda a capacidade de crítica e servir caninamente o líder que as circunstancias instalaram? Parece que sim.

"Ora, o argumento de Carrilho toca num tema essencial, e ainda não devidamente discutido: até que ponto existe uma cumplicidade do PS em relação às acções de Sócrates, e até que ponto o partido falhou na protecção do interesse público ao apoiar caninamente um secretário-geral e um primeiro-ministro com o seu perfil".
Siga a caravana da República, enquanto ladram os cães - se isso significar o fim do PS conforme o conhecemos, que seja então essa a última batalha que nos há-de levar à paz e à maturidade democráticas. Já estivemos mais longe. 

Aquilo de que o ex-primeiro-ministro é acusado é demasiado grave para que o PS se possa dar ao luxo de não ser confrontado com o seu fantasma, sobretudo quando a actual direcção ascendeu ao poder assumindo orgulhosamente o passado socrático e cheia de vontade de reabilitar a sua figura. O caso Sócrates pode e deve contaminar as próximas eleições legislativas. O que não faz sentido é fingir que não há um elefante no meio da sala: ele está lá, partiu a mobília toda, e ainda é acusado de ter levado alguma para casa. O PS não tem de responder por isto? Claro que tem. http://www.publico.pt/politica/noticia/o-arroto-e-a-boa-contaminacao-1692459

 

O melhor serviço ao preço mais baixo

É esse o interesse do público. Ao público não lhe interessa que a empresa que fornece o serviço seja pública ou privada. Basta olhar para a RTP e para a TAP para perceber que o bem comum não existe no léxico dos instalados. Preferem falar de serviço público, que é a melhor das expressões para garantir que a factura é sempre paga pelos contribuintes.

Não sendo de esquerda nem de direita ou, no melhor dos dois mundos, sendo de esquerda numas coisas e de direita noutras, o que devemos esperar é que a política funcione a favor do bem comum. 

Os lobbies e os dogmas partidários não deixam que o país se modernize. Basta ver de quem parte a iniciativa das petições que logo aparecem como se representassem alguma parte significativa do povo, "um conjunto de personalidades", que são sempre os mesmos. Que toda a vida viveram à sombra do estado a prestarem "serviço público que os contribuintes pagam.

A IGNORÂNCIA QUE ALUCINA

Esta manhã, por momentos, fui tentado a pensar que tinha transcorrido mais um ano da minha vida, sem que disso tivesse dado conta. Catorze meses em que não fruíra do dom de estar neste mundo transitório, gozando dos seus prazeres, contribuindo na modéstia do meu engenho para o bem comum, se bem que, por outro lado, isento de arrostar com as correlativas agruras.

 

Ouvindo a reportagem do debate da Antena 1, durante uma das suas costumeiras e inúteis intervenções, impedindo que fosse escutado o que interessa – as intervenções dos deputados – uma jornalista, de nome Flor, que até pode ser flor que se cheire, mas não inebria pela oportunidade ou pelo rigor, afirmou, a dado passo: “Em 2016, o mandato do primeiro-ministro acabou”.

 

Não sei que escolaridade a Senhora terá cumprido, mas, hoje, os jornalistas são tidos como dos profissionais mais letrados.

 

São tidos.

 

Aquela estação integra o “Serviço Público” que estipendiamos generosamente, e do qual se esperaria um tratamento adequado da língua. Para que, quem não teve a oportunidade ou não a quis aprender, se habituasse a ouvi-la com correcção e, dessa forma, a assimilasse.

 

Não sei se o Nogueira das manifestações, dos protestos e das catilinárias infrenes ainda se lembra de como se ensina e se ainda se dá conta dos muitos dislates que ouvimos daquele “Serviço Público”. Se, ao fim e ao cabo, ainda sabe ou alguma vez soube, do disparate que a expressão constitui.

 

Mas ficar-lhe-ia bem protestar por eles. Porque se trata de mal do sistema de ensino de e péssimo “Serviço Público”. E o governo é responsável.por ambos.

 

Entretanto, ousemos ter esperança de que, em 2016, a dita Flor e outros já tenham aprendido que existe um tempo verbal que se designa por “futuro perfeito”.

 

A esperança só morrerá depois de termos morrido.