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BandaLarga

as autoestradas da informação

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António Costa não percebe um boi de Segurança Social

Alguém diga a António Costa que não se corta nas pensões mais baixas, as dos mais pobres.

 

 

 

 

 

Costa_redes_sociais_17092015

 

PS: Depois da leitura deste post publicado no FB, e ouvida a intervenção que fez hoje nas rádios, fica bem claro que Costa não percebe um boi do que se fala quando se discute Segurança Social. O modo como separa o regime contributo do não contributivo, e como se refere aos números e à forma do seu financiamento, exibem à saciedade que não compreende que quer o regime contributivo, quer o não contributivo, vão “beber” em termos de receita às mesmas fontes.

 

Afinal quem é que corta mais nas pensões ?

PSD/CDS dizem que é preciso arranjar solução na Segurança Social para um buraquinho de 600 milhões de euros. Coisa para 2% do total envolvido. O PS não se cansa de dizer que se trata de um corte nas pensões naquele montante.

Hoje, pela voz da Catarina Martins, ficamos a saber que o PS se propõe cortar ou congelar pensões em 1 660 milhões . Quase três vezes mais. O PS nunca falou nesta hipótese .

António Costa viu-se muito atrapalhado com esta bazucada da Catarina. Que não, trata-se de um congelamento, não é um corte. Mas Catarina não largou a presa. Puxou do programa do PS e leu ano a ano os cortes, tudo somado os tais 1 660 milhões. Foi muito difícil, Costa não vai ver-se livre facilmente desta acusação e vai ter que deixar cair o assunto pensões .

Se a este corte juntarmos os tais 5 500 milhões que quer reduzir na receita da mesma Segurança Social temos a tempestade perfeita. Resta-nos ir a Fátima pedir que a economia cresça o dobro ou o triplo do que consegue crescer. Se a Senhora não nos ouvir iremos cair no terreno em que o PS é rei e senhor.  Na dívida e nos défices excessivos. 

"...Catarina Martins assumiu que está disponível para conversar com António Costa, no dia a seguir às eleições, para uma possível aliança de governo. Para isso, o PS terá de "abandonar o corte de 1660 milhões de euros nas pensões, abandonar corte TSU e o despedimento conciliatório, dia 5 cá estarei para conversar..."

A diferença entre um economista e um político

Para o economista a Segurança Social tem um excesso de despesa. Há que cortar na maior fatia. As pensões. Para o político a Segurança Social tem um problema mas há eleições pelo meio. Como tal não pode cortar nas pensões porque o voto dos pensionistas é muito importante. De seguida baixa as contribuições de trabalhadores e empresas assim deixando mais algum dinheiro disponível e o voto mais favorável. A Segurança Social paga tudo até ver até porque não tem direito a voto..

Resumo : o economista sabe que os pensionistas podem ficar sem pensão a médio prazo. O político sabe que a prazo estamos todos mortos. É por isto que economistas do PSD e do PS pensam da mesma forma.

Tirem as manápulas da Segurança Social

A ministra quer cortar mais 600 milhões nas actuais pensões porque, diz ela, sem isso, a Segurança Social não é sustentável. António Costa quer cortar 1 850 milhões nas receitas. A ministra quer cortar na despesa o segundo quer cortar na receita sem saber se e como arranja compensação. Quer dizer se analisarmos as duas propostas separa-as 2 450 milhões . Como o défice no sistema já anda pelos 5 300 milhões, podemos fazer uma ideia aproximada da segurança e da confiança que estes políticos nos deviam merecer.

Ou não estão a falar do mesmo sistema ou estão a enganar-nos. Uma coisa é certa de uma maneira ou outra, nas mãos destes políticos, a Segurança Social vai para o charco como já foi todo o resto.

O PS e o Ovo de Colombo - assim também eu

Assim também eu. Aumento a despesa, favoreço patrões e trabalhadores reduzindo a TSU, transfiro tudo para o estado e daqui a cinco anos os contribuintes pagam tudo. Como é que ninguém antes se lembrou disto? Por ser uma batota ? É que o crescimento que o PS inventa (2,6%) é muito superior ao que o FMI e outras instituições prevêem.

Como conseguem tudo isto? Imaginando taxas de crescimento muitíssimo superiores às previstas pelo FMI. E assim podem, como prometeram, acabar com a austeridade enquanto agradam a trabalhadores, patrões e credores. Sendo tão fácil, custa perceber como ninguém se lembrou. O objetivo pretendido é correto: apostar no crescimento do mercado interno por via de mais rendimento para os trabalhadores. Mas para lá chegar sem chatear ninguém o PS sonha com números impossíveis. Assim também eu.



A CGA vai pagando elevadas pensões até à sua extinção

Em média as pensões pagas pela CGA são três vezes mais elevadas que as pensões do Regime Geral. Como é óbvio não dura sempre, é insustentável, e a CGA caminha inexoravelmente para o fim. É tempo de haver um tratamento igual para todos os trabalhadores sejam eles funcionários públicos ou da privada. Somos um país de "quintinhas" de que alguns gozam e muitos pagam. Esta situação corresponde a melhores salários e a  melhores condições necessárias para obter a reforma.

O Regime de pensões, tal como acontece na generalidade dos países, devia corresponder a um período em que todos beneficiassem do suficiente para viver condignamente. Nem pensões miseráveis nem pensões milionárias. Há um tempo para ganhar dinheiro e aforrar e outro para o lazer.

Em 2012 e 2013 a pensão média dos funcionários públicos era de 1.343 euros mensais, enquanto a pensão de velhice no regime geral era de 425 euros.

A despesa social há 20 anos era apenas de 10%

Exagero

Tendo Portugal uma despesa social agregada bem acima da média da OCDE (26,4% do PIB contra 21,9% respetivamente, números referentes a 2013), a ideia de que o Estado social em Portugal está em vias de desaparecer é ligeiramente exagerada. Há vinte anos era apenas 10%!
Maior é ainda a diferença de encargos com as pensões, que representam mais de 12% do PIB entre nós, enquanto não chegam a 8% na média OCDE."
 
O problema é que mesmo assim Portugal é o país com maiores desigualdades na Europa. Os realmente pobres não têm voz nem dinheiro para fazerem manifestações . Nem greves !
 
 

Exemplo de cinismo

No Causa Nostra : Obviamente, quando a despesa não pode ser comprimida só resta aumentar os impostos. O que há de iníquo nisto é que pensões de valor elevado, especialmente no setor público, muito acima do que justificariam as contribuições feitas pelos seus beneficiários, vão ser mantidas intocadas à custa dos contribuintes em geral, os quais aliás já não beneficiarão de pensões iguais quando chegar a sua vez. Alguns têm o cinismo de chamar a isto "solidariedade inter-geracional"!...

O povo antes não tinha nada a perder agora tem

Tem a perder pensões, subsídios, apoios, reformas, medicamentos, ordenados, complementos… Logo o que está em causa não é Seguro, Passos ou Costa mas tão só quem garante que o edifício não se desmorona.

E nas próximas eleições legislativas o que está em causa é isto: quem garante que o dinheiro vem a tempo de pagar as pensões, as receitas dos medicamentos e o subsídio para mais não sei o quê? Dir-se-á que é pouco para programa de governo. Pois é. Mas a crise e o estado social geraram uma nova forma de estar: as franjas políticas que de modo algum coincidem com as sociais crescem em radicalismo e irrealismo. Ao centro vota-se em quem garantir que o sistema continua a funcionar. Por ironia do destino, Passos, que diziam neo-liberal, parece estar a conseguir convencer os portugueses de que ele garante melhor do que os socialistas a sobrevivência não apenas do estado social mas também de um estado constitucionalmente a caminho do socialismo.

E quem defende os alunos os doentes e os reformados ?

Faz falta alguém que defenda os alunos e os doentes destas constantes defesas da coisa pública. E os reformados de uma segurança social pública que dá os últimos estertores. Gastaram os impostos, os empréstimos e os subsídios a defender a coisa pública mas alunos, doentes e reformados estão cada vez pior. Do alto dos seus empregos para sempre e dos seus altos vencimentos agitam-se na defesa do SNS e da escola pública. E, cuidado, porque agora há que defender o sistema público de repartição da segurança social porque vem aí o sistema privado de gestão. Os alunos pobres estão todos em más escolas públicas enquanto os alunos remediados frequentam as boas escolas públicas e os alunos ricos enchem os colégios privados? É assim, há que investir nas más escolas públicas e fechar as boas escolas privadas. Os alunos vão abandonando. O SNS não dá resposta atempada por incúria, subutilização dos recursos humanos e técnicos? Há que investir e não colaborar com os bons hospitais privados. Os doentes podem esperar deitados. O sistema de pensões é insustentável? Há que investir e não deixar que o dinheiro descontado pelos trabalhadores vá parar aos bancos e às companhias de seguros. Os reformados vão aguentando, ai se aguentam. Entretanto, fazem-se umas greves a favor da coisa púbica que nos vai enterrando.