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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Henrique Neto não engole a narrativa de Sócrates

Os indícios eram mais que muitos. Sempre esperou que mais tarde ou mais cedo o ex-primeiro ministro estivesse a contas com a Justiça. E considera que é dever dos candidatos a presidente da república pronunciarem-se sobre os ataque de que a Justiça é vítima.

"Portugal não pode ter um Presidente da República cúmplice de comportamentos eticamente reprováveis, nem com medo do poder do sistema partidário ou de interesses económicos”, conclui Henrique Neto.

O militante socialista foi um dos maiores críticos da governação de José Sócrates e chegou a assumir, em declarações ao i após a detenção do ex-primeiro-ministro, que “há anos que esperava que isso acontecesse”, porque “os indícios eram mais que muitos”.

Há algum candidato mais independente que Henrique Neto ? Empresário, deputado e socialista ?

Saber como vive um ex primeiro ministro é coscuvilhice ?

Já todos ouvimos aquelas perguntas e todas aquelas respostas. E o resumo está feito . Há uma máquina no Ministério Público que tem como objectivo inventar processos contra o ex - primeiro ministro . Levantar suspeitas .

O que ainda nenhum de nós ouviu foi o que falta passe a redundância. Como é que o ex PM a quem não se conhece fortuna pessoal ou familiar vive uma vida de luxo gastando fortunas ? Porque carga de água em todos os processos inventados pela tal máquina, damos de caras com tios, primos, amigos, ex-professores do ex PM ?

No Freeport encontramos lá o tio e o primo. Na PT que desapareceu como um fósforo, após as manigâncias conhecidas, incluindo a gold share que José Sócrates usou como quis, lá estava o amigo Rui Pedro que, com 35 anos, ganhava 150 mil euros/mês. Na Operação Marquês lá está a roda de amigos. Na Cova da Beira um ex professor...

Esperemos que na 2ª parte da entrevista pelo menos estas duas perguntas sejam colocadas e respondidas. Todos nós como cidadãos temos o direito de saber. Não tem nada de coscuvilhice como se chegou a insinuar. E temos o direito a formar uma ideia sobre o ex-governante. Uma coisa é certa . Se é ou não culpado perante a Justiça só à Justiça cabe decidir.

Sócrates e Costa são as duas faces de uma má moeda

Depois de no tempo de Sócrates terem feito as alterações necessárias nos Códigos Penal e de Processo Penal para tornar mais difícil o trabalho da Justiça, o programa do PS tem lá escrito preto no branco que se for governo, irá seguir o mesmo caminho , não vá acontecer um segundo caso Sócrates.

" E um governo de António Costa, que foi ministro do executivo de Sócrates que promoveu as alterações aos códigos Penal e de Processo Penal,( no seguimento do caso Casa Pia ) não perderia tempo em tapar todas as hipóteses de o Ministério Público e a Judiciária andarem a investigar titulares de cargos políticos ou públicos, e muito menos um ex-primeiro-ministro. Tudo isto, claro, para valorizar a actividade política e defender os seus actores da utilização abusiva dos meios judiciais. Quatro anos depois de ter acabado o pesadelo dos dois governos Sócrates, que levaram o país à bancarrota, Portugal arrisca-se a voltar aos tempos em que a comunicação social e a justiça eram tratadas pelos socialistas como meros instrumentos de propaganda e manutenção no poder a qualquer custo. No fundo, Sócrates e Costa são as duas faces de uma má moeda."

É claro que o eurodeputado Rangel tem toda a razão em fazer a pergunta. Com um governo socialista teríamos um ex-primeiro ministro na prisão ?

Uma ofensa à Justiça ?

Diz Rangel que com um governo PS Sócrates e Ricardo Salgado não estariam a ser investigados. Ofensa à Justiça ou acusação ao intervencionismo dos governos PS ?

"Foi durante este Governo, não é obra deste Governo, não é mérito deste Governo, mas foi durante este Governo que pela primeira vez em Portugal houve um ataque sério, profundo e consistente, à corrupção e à promiscuidade", afirmou Paulo Rangel .

Francisco Assis já veio a público acusar Rangel que se trata de uma ofensa ao poder judicial embora o eurodeputado sublinhe que o mérito é da justiça . Mas acrescenta que há um ar mais democrático e mais respirável .

E não há dúvidas que foi com este governo que pela primeira vez em Portugal altos dirigentes da política e da economia foram confrontados com a Justiça. É coincidência ? 

Sócrates saberá o que está a fazer ?

No Expresso : Henrique Monteiro : afinal, o que a Justiça quer é que o PS não vença as eleições. Repare-se que o ex-primeiro-ministro não acusa a Justiça de preferências partidárias – tanto se lhe dá que ganhe o Bloco, o PCP ou a Coligação. O que ela não quer é que o PS ganhe. Porquê? Ora, ora, porque o PS é Sócrates, pelo menos do ponto de vista do próprio.

Ricardo Costa : Os prazos da justiça são muito discutíveis, mas existem e estão a ser cumpridos. Levantam óbvias perplexidades, mas ninguém pode dizer que atentam ao Estado de Direito. Como ex-primeiro-ministro José Sócrates devia ter extremo cuidado com o que diz ou faz.

Será muito mau que Sócrates seja culpado mas ainda será pior se a Justiça não se cumprir

Assustador

Há bem pouco tempo uma ex-magistrada da Ministério Público declarou nos jornais que estava muito surpreendida com a prisão de Sócrates. Quando exercia funções - no tempo em que Sócrates era primeiro ministro - conjuntamente com conhecidos socialistas no topo do ministério público, destruíram-se escutas e rasgaram-se páginas de processos.

Com a entrada em funções do actual governo e com a substituição do topo da hierarquia do aparelho judicial apareceram as primeiras condenações de políticos e José Sócrates está preso preventivamente.

Agora vem a ministra da Justiça prever que se os socialistas ganharem as eleições em Outubro tudo vai dar uma volta. Teme a independência dos poderes do estado o que é sinónimo que com o regresso ao poder dos políticos  socialistas voltem os seus camaradas ao aparelho judicial.

Não estou nem podia estar a atribuir culpas a Sócrates, estou antes a chamar a atenção que são os próprios agentes da Justiça, ao mais alto nível, que nos avisam que a Justiça não é cega.

Um golpe de Estado falhado

Só em democracia é que um processo Gold é possível investigar. Atinge áreas sensíveis do Estado e mostra que bem pior do que o que está à vista são os subterrâneos esconsos, onde se albergam poderes não eleitos e dificilmente escrutináveis. Poderes que foram ignorados e que fizeram saltar para a comunicação social crimes de quebras do segredo de Justiça, nunca punidos "... "o ruído, as palavras fora do processo, especialmente as cirúrgicas e as distorcidas, não atraem a defesa".  "Além de ser ilegal e repugnante, pode servir apetites, agendas ou interesses, mas não serve nem os interesses do Direito nem os da Justiça".

Antero Luís, igualmente ex-diretor do Serviço de Informações de Segurança (SIS) foi também um dos convidados num jantar em casa de Maria Antónia Anes, no início do verão, onde estavam outros altos dirigentes do Estado. Como foi noticiado esta refeição foi organizada pela, na altura, secretária-geral do ministério da Justiça, reunindo várias figuras de relevo, dirigentes das secretas e da Justiça.

Com esta notícia está montado o lamaçal onde cresce a suspeita do crime organizado e da associação criminosa. Sem direito a contraditório. Depois disto a punição pode ser mais ou menos rigorosa mas a verdade que se quis passar já não é lavável. É uma nódoa, que vai levar a uma operação de alto a baixo, com as consequentes substituições e mudança de interpretes que é para já o que se pretende.

Um golpe de Estado !



Habemos CITIUS

Um conjunto de pessoas deixou de viver a sua vida durante uns tempos, dedicou-se a tempo inteiro ao objectivo e "levou a carta a Garcia". A última comarca a ficar operacional foi a de Faro, bem antes da meia noite.

Focaram-se meios técnicos e humanos num só objectivo claro e bem definido e afastaram-se todos os que só atrapalhavam ( que não querem saber e têm raiva a quem sabe) .

Agora é carregar o sistema com os processos que entretanto entraram em papel e prosseguir o trabalho normal do dia a dia. Mas nada substitui a vontade e o profissionalismo dos funcionários que devem entender que esta operação já está conseguida em muitos países do mundo. Mesmo em Portugal há estruturas bem mais complexas que o CITIUS, com muitos mais dados e muitos mais operadores. E funcionam há muito.

Convinha agora saber porque foi necessário retirar "da frente" todas as chefias e sub-chefias para que a ministra possa, enfim, gritar : Habemos Citius !

Os indignados socráticos tiraram a máscara

Mais do que qualquer outro primeiro ministro, Sócrates foi (é) suspeito  de ilegalidade e de crimes. A justiça nunca o acusou formalmente. Nesses tempos o que mais havia era pessoas indignadas . Nunca lhes interessou o facto de Sócrates estar ferido de morte pese não haver formais acusações. O argumento era mesmo esse.  Mas Sócrates era sujeito a tantas, variadas e graves suspeitas que há muito tinha perdido a credibilidade e o respeito do país. Sabe-se o que aconteceu.

Agora com Passos Coelho existe uma suspeita de um crime fiscal que prescreveu há muito. Na lógica dos antigos indignados não pode ser suspeito de nada porque a justiça já nada pode fazer. Isto é, o actual PM não pode ser investigado sobre o assunto. E assim sendo, por esta suspeita, não poderá ser culpado. Está, pois, numa posição muito diferente da de Sócrates desde logo com um grau de gravidade muito menor. Mas nada disto conta para os ex-indignados . O que negavam em Sócrates exigem em Passos. Os direitos de Sócrates não se aplicam a Passos.

Temos uma má justiça? Queixamo-nos de haver uma justiça para pobres e outra para ricos? Que a justiça anda a reboque de interesses poderosos? É tempo de percebermos que a justiça não mudará enquanta a olharmos a cores. Se é dos nossos é uma coisa, se não é, passa a coisa bem diferente. Nunca tive dúvidas que os indignados teriam este comportamento deplorável. Nunca quiseram nem querem uma justiça igual para todos.

 

 

Vender papel colorido

No mínimo, perante uma notícia destas, o que se esperaria é que os jornalistas falassem com as pessoas antes de publicarem. Mas como a Justiça que temos dá para tudo, e não mete medo a quem tem dinheiro ( que é o caso das empresas proprietárias destas revistas) publica-se e depois  logo se vê. É que é preciso perceber, estas fotos e esta noticia não serviriam para nada ( não venderiam papel colorido) se uma das pessoas não fosse o chefe da bancada parlamentar do PSD. Não há, pois, aqui nenhuma distração ou ingenuidade. Há a certeza que se pode manchar o bom nome de uma pessoa ( no caso de três pessoas) que nada acontece.