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BandaLarga

as autoestradas da informação

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UM POVO LÚCIDO

Mais de sessenta por cento dos eleitores portugueses rejeitaram as propostas federalistas e comunistas ou neocomunistas, únicas submetidas ao seu sufrágio.

 

Recusaram envolvimento nas disputas dos grandes partidos ou dos aventureiros montados em grupelhos sem expressão, que passaram a campanha eleitoral a falar do que não será da competência do Parlamento Europeu.

 

Disseram que não estão dispostos a servir de cenário prazenteiro ao festim dos que irão auferir principesco ordenado e faustosas mordomias, sem a contrapartida de qualquer serviço útil, à conta de quem, nalguns casos, nem a si próprio consegue sustentar-se.

 

A abstenção é um acto positivo, de afirmação de uma vontade de refutar, porque mau, cada um dos projectos que foram presentes, de repúdio por um modelo político que gradualmente lhes foi imposto.

 

Ao contrário do que o presidente disse, a abstenção não é o abdicar de qualquer direito, mas o exercício do direito de manifestar contrariedade por tudo o que os políticos têm feito ou omitido.

 

Manifestação pacífica, ordeira, legítima e legal.

 

Os políticos candidatos e as estruturas parasitas que os suportam devem lembrar-se de que, todos juntos, representam menos de um terço do eleitorado. Portanto, o partido que ganhar, não terá merecido a aprovação de mais de dez por cento dos portugueses.

 

Se tivessem um pouco de bom senso, quando, daqui a pouco, se posicionarem em frente às câmaras, deveriam pedir desculpa aos abstencionistas.  Pedir desculpa pelo que já deveriam ter feito e ainda não fizeram. Pedir desculpa também por tanto verberar quem os sustenta lautamente.

 

PORQUE NÃO IREI VOTAR

Não sou federalista.

 

A concretizar-se como tal, a UE será, depois da URSS, a primeira federação construída a partir de uma vanguarda, sem que as pessoas sejam chamadas a pronunciar-se efectivamente acerca da sua formação. Como esta, há-de cair fragorosamente, quando os povos se derem conta de que é mero espantalho o medo com que lhes acenam.

 

Como PS, PSD e CDS são federalistas, nunca, por nunca, seriam opção.

 

Também não sou comunista.

 

Portanto, nunca votaria no PCP, BE, ou nos convenientes satélites que, em tempo de eleições, sempre enxameiam os tempos de antena e a nossa paciência.

 

Acresce que, na campanha eleitoral, falou-se de tudo menos do que pode ser tratado pelo Parlamento Europeu. É completamente irrelevante o que se fez ou deveria ter feito na política nacional. Também não será o Parlamento Europeu a decidir se Portugal permanecerá no euro. Um tema mais, completamente irrelevante, ao qual, infelizmente, também aderiu o único partido de direita concorrente.

 

Os candidatos querem o nosso voto, mas não dizem o que farão com os mandatos que obtenham.

 

Também ao contrário do que vários categoricamente proclamam, não será o Parlamento Europeu a eleger o Presidente da Comissão, nem este terá de pertencer ao partido mais votado.

 

Por falar em partidos, é bom termos em conta que os deputados que elegemos vão integrar-se em partidos europeus e obedecer às suas ordens. Portanto, não elegemos representantes nossos, mas o pessoal que há-de estar ao serviço dos directórios dos partidos europeus. É como se, em Portugal, houvesse partidos de âmbito distrital. O eleitor de Portalegre poderia votar no PS, PSD, CDS, PCP, por aí fora, locais. Que iriam constituir menos de dez por cento do parlamento nacional.

 

Será, pois, completamente irrelevante que o resultado das eleições seja o que as sondagens nos mostram ou com as mesmas percentagens distribuídas em sorteio pelas diversas candidaturas. Ou outro qualquer.

 

Claro que há sempre os que têm os partidos como clubes. Para esses, não há remédio. Como eu, que serei portista até morrer, eles serão "p qualquer coisa" até que o Criador os chame.

 

O cidadão português não federalista e não comunista deve abster-se. Porque não tem candidatos que o representem e, dos outros, nenhuns são solução menos má. É esta a única opção consciente e patriótica.

 

Resolverá alguma coisa?

 

De momento e por si só, não, inermes que o sistema nos deixou. Mas uma enorme abstenção será um sinal fortíssimo de que conhecemos estes políticos, portugueses e europeus, de ginjeira e não damos para o seu peditório. 

 

Faltemos às urnas, amanhã e da próxima. Sempre em crescendo, até que mais este muro caia.

 

  

Os padrinhos...

Marcelo fez como habitualmente. Esteve presente e ausente ao mesmo tempo. Foi ao comício mas para falar de Junker e ignorar olimpicamente Melo e Rangel. Mário Soares onde quer que vá quer ser o centrão, perdão, quer ser o centro das atenções, por isso não aceita ir a um comício onde seria olhado como a última escolha. Carvalhas tropeçou e não alinhou com Jerónimo . Louçã vai mas deixa todos a pensar porque não fica, tal é a distancia a que está da Mariza "rouca" e da Catarina "artista". Portas, é o rei do "bacalhau às postas", não faz nada mas sem ele aquilo não anda. O Marinho e Pinto anda e faz tudo sozinho, promete ser igual em Bruxelas.

A Manuela não comparece é a "madrinha má" e o Alegre foi lá, qual padrasto, atirar à cara do Assis que "socialista" mesmo tem que ser poeta. A verdade, chata para caramba, é que não nos vimos livres deles. Dos padrinhos!

Marinho e Pinto pode ser eleito eurodeputado

A sondagem dá a Marinho e Pinto 4,3% dos votos. Os independentes mostram que os partidos já não são invencíveis. Como se viu nas autárquicas no Porto.

O PS perde 3,1 pontos percentuais (de 40,9% em abril, para 37,8% em maio) e a coligação PSD/CDS-PP desceu 3 pontos (de 33,2% em abril para 30,2% em maio). A diferença entre os socialistas e a Aliança Portugal mantém-se na casa dos 7,6 pontos. Segundo a sondagem, a CDU também está em queda, pois passou de 10,8% das intenções de voto em abril para 8,8% em maio (menos 2 pontos). Já o BE está a inverter a queda, ao crescer de 4,9% em abril para 6,3% este mês.

O PCP pode roubar votos ao PS ?

As sondagens indicam que o PCP vai crescer nas eleições europeias e pode ser à custa do PS. Uma dor de cabeça para Seguro que já está a dirigir as baterias para a sua esquerda. À sua direita tem a Aliança (PSD+CDS) e tudo indica que os eleitores que tinham que passar já passaram. O BE vai perder votos para o PS. A Abstenção elevadíssima dá pano para mangas na conquista dos indecisos. "«O PCP classifica a União Europeia como um projecto imperialista 'irreformável: preconiza, de forma aventureira, a dissolução da União Económica e Monetária e a saída de Portugal do Euro», nota Silva Pereira. «Para que ninguém vá ao engano», o candidato do PS avisa que o PCP «insiste na nacionalização dos sistema financeiro e dos sectores estratégicos da economia». É esta a coligação que podemos esperar à esquerda para governar o país.