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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O PS é de direita diz Jerónimo de Sousa

Como o PS no essencial perfilha os tratados europeus para o PCP é de direita. Não há volta a dar. Quem não pensa como o PCP é reaccionário e de direita . E são 80% dos portugueses.

...referiu que a resposta plena aos "problemas continua muito condicionada pelo limitado alcance das opções do Governo minoritário do PS que, nas questões mais estruturantes e fundamentais, continua a pautar-se pelas grandes orientações da política de direita".

"Por exemplo, vir afirmar, como o senhor ministro das Finanças afirmou, de que a dívida é sustentável, fugindo à questão de sabermos que temos uma das maiores dívidas do mundo e um serviço da dívida que constitui uma autêntica sangria desatada, já que pagamos oito mil milhões de euros só em juros.

É, claro, que se a economia crescer mais e a taxa de juro descer a dívida é sustentável mas, para isso, é necessário fazer o trabalho de casa que não agrada ao PCP . Como suster o défice e controlar a despesa do estado. Daí até crismar o PS de direita vai um saltinho .

Ser de esquerda é quando um comunista quiser

Um europeísta convicto é de esquerda ou é de direita ?

O BE, o PCP e o Podemos, estão contra a "submissão" dos países a Bruxelas. Isto faz destes partidos, partidos de esquerda ? É que a Frente Nacional de Le Pen diz o mesmo e é de extrema direita .

E o PS que é convictamente europeísta é de direita ? E os partidos socialistas que são europeístas são todos de direita ? Esta dicotomia esquerda/direita já não serve.

Para alguém de esquerda ser europeísta é ser de direita; para alguém de direita ser europeísta é ser de esquerda . E ainda é mais evidente se falarmos em extrema direita e extrema esquerda.

E criar riqueza para distribuir riqueza é de direita mas distribuir riqueza para criar riqueza é de esquerda. Basta comparar o anterior governo com o actual. Em que ficamos ?

Se alguém for europeísta, adepto da economia social de mercado e defender uma mais justa distribuição da riqueza é neoliberal ? Socialista ?

Será que os partidos que conhecemos estão a perder a capacidade de se adaptarem a um mundo em constante mudança ? Ou ficamos por mais estado/menos estado ? Mais sociedade civil/menos sociedade civil ?

E ser liberal social ? Defender uma sociedade civil forte e interveniente e um estado social ? É de esquerda, é de direita ?

Ou ser de esquerda é ser marxista-Leninista e ser de direita é ser apoiante da democracia e da economia social de mercado ?

É que é neste último sistema que vive mais gente com uma qualidade de vida jamais conhecida .É esta evidência ser de direita ?

Macron é um liberal de esquerda

Para a esquerda Macron é um liberal de direita mas para os mais moderados é um liberal de esquerda . Mas o relevante é que se aprofundem as questões para se encontrarem soluções que sejam as melhores para o bem comum.

As suas propostas vão claramente no sentido de uma maior integração dos países da zona euro com a criação de um orçamento comum, de um parlamento, de um Ministro da Economia e Finanças e de um Fundo Europeu de Defesa que terá a adesão voluntária dos que quiserem subscrever. Macron não descura a necessidade de reforçar o projeto europeu a partir dos cidadãos, quer pelo incremento de estudantes Erasmus (objetivo de alcançar os 200.000 estudantes), quer pela realização de convenções de cidadãos sobre a Europa em vários países europeus. 

Na frente doméstica a tarefa de Macron será bastante mais difícil, dependendo bastante da maioria que conseguir (e se conseguir) nas legislativas. Em relação à dimensão, orgânica e centralização do Estado, Macron nada disse.

Há um conjunto de medidas avulsas anunciadas, mas só quando virmos o primeiro programa de estabilidade e orçamento poderemos ter uma visão estruturada e de conjunto, e saber se as medidas são, ou não, compagináveis do ponto de vista orçamental. De qualquer modo não existe ainda um programa robusto e há propostas boas, outras irrealistas ou perigosas. 

Para as legislativas "En Marche" leva já vantagem nas sondagens com muita gente socialista a engrossar o movimento, como o ex-primeiro ministro Valls.

 

 

 

Porque sou de direita - José António Rodrigues Carmo

PORQUE SOU DE DIREITA
Em Portugal, ser de direita é uma coisa mal vista. Para a hegemonia esquerdista na Academia e nos media, quem é de direita é um ser caricato e de fugir a sete pés.
Má pessoa, mal intencionada, e com a albarda cheia de "istas". Fascista, racista, colonialista, neoliberalista, capitalista, imperialista, etc. E feio, mal cheiroso, burro, primário, ignorante, etc, etc.
Ou então vendido a "interesses".
O "povo de esquerda", em Portugal, ignorando que esquerda é "sinistra" e sinónimo de "mau aspecto, pavoroso, funesto e desgraçado", considera-se a ele mesmo como uma cornucópia de virtudes teologais. Gente que cheira a lavanda, que quer a paz, que deseja o céu na terra, que ama andorinhas, enfim, santos e anjos
Curiosamente basta-me um minuto de conversa para tirar a foto a alguém, sobre esta matéria e não é por estes atributos, mas sim pela bílis que destila sobre certos assuntos, pessoa e ideias.
Eu sou de direita.
Sempre fui.
Para além dos livros que li, da vida que vivi, das coisas que estudei, etc, sou de direita porque, simplificando ao máximo, entendo que sou livre e não compete a alguns burocratas e zelotas impôr-me formas "correctas" de pensar e de me expressar, para além daquilo que são os limites da lei natural.
Sou de direita porque a realidade é complexa e não redutível a alguns esquemas simplistas.
Acredito pois na "mão invisível", essa ideia liberal de que as pessoas prosseguindo livremente os seus interesses, erram e acertam, mas o resultado global é sempre positivo, ao contrário de engenharias sociais dirigidas por aprendizes de feiticeiro, ainda que se achem muito esclarecidos e bem intencionados.
Os exemplos abundam, desde o mundo soviético à Venezuela.
É que os "engenheiros sociais" são, têm de ser, ditadores, oligarcas e autocratas, porque só à força conseguem impôr aos indivíduos ideias e esquemas que violam a sua liberdade de pensar, fazer, dizer, etc.
E eu nunca gostei de rebanhos e muito menos de quem acha que manda no rebanho.
E não sou de esquerda porque acho que a esquerda é um lobo em pele de cordeiro e exactamente o que a palavra "sinistra" significa ; pavorosa e funesta!

A senhora Le Pen é parecida ou não com a senhora Catarina Martins ?

A senhora Le Pen é contra a globalização. Olha a novidade também o PCP e o BE. Mais : é contra o euro ! E eu de novo : também uma série de gente que está no PS por julgar que o BE nunca chegaria ao governo. Que é contra a Nato ! E eu outra vez a pensar : olha contra a Nato, isso sempre foi o PC e o BE. E o discurso da senhora continuava contra tudo e contra todos - como os ricos, os capitalistas, a finança e isso que os nossos partidos que suportam galhardamente o PS para formarem o mais fofinho dos governos .

E mais : a senhora defende quem , digam lá ? Ora nem mais os trabalhadores !

Eu, como muito bem diz um comentador aqui do Banda Larga, a primeira vez que votei foi no MDP/CDE e agora voto nos partidos pró europeus o que demonstra que há muito tempo que percebi a marosca. Transformei, há muito, o meu voto em "voto útil" . Voto conforme o que me parece ser o interesse nacional a cada momento.

Se Trump ganhou os votos dos trabalhadores - e é contra a Nato, a União Europeia e o Euro- então só podemos concluir que isto da esquerda e da direita anda baralhado .

Pelo sim pelo não continuo a votar segundo as minhas regras . Não tenho jeito para me juntar a  gelatinas colectivas .

PS : com SMS aprovativo do Comendador Marques de Correia

Com a TSU o PS quis aproximar-se da direita

António Costa sempre soube que BE e PCP nunca aceitariam a compensação aos patrões até porque isso demonstraria que o Salário Mínimo é excessivo face à situação da economia. Mas avançou assim mesmo na convicção que o PSD estaria do seu lado.

Vai tentar este movimento mais vezes porque Costa sabe melhor do que ninguém que o BE não é confiável. Costa sabe que com o BE está a dormir com o inimigo. O BE não tem uma estratégia navega ao sabor de casos que aproveita para cavalgar a onda. Bem ao contrário do PCP.

O PS quer ganhar tempo enquanto os seus apoios têm este tempo não têm outro. Não só estão estrategicamente em oposição como o seu ritmo não pode ser mais diferente. Costa tem que romper a geringonça e vai continuar a tentar fazê-lo. Até porque há rupturas sem as quais não se resolvem os problemas estruturais . E sem essas rupturas o país não avança, não melhora.

O governo neste momento, está numa posição cada vez mais difícil .Não pode ir muito mais além com o PCP e o BE mas, as taxas de juro, o débil crescimento e a banca exigem-lhe o tempo que não tem. Ao contrário do que diz o infeliz secretário de estado (ex- dívida que não é para pagar ) o PS cada vez mais precisa da direita para ganhar tempo.

O valor da igualdade / o valor da liberdade

Esquerda e direita :  “Embora não haja equivalência perfeita entre [esquerda e direita], também não há uma superioridade moral nem razões históricas para a reivindicação de um qualquer absolutismo de uma sobre outra ."

"Aliás, o facto de o PS nunca se ter conseguido coligar com a sua esquerda em 41 anos de democracia tem exactamente a ver com isto: o PCP ou o Bloco não reivindicam apenas a sua superioridade política sobre os outros partidos o que seria natural mas também a sua superioridade moral. Ou seja, não se trata apenas de defender a mais elevada qualidade das suas propostas que é a posição habitual da direita em relação à esquerda , mas de defender e estar absolutamente convencido da maior decência das suas propostas."

E é um paradoxo. Quem defende a igualdade acha-se superior a quem defende a liberdade .

Sondagem - a oposição desce e o governo sobe

Em poucas palavras. De acordo com os dados do mais recente barómetro i/Pitagórica, PSD e CDS receberiam mais 3,5% de votos dos inquiridos que em Janeiro, se as eleições fossem hoje. A esquerda consegue 52,6% contra os 37,1% da direita. O BE e o PCP só se podem culpar a si próprios. Não basta mostrar indignação nas palavras e depois nos actos ficarem pelas suas "tamanquinhas".

Os culpados da situação actual do país

A Esquerda irresponsável, a Direita dos interesses e o grande Centrão da Indiferença, diz o José Gomes Ferreira no seu livro " O meu programa de Governo". Esta gente que nos governa tem a obrigação de se entender quanto aos grandes objectivos nacionais, às estratégias, aos Planos de médio e longo prazo. Como acontece em qualquer país responsável. Não serve para nada colocar as ideologias e os interesses partidários acima do interesse nacional. Se não arrepiarem caminho voltaremos a cometer os erros do passado.