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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O interesse público das empresas públicas

Tudo continuaria debaixo do tapete se o país não estivesse sujeito à analise rigorosa da troika. Umas atrás de outras, as fraudes, saltam da toca como ratos. As swaps começaram a ser tratadas com a entrada da Troika em 2013. As PPPs começaram a ser renegociadas após a entrada da Troika. Os déficites desorçamentados, as rendas excessivas...

O interesse público uma ova!

A ministra está a resolver um problema que não criou. As swaps !

Maria Luis Albuqueque não pode dar corda aos partidos que têm como função " o quanto pior, melhor". Nem dar assunto ao PS que perdeu a bandeira das eleições antecipadas. Temos aí as férias e o orçamento para 2014 e a seguir as autárquicas. Escreva uma carta com a sua posição, clarinha, e dedique-se ao trabalho que Portugal bem precisa. Até porque a seguir temos aí a 8ª e 9ª avaliação da troika.

O PS está em frangalhos. Seguro, preso por um fio, vai ter que fazer de conta que faz oposição e ganhar as autárquicas por muitos. Sem isso, Costa avança! E 2ª f vai ter a discussão no parlamento da moção de confiança. Não lhe sobra tempo para andar atrás da própria cauda com o assunto dos swaps. Até porque os principais responsáveis estão ligados ao governo anterior.  É isso que é preciso passar para a opinião pública : Como Passos já fez : Nós temos aqui também, durante mais de seis anos, contratos que foram realizados por empresas públicas, com certeza com o conhecimento das tutelas e dos governos de então, que não mereceram em devido tempo a reacção que era devida”, referiu.

Havia, inclusivamente, segundo Passos Coelho, “recomendações do Tribunal de Contas sobre esse tipo de contratos que foram realizados até em 2008 e a verdade é que foi preciso aparecer a troika em Portugal para que se fizesse o levantamento da informação necessária sobre a relevância desses contratos”.

Sem a troika cá dentro grandes problemas continuariam a jazer no esquecimento da desorçamentação!

Não é mais que uma azelhice política

Marques Mendes e Campos e Cunha, embora criticando a ministra das finanças nem de perto nem de longe alinham pelo tremendismo da demissão.

Quanto à polémica dos swaps, Campos e Cunha é da opinião que deve ter-se em conta que "foram contratados fundamentalmente durante o Governo anterior e são esses gestores das empresas públicas e alguns responsáveis políticos os primeiros responsáveis". Mas, alerta, que esses instrumentos financeiros "em si mesmo, não são necessariamente maus pois os swaps são necessários e importantes para a gestão das finanças empresariais".

Campos e Cunha como se sabe foi o ministro das finanças de Sócrates que abandonou a nave dos loucos três meses depois de tomar posse. Adivinhou os resultados da política financeira para onde o empurravam.

Armadilhar uma swap tóxica e depois avisar a polícia

Sempre me questionei porque razão os terroristas depois de armadilhar uma bomba avisam, telefonicamente, a polícia. Ou deixam sinais que podem levar à descoberta antes da explosão. A primeira ideia que me levou a uma possível explicação é que se tratava de uma espécie de repartição de culpas, um aliviar de consciência. Olha eu avisei a tempo, foi a incompetência deles ao não encontrar a bomba que matou aqueles inocentes.

Depois lembrei-me que podia também ser o refinamento da "filha-putice". Chamo os gajos, telefono para as televisões e, em vez de dezenas, morrem centenas de patos bravos que acorrem ao local com a mania da solidariedade.

Não digam que não avisei, se fossem espertos tinham logo percebido que a bomba estava naquele local e não noutro. Era vossa obrigação largar tudo para descobrirem o que faltava para chegarem à solução. Desatassem a dar pontapés em tudo o que é embrulho. Algum havia de rebentar. Quem vos levou a serem criteriosos ? Verificar caso a caso, cuidadosamente, para salvar vidas? Isso demora muito tempo .

E é assim que temos o ex-secretário de estado que assinou o despacho a abrir caminho aos swaps tóxicos em 2008 a acusar a ministra de pouca celeridade. E gente inteligente a embarcar numa alarvosidade destas.

É caso para dizer. Os políticos fizeram, fazem e vão continuar a fazer enquanto nós, os que pagamos, estivermos dispostos a tudo tolerar. Não se queixem!

O PS quer esconder os culpados das operações swap

O que vemos nesta campanha é o PS a queixar-se de a ministra não ter sido suficientemente célere para resolver os swaps criminosos feitos pelo governo de Sócrates. " Reiterando que a informação sobre os swaps não constava na pasta de transição que recebeu do anterior Governo, Maria Luís Albuquerque rejeitou ter desvalorizado o problema, defendendo que só foram tomadas medidas em 2013, porque antes tinha que “ser conhecido no seu conjunto”.

“Tínhamos conhecimento de 146 ou 147 operações e acabaram por ser analisadas mais de 250, porque foi preciso ir à procura do histórico”, exemplificou.

“Com certeza que não andei a empurrar com a barriga”, garantiu a ministra, adiantando que o Governo começou a tratar do problema “ainda em 2011”, mas que só em Janeiro deste ano teve acesso ao relatório do IGCP – Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública, que permitiu “tomar decisões”.

Em entrevista à SIC, Maria Luís Albuquerque realçou a recomendação do IGCP para “evitar decisões casuísticas antes de conhecer o todo, que poderia impedir encontrar a melhor solução”.

Os swaps têm rosto que não é o de Maria Luis Albuquerque

Como se pode ver neste vídeo os swaps foram todos constituídos antes de 2011 - entrada em funções deste governo - e os swaps tóxicos foram efectuados entre 2008 e 2011. Maria Luís Albuquerque, enquanto directora financeira da Refer concretizou operações de Swap que são todas positivas para o estado.

Fica a questão da informação. Na verdade, o que a actual ministra das finanças reafirma, é que não foi constituído pelo governo anterior qualquer dossier suficientemente completo para servir de base à tomada de decisão. Maria Luis Albuquerque foi informada no primeiro dia de vida do governo da existência  das operações. Mas não foi informada da amplitude e da natureza das operações de swap. Só após constituição do dossier completo, preparado com apoio especializado externo, é que foi possível fazer uma apreciação global sobre as operações no seu todo.

Saber da existência não é o mesmo que conhecer . Coisas verdadeiramente relevantes no caso SWAP: isto são os socráticos a acusar o actual Governo de ter demorado a resolver as trapalhadas que arranjaram, não é?

As operações Swap . Reconhecer a prática de um crime

No caso em apreço há dois diferentes tipos de operações swap. As que são operações legítimas há muito consagradas na gestão e as operações tóxicas, ilícitas, indo além dos objectivos e dos riscos que estas operações acarretam.

Não sabemos quem mente e não é meu intuito atribuir responsabilidades pessoais não conhecendo todos os dados do problema. Mas há coisas que sabemos. Que existe um despacho do ex-secretário de estado do governo de Sócrates a abrir caminho para que as empresas públicas usassem as swaps com o objectivo de conseguirem empréstimos e não para cobrirem riscos.

Ora tenho dificuldade em perceber que quem assim usou as swaps ao arrepio das mais elementares regras da boa gestão venha agora dizer que as apresentou como sendo tóxicas. Que o governo anterior tenha apresentado uma lista com a totalidade das operações swaps, sim! Mas não com a  distinção das que são tóxicas. Seria o mesmo que reconhecer a prática de um crime contra o estado.

Os swaps são uma confusão propositada

CONTRATOS SWAPS
PORQUE QUEREM FAZER DOS PORTUGUESES PARVOS?...
Então é assim... Os governos anteriores fizeram vários contratos SWAPS, que entretanto, a quase totalidade, se vieram a revelar ruinosos e não passam de lixo tóxico.
Os custos desses contratos celebrados por empresas públicas estão avaliados em mais de 3 mil milhões de euros, que têm de ser pagos pelos impostos dos contribuintes portugueses.
A esmagadora maioria desses contratos foram feitos pelo governo anterior.
Governo anterior que os autorizou e nada fez para os renegociar.
Na passagem do testemunho, o Ministro Teixeira dos Santos referiu a existência desses contratos ao seu sucessor, Vitor Gaspar, mas nada lhe disse sobre o que estava em causa, até porque ele próprio desconhecia a gravidade da situação.
Entretanto, o Ministro Vitor Gaspar e a Secretária de Estado, Maria Luis Albuquerque, metem as mãos nesses "negócios" e, perante os avultados danos para o Estado, iniciam negociações com as instituições de crédito para rever as condições desses contratos e reduzir os prejuízos.
Teixeira dos Santos vem agora afirmar que tinha dado conta desses contratos ao seu sucessor e ontem José Sócrates, no seu comentário da RTP, invocando as declarações do seu Ministro das Finanças, teve o desplante de apontar o dedo a Vitor Gaspar por ter estado "parado" dois anos...
A partir daí assistimos a um coro de acusações ao actual governo por causa dos SWAPS, enquanto Teixeira dos Santos e José Sócrates são levados num andor como dois anjos...
Até parece que foi o actual governo que fez os ruinosos contratos SWAPS e não os governos anteriores!...
Até parece que Teixeira dos Santos quando falou no assunto a Vitor Gaspar lhe entregou, por ventura, algum documento com o ponto da situação e com medidas para atacar o descalabro que ele próprio, Teixeira dos Santos, havia cometido!...
O que é espantoso, é que a generalidade dos nossos mui ilustres comentadores políticos, geralmente entretêm-se com a "informação" dada por Teixeira dos Santos e não com a questão de fundo - "como foi possível, os governos anteriores autorizarem contratos SWAPS tão ruinosos para o Estado Português"?...
Sim, porque a razão por que os contribuintes portugueses teriam de pagar mais de 3 mil milhões de euros de prejuizo dos SWAPS, é a sua existência, é a sua contratação celebrada pelos governos anteriores.
Por isso me interrogo - será que os nossos fazedores de opinião, deliberadamente, querem fazer dos Portugueses parvos?
É que os dirigentes partidários tentarem mistificar a situação, é censurável mas ainda se percebe!...
Agora os comentadores políticos, ditos de esquerda ou de direita, participarem no embuste!...

Os swaps são uma confusão bem organizada

Agora há uma confusão propositada sobre os swaps. A questão não é serem uma decisão que custa muito dinheiro ao país, é se foram ou não transferidos do anterior governo para o actual. E, de passagem, branqueiam-se os swaps "batoteiros". É que como no vídeo abaixo se pode ver há swaps que são crime mas sobre os quais não se fala.

A secretária de estado veio novamente confirmar que não recebeu informação nenhuma sobre estas operações. Os ministros falaram sobre o assunto, Teixeira dos Santos que não conhecia o dossier, pediu ao seu secretário de estado para preparar a informação mas este não constituiu o dossier.

Depois de termos ouvido, neste fim-de-semana, o [antigo] ministro Teixeira dos Santos, queremos ouvi-lo no âmbito da comissão de inquérito, assim como ao [antigo] secretário de Estado Costa Pina, porque precisamos de um esclarecimento sobre a razão pela qual a maior parte dos contratos de risco foram celebrados entre 2008 e 2010”. Veja o vídeo a partir do meio (5 minutos) e ficará sem dúvidas.

 

 


Mentes? Minto!

Os swaps, tal como tive a oportunidade de mostrar são de dois tipos. Uma operação legítima e conhecida de cobertura de risco financeiro e uma operação de pura manigância financeira. No caso, como é bem explicado no vídeo, trata-se de arranjar dinheiro com juros elevadíssimos. Uma manobra de casino. Nada de confusões.

A secretária de estado não tinha conhecimento do assunto mas o ex-ministro das finanças também não. Teixeira dos Santos pediu ao seu ex-secretário de estado para listar as swaps pois não tinha a informação junto dele. Isto é, as swaps foram desde sempre um assunto que queimava.

O PEC lV é outra mentira de se lhe tirar o chapéu. Diz Teixeira dos Santos que logo após aprovação do documento, pediria a demissão do governo. Isto é ,não acreditava que o documento resolvesse o quer que fosse. E saindo o ministro das finanças, naquele quadro, o que aconteceria ao PEClV e a seguir ao governo?

Tal como Marcelo Rebelo de Sousa sublinhou, a entrevista de Teixeira dos Santos teve a virtude de mostrar a que ponto de ruptura tinha chegado o governo. Confirmado, aliás, pela votação na Assembleia da República e depois nas eleições.

Agora afiam-se os dentes para as PPP. Estão na PGR. Há muito que contar, muito que explicar. Sócrates disse hoje que as PPP são uma forma de swaps. Acredito. Tóxicas. O curioso nisto tudo é que o estado ficou sempre a perder. Deve ser coincidência.