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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Na RTP a elite parasitária defende-se

Custa muito dinheiro e é um merda. Em resumo: a "estratégia" é fazer TV comercial, em vez de alternativa. Não faz qualquer sentido num operador do Estado pago pelos contribuintes. Mas o governo insiste em mudar leis e papéis, enquanto deixa a empresa entregue a incompetentes sem o mínimo sentido de serviço e de respeito pelo povo e seus impostos.

O presidente da BBC, Chris Patten, recomendou que se reduzam a metade as chefias da BBC. A RTP faz ao contrário: deixa sair técnicos e jornalistas competentes, mas nas chefias não toca. A elite parasitária defende-se. E finge: para enganar o governo, há chefias que desapareceram no papel, mas as mesmas pessoas exercem as mesmas funções com os mesmos salários.

Manter esta RTP pública num país pobre e desigual como o nosso é um crime. Quer dizer, mais um!

Os funcionários da RTP deviam ter a coragem de ficarem com a empresa e mostrarem em concorrência e no mercado que são tão capazes como os colegas das privadas. Mas não, querem o melhor dos mundos. Grandes salários e nenhuma audiência.

A RTP não é um problema de tutela é um problema de dimensão

Poiares Maduro quer uma RTP à BBC justamente quando, em Inglaterra, sobram as vozes a exigir a sua privatização. À RTP são precisos 200 milhões que não se conseguem só com publicidade e a taxa do audiovisual há, pois, que continuar a cortar custos. (...)A BBC,  é grande de mais. E burocrática de mais. E corporativista. E fundamentalmente sem desafios, porque tem o financiamento garantido. E porque os seus profissionais têm o emprego garantido também (ou então as indemnizações sumptuosas). E porque, no fundo, há um défice de monitorização da parte da sociedade civil. E porque, em todo o caso, ainda não se sabe bem o que o serviço público seja. Portanto, o primeiro passe de Poiares Maduro, é bom. Mas falta - insisto - saber o essencial: que dimensão terá a RTP? Quanto custará? O que deverá fazer? Que publicidade roubará aos seus legítimos destinatários? Nada disto se percebeu ainda.

Não é um problema de tutela é um problema de dimensão.

Uma RTP melhor por menos de metade do custo

E aguenta! Um canal público que não precisa de ser igual aos privados. Com uma boa programação a dar a conhecer o país nos canais Internacional e África.

Os canais Internacional e África serão remodelados para, além da ligação às comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo e da cooperação entre os países que falam português, assegurarem a “promoção económica e cultural de Portugal e da língua portuguesa no estrangeiro”.

Até ao final deste ano entrarão em vigor os novos contratos de concessão e estatutos, que passarão a ser as “traves mestras de uma RTP mais focada como programadora e agregadora de conteúdos audiovisuais e mais capacitada para se posicionar como o grande agente dinamizador do mercado de produção audiovisual independente”. Ou seja, o serviço público perderá, ou pelo menos diminuirá significativamente, a sua componente de produtor de conteúdos.

Anos e anos a esbanjar dinheiro, com audiências baixíssimas e sem nada que a distinguisse das privadas.

 

 


Sempre é verdade ! A RTP é manipulada por quem está no governo

A RTP é manipulada por quem está no governo. Seja este governo ou outro. Quem o diz é o PS . A RTP pública que nos custa tanto dinheiro só é diferente das privadas por esta razão. Está à mercê dos dinheiros do estado e, por isso, tem que se portar bem.

O PS sublinha ainda tratar-se de uma "situação censurável" e apela à intervenção do organismo que regula a comunicação social em Portugal para que este faça "cumprir e respeitar os princípios e limites constitucionais e legais em matéria de pluralismo político e de igualdade de tratamento". Perante a recusa da RTP de aceder às exigências apresentadas por Seguro, João Ribeiro considera mesmo que "parte da direcção de informação da RTP está instrumentalizada e governamentalizada" e que alguns dos seus elementos "comportam-se recorrentemente como serventes do governo".

Quando Sócrates foi convidado para a sua narrativa semanal foi o PSD a acusar a RTP de favorecimento do PS!

Do Portugal Pequenino - a RTP nunca mudará o mundo

Como escreveu ontem o Eduardo Cintra Torres, «substituindo Relvas, Poiares Maduro coincide com todos os partidos parlamentares numa visão estatista da RTP: o Estado deve possuir a RTP como instrumento e bandeira; servir o Estado é mais importante do que servir aos cidadãos conteúdos de interesse público.» Por consequência, decerto que os citados - ministro Maduro e todos os partidos parlamentares sob o alto patrocínio do Senhor PR que também comunga do princípio "instrumento e bandeira" - encontrarão uma maneira airosa de arranjar os 200 millhões para que o "instrumento e bandeira" se mantenha indemne como de há mais de meio século para cá.

A RTP custa num mês o que um hospital custa num ano

Mais coisa menos coisa. Num país em que há listas de espera para cirurgias ( 160 000 doentes) há aqui qualquer coisa que me escapa. Não percebo as prioridades. 200 milhões por ano ( chegou a custar perto do dobro) é muito dinheiro. Claro que há serviços prestados importantes -  internacional, África - mas o resto pode ser contratado com os privados. Muito mais barato .

Mas, é claro, que os mesmos de sempre acham o serviço público de televisão inegociável como, aliás, todos os outros serviços do estado. No fundo há que manter o estado que nos levou à bancarrota.

Os trabalhadores da RTP têm agora uma grande oportunidade

Foi entregue hoje ao governo pela administração da RTP a proposta de concessão do serviço público. Financiado pela taxa audiovisual e por transferências do orçamento bem mais pequenas que as vigentes. Não haverá fecho de canais internacionais.

Os trabalhadores da RTP deveriam aproveitar esta oportunidade para tomarem nas suas mãos a exploração da empresa. Afinal têm tudo para serem bem sucedidos. E poucos conhecem tão bem como eles os pontos fortes e fracos do serviço.

Para isso é preciso trocarem a comodidade do funcionalismo público com a responsabilidade da actividade privada. Mas, em contrapartida, ficam a mandar, a fazer um serviço público à sua medida. Ganham em independência, em dignidade e se, bem sucedidos, em condições salariais.

O ministro está muito interessado em encontrar uma solução que mantenha as principais reinvindicações dos trabalhadores. Mas é claro que a RTP não pode continuar a ser um poço sem fundo de dinheiros públicos.

 

 


Uma RTP livre e facciosa

Quem viu a RTP nos sucessivos governos a ser orientada por mãos invisíveis, não pode agora deixar de admirar-se com o que por ali se passa. Um ex-primeiro ministro com um púlpito para atacar o presidente da república e o governo em horário nobre. Não satisfeita, faz trabalhos extra, a favor da condecoração do seu colaborador. Vimos e não acreditamos! O governo poderá, ao menos, reduzir os nossos impostos que ali enterra, num buraco de subsídios e falta de audiências?

Transvestida de "investigação", visou lançar lama sobre Cavaco Silva, suspeitas sobre as suas atribuições de condecorações e principalmente pressionar a atribuição do Colar da Ordem de Cristo ao "comentador" da própria RTP, José Sócrates, pelo seu lindo serviço à pátria como primeiro-ministro.

 

 


RTP - contagem decrescente para o colapso

A RTP 2 vai em 2% do share e a RTP1 para lá caminha. A RTP tem donos, não sabemos bem quem, mas tem donos. Há muito que está "privatizada" por interesses de quem lá vai buscar muito dinheiro e nunca lá injectou nenhum. Não têm lá dinheiro, vivem de subsídios do estado (chegaram a um montante escatológico) e não têm audiências decentes.

Querem uma RTP comercial, mas a publicidade diminui. Com menos anúncios, o fim das "indemnizações compensatórias", a reposição de subsídios salariais por decisão do TC e a proibição europeia de subsídios por portas travessas, poderá não haver dinheiro em breve.

O caminho para a nova tutela governamental não é fácil. Ou mexe agora no ninho de lacraus e é um ai-jesus das carpideiras do costume, que querem ainda roer o que resta do osso em proveito próprio, ou pode deixar andar a RTP como ela quis, até que rebente. Já não falta muito. Talvez nessa altura se pudesse fazer a revolução tranquila e criar um serviço de interesse público a sério.