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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Na TAP chegou a factura do apoio do PCP e BE a Costa

Uma dívida de 3 300 milhões, a que se está a juntar mais 1 500 milhões este ano ( a TAP factura 3 mil milhões / ano, este ano vai facturar na melhor das hipóteses 50%) . São 4 800 milhões a que acresce outros tantos no ano que vem. Vamos nos 6 mil milhões números redondos. É a factura que vamos pagar pelo apoio do PCP e do BE ao  governo da "geringonça".

Vão ser despedidos 30 a 40% dos trabalhadores que vão viver à conta da Segurança Social . O que está a acontecer na TAP é uma verdadeira tragédia.

Nos grandes e ricos países da União Europeia o Estado manteve as companhias aéreas ( todas elas em dificuldades), emprestou-lhes dinheiro a troco de uma posição accionista que vai devolver quando o empréstimo estiver pago. Sem dramas, sem tragédias financeiras e sociais.

Por cá vamos ter uma companhia de bandeira mas não temos um SNS decente, uma escola pública com bons resultados, uma Justiça a tempo e horas.

É isto o que podemos esperar de um estado que está em todos os sectores da vida nacional. Mas segundo Costa ele não tem culpa e afadiga-se para arranjar bodes expiatórios.

A esmagadora maioria dos países da União Europeia não tem empresas aéreas maioritariamente públicas. Não há nenhum motivo para chamar os contribuintes portugueses a enterrar milhares de milhões numa empresa de aviação.
Não resgatar a TAP é investir mais em saúde, educação, ferrovia ou simplesmente reduzir impostos, não onerando os contribuintes com mais este custo.

 

O Reino Unido quer mesmo sair da União Europeia?

Já lá vão quatro anos e os britânicos não largam a UE . Andaram a vender sonhos ao povo que agora não conseguem concretizar. Se é tudo melhor fora da UE o que é que os impede de sair ?

Ao contrário do que havia sido calendarizado na sequência da concretização do Brexit a 31 de janeiro, o mês de junho chegou ao fim sem que se esteja sequer perto de um acordo entre os dois lados sobre a relação futura. Dado o impasse, a presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, e ainda os presidentes do Parlamento e do Conselho Europeu, respetivamente David Sassoli e Michel Barnier, decidiram, há duas semanas, promover um regresso às conversações já em julho.

Sair da UE e ficar melhor do que quando estava dentro é que não pode ser. E é isso que o RU procura. Não à custa da UE.

O que não há dúvida é que as partes tentam minorar os prejuízos do Brexit. Ora a saída não foi apresentada como benéfica ?

Na TAP o governo vai nacionalizar uma dívida brutal

Quem ficar com a companhia aérea vai responsabilizar-se por uma dívida brutal .A acontecer, o Estado passará a ter o controlo da TAP mas, no pacote, para além de aviões e trabalhadores, vem ainda uma dívida de 3.300 milhões de euros.

Assim, no pacote, o Estado vai ficar com uma companhia aérea que diz ser fundamental para o país, mas com uma dívida de vários milhares de euros, que está a perder aviões e que já dispensou mais de mil trabalhadores.

Há muito que ouvimos falar de uma parceria com uma grande companhia aérea europeia mas nunca conseguida.

A racionalidade da atual intervenção assenta na ideia da salvação da empresa. Isso é fácil de perceber. Mas, a seguir, qual é o plano? Qual é o projeto industrial? Quando Bruxelas obrigar a uma reestruturação profunda, é o Estado que vai assumir esse ónus? Em quantos anos a nova gestão garante pôr a empresa no verde? Se os prejuízos se acumularem, obrigando a novas injeções de capital - sempre com remédios de Bruxelas - vamos brincar como no Novo Banco e fingir que não sabíamos o que aí vinha nos muitos anos difíceis que tínhamos pela frente?

Os rankings são um entre vários indicadores

Os rankings são um entre vários indicadores que permitem aferir o nível de ensino das escolas.

Os rankings, como todos sabemos, permitem seriar as melhores escolas estatais e privadas do ensino básico e secundário, tendo em conta os resultados alcançados pelos alunos nos exames nacionais e provas finais.

Os rankings, como é evidente, são um de entre vários indicadores que permitem aferir o nível das escolas. Os bons resultados obtidos pelos alunos pressupõem que a escola trabalhou bem e que houve qualidade no ensino ministrado.

Um outro indicador importante são os "Percursos Diretos de Sucesso", que ordenam as escolas atendendo à percentagem de alunos que acabam o 3º ciclo e o Ensino Secundário sem retenções e com classificações positivas nos exames terminais desse mesmo ciclo.

Ambos os indicadores permitem extrair dados relevantes para avaliar o desempenho dos estabelecimentos de ensino, sendo que para acompanhar os percursos diretos de sucesso são necessárias informações reais sobre os nossos alunos.

Informação a que pais, professores e dirigentes têm direito.

A TAP representa apenas 3% do turismo que chega a Faro

Se a TAP despreza o Norte e representa apenas 3% do turismo que chega ao aeroporto de Faro para quê uma companhia de bandeira ?

Em vez de pagarmos a companhia com os nossos impostos como temos feito há dezenas de anos, passamos a pagar apenas e só os nossos bilhetes, como fazemos em qualquer outra companhia.

Basta que a TAP se mantenha uma empresa privada em concorrência no mercado com todas as outras companhias aéreas.

Reparem: numa época em que tantos países europeus mais ricos do que Portugal já não têm companhia de bandeira (Suíça, Bélgica, os escandinavos), porque é que nós mantemos o luxo da companhia de bandeira?

Sempre orgulhosamente sós .

Na TAP os privados empurram o Estado para a nacionalização

Os accionistas privados ao não aceitarem as condições impostas pelo accionista Estado empurram a companhia aérea para a nacionalização. Dito de outro modo. Não estão interessados .

Pese embora as repetidas tentativas do Estado a verdade é que muito poucos querem a TAP. As outras companhias europeias juntaram-se mas nenhuma com a TAP. Na primeira tentativa de privatização apareceu um desconhecido colombiano que nem uma garantia bancária conseguiu arranjar. E, agora, há um accionista privado que na verdade está no negócio com duas empresas aéreas do outro lado do atlântico e que impõe as suas condições.

A nacionalização é o recurso último para manter a companhia em operação, à custa da injecção de muito dinheiro, da assunção do passivo acumulado e da devolução aos privados dos seus suprimentos.

E, toma corpo, que haverá umas alíneas no acordo secreto entre accionistas que favorecem os privados. Mais um poço sem fundo que a "geringonça" deixou aos contribuintes. 

O socialismo e os idiotas úteis.

A austeridade está presente e vai agravar-se

Em média cada português está a sofrer uma redução no rendimento de 344 euros/mês.

Os inquiridos justificam esta quebra de rendimentos às consequências diretas da pandemia: despedimentos (29,1%), layoff (17,3%), obrigatoriedade de paragem de atividade (17,6%) e quebra na procura no ramo de trabalho (17%).

António Costa aqui atrás dizia que não haveria austeridade mas haveria dor. A austeridade é apanágio do governo de Passos Coelho. Mas os portugueses já a sentem na pele .

Face à profunda crise provocada pela covid-19, um em cada quatro portugueses (24,4%) afirma já ter reduzido gastos, estando mesmo a poupar dinheiro: 61% deixou de frequentar restaurantes, 53% já não compra roupa nem sapatos, 48% não sai à noite e 36% deixou de frequentar ginásios.

Relativamente aos receios para o futuro, destacam-se a perda de rendimentos (45%), a incerteza quanto ao futuro (45%), contrair covid-19 (41%), ficar sem emprego (24%) e contagiar terceiros (23%).

Rankings em discussão ou o silêncio dos cemitérios

Hoje discute-se o que fazer nas escolas mal classificadas porque os rankings as detectaram permitindo uma abordagem de proximidade . Sem os rankings tal não seria possível .Esse é o grande contributo dos ranking.

Sem esse contributo a discussão não passaria do público/privado e do pobre/rico. Sem consequências ao nível da melhoria do ensino que é o que importa. Vejam este exemplo :

Rodrigo Melo @rodrigo-melo-763464 Moderador

Boa tarde a todos. Já somos quase 600 online (593) :) Os rankings em si não são uma solução. Mas os dados que os suportam - a informação sobre o desempenho dos alunos nos exames - são um instrumento muito importante para as escolas perceberem como os resultados dos seus alunos comparam com os de outras e para a administração e o ministério tomarem decisões.
 
@zulmira-bras-123595 Iniciante
É tudo uma mentira. As escolas publicas acolhem alunos de todos os estratos sociais e não os que andam em altos carros, com explicações de manhã à noite. A escola pública faz de mãe , faz de restaurante, faz de psicologa, faz de amiga, faz tudo para ajudar crianças que entram dentro de uma sala de aula cheios de fome, que não se concentra por que lhe doi a barriga, que nao faz os tpcs porque não tem computador nem net, essa é a realidade da escola ou publica, que mesmo assim faz milagres, que forma crianças que apresentam altos índices de analfabetismo. Os rankings sao uma mentira.
 
Rodrigo Melo @rodrigo-melo-763464 Moderador
Concordo consigo e não concordo consigo. Concordo que o tipo de alunos que cada escola serve determina muito (i) a missão da escola e (ii) o resultados dos alunos nos exames nacionais. Consequentemente, não faz sentido comparar a posição relativa de escolas que servem alunos muito diferentes. Contudo, não concordo consigo que esta diferença seja público/privado. Há escolas públicas cujos alunos são esmagadoramente de classe média alta e há escolas privadas (as que têm contrato de associação e as que têm programas de bolsas muito fortes) que têm alunos de classes mais desfavorecidas.
 
@andreia-sanches-123645 Público
No PÚBLICO fazemos diferentes análises: uma que tem em conta apenas as médias dos alunos nos exames nacionais, do ensino básico e secundário; outra a partir do indicador dos percursos directos de sucesso (que mede quantos alunos em cada escola conseguem fazer o 3.º ciclo ou o secundário sem chumbar nenhum ano e tirar positiva nos exames nacionais) e fazemos ainda uma comparação do desempenho das escolas de diferentes contextos socioeconómicos, comparando escolas semelhantes entre si (estes contextos são desenhados com base na percentagem de alunos abrangidos pelos apoios da acção social escolar e com base ainda nas habilitações médias dos pais dos alunos). Assim, comparamos escolas de contextos mais desfavorecidos com outras de contextos mais desfavorecidos, e escolas de contextos mais favorecidos, com outras semelhantes. Ou seja, tentamos captar diferentes dimensões do trabalho das escolas, não apenas uma. Sabemos que há dimensões que os rankings não captam, mas esta informação é objectiva.
 
A riqueza desta discussão só é possível porque os rankings são públicos . Ou é assim ou é o silêncio dos cemitérios.

Rankings : uma informação de um valor extraordinário

 "Tem algum sentido comparar duas escolas que distam 1 Km, onde numa os alunos são escolhidos e fazem exame de 12º ano 26 alunos, na outra estão lá todos e fazem exames do 12º ano 680 alunos."

Se não fosse a publicação dos rankings das escolas nunca saberíamos o que foi deixado na caixa dos comentários e está ai em cima reproduzido.. Se for verdade e propositado então temos que exigir que o Ministério da Educação faça uma auditoria ao que se passa naquelas duas escolas. É o futuro dos alunos que se joga em práticas dolosas. Quem são os responsáveis para haver tamanha desigualdade entre duas escolas que distam 1 km uma da outra ?

O Ministério não sabe, o município não sabe, os pais não sabem, os professores não sabem, os dirigentes não sabem ? Se não sabem o que andam lá a fazer ? Se sabem porque não tomam medidas ?

E, agora, que não podem dizer que não sabem porque os rankings tornaram pública a situação o que se propõem fazer para corrigir ? Ou preferem continuar com a cabeça metida na areia para terem um argumento para esgrimir sempre que se publiquem os rankings ?

Aqueles que estão contra os rankings são os que melhor realçam o valor de uma informação pública, aberta a análise e debate. É que o valor dos rankings não termina com a sua publicação, pelo contrário, inicia a análise de proximidade das situações detectadas e a sua correcção.

Sem rankings não há análise, não há debate, não há correcção, não há responsáveis. E aos alunos é-lhes sonegado o futuro.

 

Rankings : mais autonomia para as boas mais recursos para as más

Se mais não fosse os rankings mostram que há escolas que estão ano após ano bem classificadas e outras mal classificadas. Se há distorções há tempo de sobra para corrigir . Importa pouco manifestações de crítica quando não há nenhuma espécie de colaboração para melhorar.

A mais simples e evidente é dar mais autonomia às escolas bem classificadas, premiando-as com mais responsabilidade de dirigentes, professores e pais. Já para as mal classificadas é preciso reforçar os recursos atribuídos .

E as medidas são tão reconhecidas que a própria Frenprof há muito as exige. Nas matérias onde a matéria dada levanta sérias dificuldades, colocar dois professores, um a dar a aula e o outro a acompanhar de perto. Chamando a atenção para erros, dificuldades de apreensão e colaborando com o professor principal . Jovens professores que também obtinham uma melhor compreensão das dificuldades sentidas.

É assim tão caro ou é mais fácil continuar a centralizar na co-governação entre o ministério da educação e os sindicatos e nada fazendo para ajudar os alunos e professores em dificuldade ?

E, há muitas mais medidas desde a estabilidade do quadro de professores à proximidade com a municipalização. Um mundo de medidas que uma leitura não ideológica dos rankings proporciona.

Não é possível mudar para melhor o que não se conhece.