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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Na TAP passou a haver dinheiro fêmea

É verdade que há dinheiro que é fêmea. Parece ser o caso dos 10 milhões com que o consórcio Luso-Americano comprou a TAP" Humberto Pedrosa, que aguarda a assinatura do acordo a 24 de junho, especificou: “temos disponível para esta operação mais de 600 milhões de euros em dinheiro fresco”.

Dinheiro fresco, na gíria, quer dizer que é dinheiro que não há, (no caso da TAP) e passa a haver. Dinheiro fresco é o contrário de "pêlo do mesmo cão", como seria vender aviões para pagar dívidas e aumentar o capital próprio. Operação a que a TAP tem recorrido frequentemente, para conseguir pagar salários.

Agora já percebi a piada sobre os 6 milhões do Jorge Jesus. É que para alguns ter dois zeros à direita ou à esquerda é a mesma coisa.

 

O "capitalismo de estado" que o PS defende

Embora seja uma bravata procurando ganhar votos, a posição do PS relativamente à TAP ignora a realidade.

"Ignoram tudo isso? Ignoram que as companhias de bandeira dos países mais importantes da Europa foram todas ou quase todas privatizadas no seguimento desta evolução social e económica, desde o Reino Unido à França, Espanha e Itália? Se a Swissair faliu, como outras companhias, incluindo no Brasil e nos USA, foi justamente por não conseguirem sobreviver à concorrência! A demagogia eleitoral que o PS se acha livre de praticar, ao tentar caçar o voto dos defensores de um sistema estatista, corporativo e proteccionista falido que, por seu turno, nos levou à bancarrota de 2011, isso revela que o partido de António Costa perdeu o contacto com as realidades nacionais e internacionais"

Precisamos de um jornalismo sério que voe e não rasteje

O Público, anuncia :  E por dez milhões vendeu-se a TAP . O próprio jornal logo a seguir no texto, escreve : "Prometem injectar 354 milhões de euros no capital da TAP e dão ao Estado dez milhões de euros. Não obstante a dívida astronómica da TAP, é quase arrepiante ver a companhia de bandeira nacional ser vendida por dez milhões de euros. Claro que até ao lavar dos cestos é vindima. A privatização ainda está envolta numa séria de interrogações que poderão comprometer o negócio."

A dívida astronómica, como lhe chama o jornal, vai ter que ser paga pelos novos proprietários. Não se percebe como é que na mesma frase escreve uma coisa e o seu contrário. É verdade que dá um título catita, mas o Público mostra mais uma vez que não é um jornal sério.

 

 

DesTAPar os olhos

Hoje, com a venda da TAP, os contribuintes portugueses livraram-se de uma pesada dívida que teriam de pagar. Desde 1997, na era de Guterres, que os governos deixaram que a dívida se acumulasse a ponto de a companhia se ver obrigada a vender aviões que ainda está a pagar em leasing para pagar salários. A frota está envelhecida e não há dinheiro para a renovar.

Foi contra a opinião de António Costa e de toda a oposição que um consórcio privado - com um português em maioria - garantiu a pesada herança e se comprometeu a meter lá o seu dinheiro, tudo porque sabe do negócio e reúne condições estratégicas para converter uma companhia em falência técnica numa empresa próspera.

É disto que se trata. Deixem-se de "companhias de bandeira" - que já ninguém tem - e de "centros de decisão nacionais" porque já todos temos experiência suficiente para perceber no que isso dá. Hoje é um dia bom para os contribuintes portugueses.

O NOVO BANCO já é o terceiro maior

O "Balanço Zero" mostra que o Novo Banco passa com distinção os testes e esta é a condição necessária para que não faltem compradores. Alguns já se perfilam.

No processo saíram depósitos que fazem falta e que estão em outras instituições bancárias até porque o banco é o primeiro no apoio às Pequenas e Médias empresas.

A concentração bancária já é grande pelo que não parece que os bancos já existentes levem vantagem na compra. A vinda de um grande banco internacional seria "ouro sobre azul". O BPI, o Santander, e a FOSUN ( chinês) bem como o grupo americano APOLLO estão a estudar o dossier.

A primeira manifestação de interesse veio da FORUN (Tranquilidade e Espírito Santo Saúde) e ficou-se pelos 3.500 milhões o que não chega para pagar os 4.900 milhões do Fundo de Recuperação. Mas com tantos interessados o preço vai subir. O funeral, mais uma vez, parece adiado.  

De bandeira ou sem bandeira ninguém quer a TAP

Começou em 2000 com Guterres que vendeu uma parte à Swissair mas esta faliu, como a TAP já devia ter falido há muito se o nosso país se regesse pelo racional económico. A Suíça que tem muito que aprender connosco não esteve com cantigas. Nós por cá arranjamos sempre uns argumentos vazios e sem sentido. De bandeira, de interesse nacional, maior exportador, ligação com os países de língua portuguesa...e o dinheiro do contribuinte vai mantendo o moribundo.

Depois apareceu quem tentou tirar partido das dificuldades que a companhia sempre teve e que estão longe de serem de fácil solução. Agora já anda por aí que o sócio de Paes do Amaral é um empresário proibido de operar no transporte aéreo. Quer dizer, face aos despojos, e não face ao suposto valor, a TAP atrai abutres.

Como o Estado não tem dinheiro e está impedido pela UE de capitalizar a empresa, um dia acordamos com a TAP em terra . Mas de bandeira.

Salvar a PT se e só se vier a ser desmantelada

O governo não tem que meter o bedelho na PT . Há mais duas empresas no sector que asseguram o serviço aos cidadãos. E há empresas que se apresentam como interessadas na compra. Haja quem queira vender e quem queira comprar. Bem diferente é se a intenção é desmantelar a empresa e vendê-la aos bocados. Aí, nessa situação, o governo pode e deve intervir. O simples enunciado desta hipótese afastará quem queira fazer negócios rápidos e não esteja interessado em se manter no mercado.

Se os actuais concorrentes quiserem comprar a PT há condicionalismos de mercado e de concorrência que impedirão o negócio . Esta hipótese levaria mais tarde ou mais cedo a problemas de posição dominante no mercado e à progressiva redução da actividade da empresa dominada.

Resta atrair interessados que olhem para a PT como uma empresa viável, que passou a fase "vaca leiteira" onde muitos se saciaram até ao tutano. Há muita dívida e compromissos que têm que ser respeitados. Mesmo assim, trata-se de uma empresa largamente implantada no mercado, com experiência tecnológica relevante e com recursos humanos competentes.

Basta pois, deixar funcionar o mercado e afastar o estado. Se a empresa estiver em perigo e só nessa situação, é que o estado poderá facilitar uma solução entre privados. Mas que não se caia na tentação de voltar a fazer o mesmo caminho que levou a PT à presente situação.   

 

Salvar a PT se e só se vier a ser desmantelada

O governo não tem que meter o bedelho na PT . Há mais duas empresas no sector que asseguram o serviço aos cidadãos. E há empresas que se apresentam como interessadas na compra. Haja quem queira vender e quem queira comprar. Bem diferente é se a intenção é desmantelar a empresa e vendê-la aos bocados. Aí, nessa situação, o governo pode e deve intervir. O simples enunciado desta hipótese afastará quem queira fazer negócios rápidos e não esteja interessado em se manter no mercado.

Se os actuais concorrentes quiserem comprar a PT há condicionalismos de mercado e de concorrência que impedirão o negócio . Esta hipótese levaria mais tarde ou mais cedo a problemas de posição dominante no mercado e à progressiva redução da actividade da empresa dominada.

Resta atrair interessados que olhem para a PT como uma empresa viável, que passou a fase "vaca leiteira" onde muitos se saciaram até ao tutano. Há muita dívida e compromissos que têm que ser respeitados. Mesmo assim, trata-se de uma empresa largamente implantada no mercado, com experiência tecnológica relevante e com recursos humanos competentes.

Basta pois, deixar funcionar o mercado e afastar o estado. Se a empresa estiver em perigo e só nessa situação, é que o estado poderá facilitar uma solução entre privados. Mas que não se caia na tentação de voltar a fazer o mesmo caminho que levou a PT à presente situação.   

 

Eu até assino mas não tenho dinheiro

PT não está só no mercado. Há pelo menos mais duas empresas concorrentes que vão preencher o vazio maior ou menor que a PT deixar no mercado. Além disso o estado não tem dinheiro e já por lá andou e foi o que se viu.

Eu não gosto nem um bocadinho destas empresas ditas "abutres" que compram para vender o mais depressa possível e com a maior mais valia.Para o conseguirem dão cabo de uma empresa para fazerem uns quantos negócios. E isto, dos negócios, é um dos maiores dramas da nossa economia. Mas não é obrigatório vender ao primeiro que aparecer, ainda há instrumentos que podem ser accionados.

Os brasileiros, querem liquidez, mas o que a proponente compradora oferece , em liquidez, não ultrapassa os 500 milhões, o resto é dívida. Vai aparecer concorrência  e com fortes probabilidades de ganhar. Este apressado manifesto de muitos que se deviam ter mexido quando tudo ainda era possível, é mais uma tentativa de o estado se manter na economia.

Há o PC , o BE e as personalidades do costume que enquanto se destroem empresas para fazer negócios nada dizem. Chegam sempre tarde e a más horas.

Já comprou o seu Jaguar ?

Aumentam as vendas de carros de luxo. Portugal regista a quarta maior subida. Aliás, é curioso  ver quais foram os países onde se registaram maiores acréscimos de vendas de carros. Mercedes, BMW e outros baratinhos.

Por outro lado, houve fabricantes em contraciclo com a retracção na procura, como foi o caso de marcas de luxo como a BMW ou a Mercedes, que assistiram a subidas de 9,5 e 8,9%, respectivamente. O maior acréscimo foi, aliás, protagonizado pela Jaguar, que subiu 59%, tendo vendido 943 unidades em Agosto (um ano antes tinha comercializado 593).

A verdade é que para alguns de nós sem gastar dinheiro isto não dá gozo nenhum.