Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

Acessos de Lisboa e Porto congestionados com viaturas de trabalhadores

Motorista contratado a prazo impedido de sair com a viatura.  Por volta das 7h30, um motorista contratado a prazo preparava-se para sair da estação de recolha de Francos, mas os trabalhadores que se encontram ali concentrados desde a meia-noite barraram a saída junto ao portão principal da empresa e o autocarro acabou por não sair, de acordo com informação avançada ao PÚBLICO pelo coordenador do Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes.

Fernando Oliveira adiantou que a adesão do cerca de 800 motoristas da STCP “é total”, e nos outros sectores, oficinais e administrativos a paralisação “superou as expectativas” dos dirigentes sindicais, porque na empresa há muitos motoristas com contratos precários.

“Na STCP, num total de 1290 trabalhadores, cerca de 800 são motoristas, sendo que 140 trabalham com contratos a prazo e todos aderiram à greve, o que é uma enorme vitória”, afirmou ainda Fernando Oliveira. Como se vê, isto é o que se chama uma "contradição insanável".

As entradas de Lisboa e Porto estão fortemente congestionadas com viaturas particulares o que mostra que os trabalhadores se dirigem para os seus postos de trabalho.

Os piquetes são pressão inaceitável para quem quer trabalhar

A quantidade de pessoas que aparecem nas televisões a dizer que vão trabalhar não bate com as percentagens que os sindicalistas apregoam. Mas é o habitual. Tudo multiplicado por dois. Os desempregados dizem que não podem fazer greve. Nos hospitais, as notícias em directo, dão-nos uma imagem de normalidade que não condiz com as declarações de quem promoveu a greve.

Afinal é um país democrático a funcionar, a exercer os seus direitos. Só é pena os piquetes de greve que estão ali para exercem pressão sobre os colegas

que não aderem. Ontem cercaram os parques onde estacionam os veículos de recolha do lixo urbano, aqui em Lisboa. Mesmo assim houve recolha de lixo. Estes piquetes não são um instrumento democrático. Os trabalhadores têm tanto direito de aderir como de não aderir.

  Claro que com menos transportes públicos a mobilidade de quem quer trabalhar é menor e isso reflecte-se na dificuldade das pessoas chegarem aos empregos. Uma das reportagens dava conta que a Segurança Social em Coimbra tinha funcionários a trabalhar mas não tinha utentes. No hospital de Santo António há uma quase normalidade com excepção dos blocos operatórios. Basta faltar um elemento da equipa. O que é importante é que a democracia  é exercida. Mas aqueles piquetes...

As greves nas transportadoras vão acabar

O governo quer vender as concessões dos transportes públicos a privados e, no mesmo passo, transferir parte da monstruosa dívida acumulada. Agora é preciso convencer os privados para se interessarem por este modelo.

O modelo que o executivo considera mais vantajoso prevê a transferência de parte da dívida destas transportadoras públicas, que no global alcança já 12.000 milhões de euros, para os investidores privados. Além de reduzir o fardo suportado pelo Estado, este modelo reduziria as probabilidades de as empresas que ainda estão fora do perímetro do défice e da dívida serem consolidadas nas contas públicas.