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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O governo não devia ter denunciado às autoridades a proposta de swaps tóxicos?

O anterior governo foi abordado pelo Citibank com propostas para mascarar as contas e, assim, enganar as instituições financeiras que têm como função controlar as contas nacionais. Isto não é um crime? E o governo não devia ter denunciado o caso ao Ministério Público?

Então o caso serve para demitir um funcionário do banco agora governante e, não tem nada a ver com o próprio banco? E o governo abordado para cometer um crime não tinha o dever de se queixar?

A verdade é que  o ilícito e o lícito têm dias . E têm consequências que flutuam ao sabor das conveniências.

Atendendo ao alarme público que este assunto suscita e às consequências políticas que o mesmo já ditou”, o “PSD reclama das entidades competentes a averiguação dos factos agora divulgados pela imprensa, para esclarecer, nomeadamente, a eventual ocultação de actos que poderão configurar ilícito criminal por elementos ligados ao anterior Governo”.

Quem e em que data se fizeram os swaps ?

Tal como diz o PCP : "Se a ministra Luís Albuquerque mentiu ou não mentiu, se o secretário de estado Pais Jorge mentiu ou não mentiu, são questões absolutamente marginais quando comparadas com o fundo da questão, ou seja, o prejuízo do interesse público e a criação de condições para satisfazer grupos financeiros", afirmou, em declarações à Lusa, o dirigente do PCP Jorge Cordeiro. 

Para o PCP, "aquilo que foi feito foi assegurar que centenas de milhões de euros saem dos bolsos dos trabalhadores e do povo português para entidades financeiras nacionais ou internacionais" como "Citigroup, Golden Sachs ou Santander".

Dos swaps não se fala. A gente de Sócrates controla a agenda da comunicação social. Deve haver um governo e um PM culpados, não? É só ver as datas.

O PC tem razão

Quem mentiu tem interesse marginal, importante é saber quem prejudicou o interesse público, diz Jerónimo de Sousa.

"Se a ministra Luís Albuquerque mentiu ou não mentiu, se o secretário de estado Pais Jorge mentiu ou não mentiu, são questões absolutamente marginais quando comparadas com o fundo da questão, ou seja, o prejuízo do interesse público e a criação de condições para satisfazer grupos financeiros", afirmou, em declarações à Lusa, o dirigente do PCP Jorge Cordeiro. 

Para o PCP, "aquilo que foi feito foi assegurar que centenas de milhões de euros saem dos bolsos dos trabalhadores e do povo português para entidades financeiras nacionais ou internacionais" como "Citigroup, Golden Sachs ou Santander".

 

Sai Joaquim fica Maria Luís

Até porque já saíram secretários de estado por menos. E ajuda a terminar com a polémica e proteger a Ministra. O verdadeiro assunto, quem autorizou as swaps, é que tem que voltar para cima da mesa. Governos, bancos, consultores...

Até ao fim da tarde, à hora dos telejornais, Joaquim vai pedir a demissão depois do governo fazer saber que há "inconsistências"...

As PPPs e as Swaps são filhas de si mesmas

Estão em todo o lado. Na banca, nomeados pelo governo para se  controlarem a sí mesmos e no próprio governo. Pertencem todos ao mesmo clube e só mudam de camisola. Se é que mudam.

Só se lamenta é que nós, os que pagamos tudo, nunca nos lembramos que este é o país dos grupos de interesses. Se há organizações para as PPPs  porque não para as swaps? 

E quando o estado chega ao grau de desorganização a que chegou nos últimos anos é um fartar. As PPPs e as Swaps são filhas de si mesmas, não têm pai nem têm mãe. 

E é por isso que vemos os responsáveis bem instalados após passarem pelo governo. São premiados enquanto o estado faz de conta que os investiga. O que está agora a vir a público de negócios que se fizeram nos governos anteriores ( e o de Sócrates é o campeão) mostra bem que tudo isto anda em roda livre. Foi após a entrada da Troika que se tem feito um trabalho sério de análise e de controlo. Sem uma instituição independente a analisar estas coisas tudo morreria no fundo de uma qualquer gaveta. 

O prémio : administração da Galp

Costa Pina, o ex secretário de estado das finanças de Sócrates, em cujo mandato mais PPPs ruinosas se fizeram e cujo despacho em 2008 abriu caminho às swaps tóxicas teve um prémio. Foi chamado à comissão na Assembleia da República que investiga a possível negligência de Maria Luis Albuquerque.

O PC, o BE e o PS premeiam assim o (um dos) principais culpados em toda esta tramóia que envolve governos, bancos, consultores e BCE. Mas o que interessa para aqueles partidos não são os muitos milhões que o estado perdeu é, sim, a ministra que é preciso demitir para que o governo ( o que trabalhou e levantou o problema em toda a sua dimensão) fique mais descredibilizado.

Não são esquisitos com as companhias!

Swaps - Colocar a questão se tinha conhecimento geral é simplesmente rídiculo

Vitor Gaspar na Assembleia da República : ...Maria Luís Albuquerque conhecia o problema dos swaps na sua generalidade, mas o que estava em causa não é esse conhecimento genérico, mas as situações concretas. Não só não desconhecia como conhecia bem. E é uma pessoa que pode ser considerada perita na matéria.

Colocar a questão se tinha conhecimento geral é simplesmente ridículo, não faz qualquer sentido.

A questão dos swaps foi suscitada ,mas não abordada em detalhe com o anterior governo , ainda antes de Maria Luis Albuquerque e os outros secretários de estado terem tomado posse.

Entretanto o PS já suavizou a narrativa deixando cair "mentira" para passar a "faltou à verdade". 

O inquérito sobre os swaps quer saber quem são os responsáveis

Foi a própria Assembleia da República quem definiu os objectivos do inquérito sobre os swaps. Quer saber quem os fez e quem não tratou do assunto a tempo e horas. Não procura saber se a ministra disse toda a verdade ou se negligenciou o seu discurso. O ruído sobre as declarações da ministra, são só isso,ruído, procurando esconder responsabilidades e atacar quem mais fez para resolver o problema.

Só após a entrada da Tróika é que o assunto começou a ser tratado de forma de forma global e,o assunto, pelos enormes potenciais prejuízos exigia uma resposta global. Que exige tempo, rigor e trabalho.

Foi Maria Luis Albuquerque quem trouxe para este dossier tecnicamente exigente, o rigor que durante mais de seis anos lhe faltou. Ficou ontem demonstrado . Há muito quem fale em swaps mas há muito poucos que saibam do assunto.Como a ministra lembrou aos deputados! 

 

E comparar as swaps das empresas públicas com as das privadas ?

Para avaliar as swaps das empresas públicas colocava-as ao lado de outras feitas pela Sonae, Jerónimo Martins, EDP e assim por diante. E perguntava porque é que os bancos fazem swaps com as públicas nestes termos. Porque sabem que as públicas têm um "tio rico" que é o Estado que paga sempre.

O problema não é saber de quem sabia mas sim  a sua própria existência. E da sua gravidade. E este problema foi criado ao longo de vários anos pelas empresas públicas em roda livre. Só possível pela desorganização do estado.

O mesmo se diga das parcerias públicas privadas, desde logo em projectos não viáveis como as autoestradas que não têm tráfego. E sempre foram tratadas como negócios secretos o que é meio caminho andado para o desastre.

Mas num caso e noutro a culpa não pode morrer solteira tal é a gravidade. Basta ver os milhões de indemnizações que estão a ser exigidas tal é o absurdo.