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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Os subsidios, os ajustes directos e as vinganças

Tudo confidencial e na paz dos anjos até ao dia que a câmara ou o estado se vê sem dinheiro ou apertado pelo Tribunal de Contas. Cortadas as benesses aparecem as vinganças envoltas em discursos bonitos sobre a defesa do ambiente.

Vítor Rodrigues ( presidente da câmara de Gaia ) considera que a referida "vingança" se deve ao facto de o Movimento SOS Estuário do Douro estar descontente com o "corte do financiamento confidencial à Quercus (...) de 15 mil euros por ano, assinado no mesmo ano em que desmataram por completo a Quinta Marques Gomes. E o descontentamento pelo fim dos ajustes diretos a uma empresa de árvores e jardins que ganhou dezenas de milhares de euros de ajustes diretos da Câmara e das Águas de Gaia nos anos anteriores".

Recorde-se que a promotora do Marés Vivas, PEV Entertainment, vai levar a associação ambientalista a tribunal, acusando-a de "terrorismo" por ter tentado convencer os artistas confirmados a não atuar no festival.

Fora da UE íamos ao Totta...

Buscar subsídios da ordem dos mil milhões para aumentar a eficiência energética. Projecto relevante quando se sabe que se perde mais de 40% da energia que se injecta nas linhas de transporte . Esta é uma das áreas em que a Europa é mais dependente do exterior. E para cá dos Pirenéus - Portugal e Espanha - continuam sozinhos. Há que melhorar as interligações com o resto da Europa, vender e comprar energia. Só assim será possível acabar com as rendas excessivas no sector. "Poderá haver uma injeção muito relevante de financiamento e investimento na economia nesta área da eficiência energética nas diferentes vertentes, empresarial, residencial, edifícios públicos e administração pública, ou seja, toda a panóplia de intervenções ligadas à eficiência energética e ao desempenho mais eficiente do sistema energético nacional". Se estivéssemos fora da União Europeia e do Euro íamos pedir ao Totta...

Não é facil ser burro hoje em dia

O Burro Mirandês vive à conta de subsídios europeus. Tal como muitos dos seus irmãos humanos não percebe que só vive de subsídios porque está a morrer. Não alcança que quem vive de subsídios mais tarde ou mais cedo passa a sem abrigo.

Recordando que esta espécie sofreu décadas de negligência, a reportagem sublinha que o destino destes burros “acabou por se assemelhar ao dos seus congéneres humanos nas desfavorecidas regiões europeias do interior: ameaçados de extinção e dependentes, para sobreviverem de, sim, de subsídios da União Europeia”.

São esses mesmos subsídios – que estão agora em debate, em plena época de austeridade, no âmbito dos apoios europeus às regiões agrícolas – que têm ajudado à sobrevivência do burro mirandês, que desde 2003 que é considerado uma espécie ameaçada, escreve o jornalista Raphael Minder, que esteve na freguesia de Paradela – concelho de Miranda do Douro – a observar estes “animais dóceis”.

 

Os dinheiros do QREN deixam muita gente nervosa

São vinte e um mil milhões de Euros mais seis mil milhões para a agricultura. O que sabemos é que há uma comissão de notáveis a trabalhar para escolher os projectos que vão ser apoiados. Também sabemos que, ao contrário do passado, metade deste dinheiro será encaminhado para as Pequenas e Médias Empresas e será reembolsável.

De vez em quando pelas reacções de uns quantos "habitués", também podemos saber quem é afastado. Hoje apareceu nas TVs um "eterno" de Coimbra que indignado, dizia que no " metropolitano de superfície de Coimbra" já lá estavam metidos muitos milhões, faltavam "só" cem milhões, sem estes perdia-se tudo. E que neste projecto se tratava de transportar pessoas não era como nas fábricas e nas empresas que se tratava apenas de economia. Andou por ali a evitar dizer "lucro" e "economês" mas pronto, ao "metropolitano" é que não pode faltar "trata-se de pessoas". Claro que a lógica, a ser aceite, levaria o dinheiro para todas as autoestradas que acabam no meio de "nenhures", para as rotundas que ainda não se fizeram e  para os pavilhões que já precisam de ser alargados. E nas escolas e hospitais que já caiem aos bocados.

E eu fico a pensar como é que esta gente tão fraquinha anda há quarenta anos em lugares de nomeação, ora governamental ora distrital,  mas sempre  com os microfones por perto.

Direitos adquiridos dos que pagam impostos

É preciso tratar de idosos, limpar as ruas e a floresta. Pois bem, os desempregados que recebem subsídios dos estado devem fazer esses e outros trabalhos. Se quiserem continuar a receber subsídio de desemprego, os desempregados terão de cumprir 30 horas semanais de trabalho comunitário. É esta a proposta que no Reino Unido está em cima da mesa. Os desempregados farão trabalhos socialmente relevantes, vão sentir-se úteis e o estado não precisará de pagar horas extras aos trabalhadores com emprego. Claro que os desempregados serão chamados a executar funções para as quais estão preparados. E as funções a que serão chamados devem ser adequadas à experiência académica e profissional dos desempregados.

À volta deste tema há grande margem para se criarem situações produtivas, evitando-se o desperdício e a preguiça .

(A)fundações

Escorrega dinheiro com a facilidade da manteiga. Ninguém sabe nada, se fecha se não fecha. O que se sabe é que estão sempre em pé, como o soldadinho de chumbo.

O gabinete do ministro da Presidência também não revelou quando é que estará concluído e será divulgado o resultado do processo de avaliação das 174 fundações ligadas às Instituições Particulares de Solidariedade Social. Estas fundações receberam, entre 2008 e 2010, mais de 200 milhões de euros e ficaram isentas do pagamento de 156 milhões de euros em Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) em 2010.

Uma sexta feira inesquecível

Uma sexta feira inesquecível. Vamos ter governo pelo menos até Julho de 2014. Foi libertada a 8ª fatia do empréstimo da troika. Sem estes 2 500 milhões não havia subsídio nem sequer em Novembro. A poupança dos portugueses bate recordes e o governo vai lançar dívida para absorver essa poupança a retalho. O PS, enfim, apresentou um conjunto de medidas concretas para ajudar a economia e a criação de emprego. Os funcionários públicos vão ter o mesmo número de dias de férias que os trabalhadores da privada. E os funcionários "trabalho zero" vão ter que se deslocar para merecerem o salário. 

E, last but not the least, a ajuda europeia ao programa está garantida. Também o presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, afirmara que poderão vir a ser consideradas medidas de apoio complementares a Portugal e Irlanda para ajudar estes dois países a saírem dos programas de assistência e a regressarem aos mercados.

Em Novembro já passaram as férias mas não o Natal

É bem verdade que no que diz respeito a dinheiro "estar do lá de cá" é o mais prudente mas, para além disso, ainda não percebi bem a discussão. O governo ainda não explicou porque não paga em Julho. Afinal se tem dinheiro o melhor é não arranjar mais uma guerra. Também é verdade que está a pagar, mensalmente, um dos subsídios. Se pagasse agora o subsídio de férias então até Julho teria pago um subsídio e meio. Isto desequilibra a tesouraria e as contas. É isso?

Quanto aos sindicatos o problema é a manifestação do dia 27: Este é mais um diploma ilegal que manda pagar os subsídios de férias em Novembro, numa altura em que os trabalhadores já gozaram as suas férias, e os subsídios devem ser pagos quando as pessoas vão de férias”, defendeu. Uma situação que Ana Avoila considera que deve ser combatida pelos trabalhadores, prometendo mobilizá-los para a greve geral de dia 27.

 

A urgência é quando o parlamento quiser

A Lei do do pagamento de subsídio de férias é que determina a sua execução. A verdade é que não está aprovada. Não se vê como se pode pagar o subsídio de férias. Agora compreendo a demora. A lei entrou no Parlamento no final de Abril com carácter de urgência, estamos a 12 de Junho e a proposta de lei ainda está no Parlamento”, realçou Hélder Rosalino. O secretário de Estado reconheceu que há prazos a cumprir, mas ainda assim acusou os deputados de estarem a “criar um facto político”.

E há os problemas de controlo orçamental e os limites do déficite trimestrais. Mas a oposição diz que o pagamento em Junho iria ajudar o consumo interno já no verão o que é verdade. Enfim, se me pagarem em Novembro já não protesto.