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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A factura da degradação nos últimos anos do SNS está a pagamento.

Só que nos últimos anos a prioridade no setor público foi sobretudo a reposição de rendimentos e o corte das 40h para as 35h. Sim, a degradação dos serviços de saúde que assistimos nos últimos anos resultou de uma definição de prioridades que não privilegiou os serviços públicos, mas as despesas com pessoal e as prestações sociais. Ao invés de apostar nos serviços públicos e no investimento público.

Só não viu quem não quis . O SNS foi o principal alvo das cativações de Centeno e isso foi evidente nas urgências saturadas, nas listas de espera de doentes e no investimento em novos hospitais que nunca saíram do papel. Entretanto os hospitais privados ( e ainda bem ) cresceram como cogumelos.

Agora andamos a contar os ventiladores existentes ( cerca de 1 200 ) que não podem ser todos alocados aos doentes com o coronavirus. Há doentes com outras patologias que necessitam de estar ventilados.

Para piorar todo este cenário o tsunami do coronavírus encontra-nos muito mais impreparados do que aos nossos parceiros europeus e, portanto, em situação de muito maior fragilidade. No artigo The variability of critical care beds in Europe, os autores mostram que, em 2012, Portugal era o país da Europa com o menor números de camas de cuidados intensivos per capita da Europa, três vezes inferior ao de Itália e sete vezes inferior ao da Alemanha.

E, claro, estamos no fundo da lista.

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Três mil médicos do sector privado e reformados oferecem-se para ajudar o SNS

O que temos agora é o que sempre devia haver. Um Sistema Nacional de Saúde com SNS + Social + Privado . E sem urgências a transbordar quando há uma simples gripe e permanentes listas de espera com doentes a esperar meses e até anos para terem uma simples consulta ou uma cirurgia.

As listas de espera são uma vergonha que a extrema esquerda prefere ter a alargar a colaboração do sector público ao sector privado. Mas os doentes estão primeiro e, como em todos os países decentes do mundo, haverá um dia em que o país terá um Sistema de Saúde . A bem dos doentes e não de uma qualquer ideologia.

“A maior parte destes médicos trabalha no sector privado ou já está na reforma. Neste momento, não há sector público, privado e social. Há um sistema de Saúde”, sublinha Miguel Guimarães.

Também vão ser enviados ao Governo os nomes de outros 600 clínicos que se ofereceram para reforçar a Linha de Apoio ao Médico e de 800 enfermeiros para a linha SNS24. Segundo a Ordem dos Enfermeiros, 600 dos nomes já foram remetidos à Altice, o gestor privado do serviço.

Estamos à espera que a tutela ( Ministério da Saúde) faça agora a sua parte. Coordenar, indicar os locais onde irão prestar serviço e integrá-los em equipas . Esperemos que o isolado em Cascais não precise de reunir o Conselho de Estado.

Sempre que o SNS não responde os privados devem ser chamados

Não só nas pandemias mas também nas listas de espera. Os hospitais privados têm uma oferta que anda pelos 40% da oferta instalada não podem ser vistos como um "desprezível negócio", têm que ser vistos como um parceiro dos hospitais públicos. Há 3 milhões de clientes nos hospitais privados como seria se esta multidão se dirigisse aos hospitais públicos ?

O que é desprezível são as listas de espera que deixam doentes à espera de uma consulta ou de uma cirurgia meses ou mesmo anos.

As pandemias também têm vantagens mostram que a oferta instalada tem que ser usada para bem dos doentes.

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Afinal sempre há mais PPP na Saúde

Vende-se a ideia que não há mais Parcerias- Público- Privadas de Gestão no SNS mas os concursos estão a sair.

Para o Novo Hospital de Lisboa Oriental foi lançada uma PPP para a Concepção/Construção/ Equipamento . Como o Estado não tem dinheiro avança-se com uma parceria com os privados.

Nas PPP de Gestão é difícil esconder o êxito da solução e, por isso, aí estão mais umas quantas como quem não quer a coisa.

Basicamente, trata-se de gerir um hospital público no quadro jurídico e administrativo da gestão privada. Mais flexível, mais próxima dos problemas e mais autónoma.

Só a ideologia vesga não percebe isto.

Resolução do Conselho de Ministros dá luz verde para o lançamento e adjudicação de um novo contrato de parceria público-privada

O sucesso do modelo de gestão que há muito é praticado no privado

Os chamados Centros de Responsabilidade Integrados foram iniciados no SNS pelo ex-ministro Adalberto Fernandes. Um modelo de gestão há muito praticado na iniciativa privada. Fixam-se objectivos, negoceiam-se incentivos e as equipas têm a maior liberdade com a maior responsabilidade.

O ex-ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, impulsionador destes centros, acredita que com "mais dez a 15 CRI no país se resolve o problema dos 50 a 60 mil doentes que esperam mais do que o recomendado para uma cirurgia". Na apresentação dos resultados do CRI de Obesidade do S. João, Adalberto Campos Fernandes frisou os resultados "esmagadores", aconselhando outros hospitais "a seguir o exemplo" e a criarem centros semelhantes nesta e noutras áreas. Quando deixou a pasta, em outubro de 2018, havia quase 80 candidaturas, mas a remodelação da equipa ministerial abrandou os processos.

O CRI de Obesidade do CHUSJ nasceu em janeiro de 2019 e foi um dos primeiros do país, mas o modelo está a ser replicado. "Há, neste momento, 20 a 25 CRI em funcionamento ou que vão começar em breve", afirmou Ricardo Mestre, vogal da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), no Porto.

Há 40 anos, jovem gestor de empresas, aprendi este modelo de gestão numa empresa internacional. Chegou agora ao Serviço Nacional de Saúde depois de tanta gente na Administração Pública e na classe política tudo ter feito para o impedir. Não só na saúde mas também na Educação, onde tardam a autonomia e a gestão por objectivos.

Para só referir os mais óbvios sectores que muito podem ganhar com o modelo de Gestão por Objectivos.

Sem a saúde privada estávamos todos tramados

Com 3 milhões de cidadãos que se tratam no sector privado é fácil de perceber o que aconteceria ao sector público se o sector fechasse. Um tsunami e quem se tramava, como bem diz o Bastonário da Ordem dos Médicos, seríamos todos nós.

Não é uma questão ideológica é uma questão de sustentabilidade financeira e de acessibilidade bem como de capacidade de oferta face à procura.

Nem nos países ricos o estado consegue suportar sozinho o peso da procura universal e gratuita.

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Há 10 000 médicos-dentistas e apenas 18 no SNS

30% dos Portugueses só vão ao dentista em SOS. E em oftalmologia passa-se mais ou menos o mesmo. Se precisa de tratar os dentes ou os olhos não conte com o SNS porque na melhor das hipóteses tem que esperar seis meses. Ou então vai ao privado mas aí nem todos podem.

O Estado tem emitido cheques dentista ( 500 mil) dos quais foram utilizados cerca de 477 mil com prioridade para mulheres grávidas e crianças. Mas só cobrem os actos médicos mais simples como extracções. Os actos médicos mais complexos não se fazem contribuindo para a existência das bocas sem dentes. O que pensam o BE e o PCP destas dores alheias ? Com o privado nem pensar.

Com a existência no mercado de oferta privada de milhares de consultórios médicos não cabe na cabeça de ninguém que o estado implemente uma oferta pública paralela. Antes de tudo porque é estúpido e depois porque não é financeiramente sustentável para o estado.

As listas de espera são solução? Para quem pensa nos doentes não são mas os comunistas estão mais interessados no estado . O estado que pode tudo, controla tudo, come tudo.

 

Clientes, doentes com capacidade de escolha

Os utentes do SNS devem ser clientes, isto é, cidadãos com capacidade de escolha.

"Os trabalhadores do SNS não têm nenhum incentivo, para lá do seu orgulho e gosto pela “camisola”, para fazer mais no sentido de aumentar a satisfação dos seus clientes. Pior, o SNS tem dificuldade em aceitar que os utentes devem ser clientes, ou seja, pessoas dotadas de capacidade de escolha. Enfim, como já escrevi, a maioria dos utentes do SNS ainda não tem capacidade para ir a outro prestador, o que não confere aos prestadores públicos o direito de os tratar pior do que trataria se eles fossem clientes com opção de fuga para outro lado. Mais grave ainda é que há um grupo, tendencialmente a engrossar, de utentes pagadores de impostos e nem por isso muito abonados, que acabam por ter de ir ao setor privado procurar os cuidados que o Estado não lhes presta em tempo útil."

À medida que os cidadãos tenham maior capacidade financeira mais procura terá o sector privado.E, neste momento, já há 2,7 milhões de clientes que procuram voluntariamente os hospitais privados, com enorme benefício não só para os próprios mas também para todos os utentes do SNS.

Como é óbvio.

 

António Costa admite que gestão do SNS foi catastrófica

Já todos sabíamos e grande parte de nós já sentiu na pele. O Serviço Nacional de Saúde bateu no fundo. Na sua mensagem o primeiro ministro veio confirmar a existência das vergonhosas listas de espera, os médicos e enfermeiros que faltam, os serviços que fecham, as parturientes que morrem.

O sector privado acolhe 2,7 milhões de cidadãos que pagam voluntariamente para fugir ao descalabro do SNS. Costa percebeu esta evidência agora no fim de quatro anos de governação. Mentiu sempre que disse que havia mais médicos e mais enfermeiros e que o investimento estava em bom nível. 

Atado de pés e mãos, sem dinheiro e sem soluções que agradem aos seus camaradas o primeiro ministro tenta gerir as expectativas. Vem aí a gripe com as urgências a abarrotar.O Centeno afinal não era um "Ronaldo" era um simples técnico de finanças.