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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Jorge Sampaio tinha sondagens que davam uma maioria absoluta ao PS

Que trapalhadas ? As que deram a certeza absoluta a Jorge Sampaio que demitindo Santana Lopes e indo para eleições antecipadas dava uma maioria absoluta ao PS. Como deu. Quem acredita que poderia ter sido de outro modo por muito que Jorge Sampaio quisesse o PS a governar ?

Acreditar que Jorge Sampaio sem essa certeza lançaria o país numa aventura ou colocaria novamente o PSD a governar é acreditar em fantasmas. 

Cavaco Silva tinha razões mais que suficientes para demitir o governo de José Sócrates -  dos que contam poucos tinham dúvidas que o país corria para a bancarrota - mas ainda assim não o fez. Porquê ? Porque a vitória de uma alternativa a Sócrates estava longe de ser certa.

E que dizer de uma proposta de governo que assentava ( assenta) numa solução conjunta que nunca foi apresentada como possível aos eleitores ? Há mais forte razão para demitir ou não dar posse ?

É preciso descrever as trapalhadas uma a uma ? Eu ainda me lembro de uma que desde logo me inquietou. Na tomada de posse com Santana Lopes sem saber o que fazer aos papéis a anunciar Paulo Portas como ministro "do mar" e a televisão a apanhar a total surpresa do visado que perguntava aos mais próximos " do mar" ?

A má vontade de Jorge Sampaio era completa e nem sequer a escondia mas, Santana Lopes, nunca teve o golpe de asa de descolar desse carimbo de incompetência com que o então presidente sempre o marcou.

É esta e não outra a opinião que os eleitores têm da passagem de Santana Lopes pela função de primeiro ministro . Como mostram as sondagens que dão invariavelmente Santana Lopes como o candidato pior colocado para vencer António Costa.

Ganhar o partido para perder o país ? As sondagens que o PSD não deixará de mandar fazer vão tirar as dúvidas e serão determinantes. Não acredito que os militantes do PSD escolham um candidato que não tenha condições de disputar o lugar de primeiro ministro.

O que também é verdade para Rui Rio, evidentemente.

 

Os "rabos de palha" de Santana Lopes são uma prenda para António Costa

Agora vejam a importância que será atribuída por António Costa às trapalhadas com que Rui Rio ontem brindou Santana Lopes em futuro debate entre ambos.

Santana Lopes ripostou com questões internas do partido (PSD) mas com Costa vai ripostar com quê ? Com as facadas de Costa a Seguro ?

Dos três Rui Rio é o único que não tem "rabos de palha". Esteve doze anos na Câmara do Porto com rigor e competência . Já António Costa está directamente implicado nos incêndios ( há doze anos foi ministro das florestas e como primeiro ministro recebeu os resultado da sua competência) . Mais de cem mortos. Santana Lopes conseguiu dar pretextos a Jorge Sampaio para que fosse afastado ao fim de uns meses.

É claro que tanto Costa como Santana sabem que as suas responsabilidades serão escrutinadas ao pormenor. Sem perdão .

A mais de centena de mortos nos incêndios podia ter acontecido a qualquer primeiro ministro ? Poder, podia, mas não a um primeiro ministro que é o principal responsável pela organização de ataque aos incêndios tendo gasto milhões de euros . Um primeiro ministro pode ser demitido ao fim de um par de meses de governo ? Mesmo com um presidente da república que teve como objectivo colocar no poder o PS ? Não, não podia. A não ser ( como  aconteceu) que as trapalhadas fossem tantas a ponto de Jorge Sampaio ter na sua mão sondagens que davam a maioria ao PS.

E estas circunstâncias existiam por Santana estar a governar bem ? Não brinquem com coisas sérias porque o que está em jogo é o país não é o PSD

 

Costa, Rio e Santana de acordo quanto ao futuro

A conclusão a tirar do debate de hoje e das declarações frequentes de António Costa é que no essencial estão de acordo quanto ao futuro.

Estão de acordo sobre a permanência do país na União Europeia e na Zona Euro. E isso por si só implica estar de acordo com o sistema político e com a economia social de mercado.

Na presente situação o país tem que trabalhar para conseguir um crescimento da economia que seja superior à média do crescimento da economia europeia. Para isso é necessário efectuar uma série de reformas estruturais que já foram ou estão a ser efectuadas nos outros países europeus.

Um estado mais leve e menos interventivo amigo da iniciativa empresarial virada para as exportações. Uma carga fiscal mais leve quer seja para os cidadãos quer seja para as empresas. Criar condições que atraiam o investimento estrangeiro.

Aumentar o nível de poupança dos cidadãos e manter uma balança comercial externa equilibrada. Manter contas públicas controladas e pagar a dívida mantendo-a à volta de 60% do PIB . Promover a descentralização com um modelo económico virado para o futuro e não para o presente e não deixar que a despesa pública seja superior a 50% do PIB.

Este é o quadro padrão para Costa, Rio e Santana e que terá a oposição de Jerónimo e Catarina. E não há mais tempo. É isto que estará em votação nas próximas eleições com o povo a saber que Costa não poderá voltar a juntar-se a Jerónimo e a Catarina.

 

 

 

Santana Lopes : reduzir a carga fiscal sobre as empresas

Consolidar as contas públicas pelo lado da despesa é bom mas ainda melhor é fazê-lo pelo lado das receitas. E reformas para descer as despesas do Estado de forma permanente não se vê nenhuma.

Mas com o nível elevadíssimo da carga fiscal (especialmente nas empresas.)  isso só é possível com o crescimento da economia que continua muito aquém do necessário,

Portugal já devia estar a convergir com a média europeia, a pagar a dívida e a aumentar significativamente o investimento para quando chegar a crise estarmos preparados para a enfrentar. Como sabemos, na crise anterior fomos profundamente afectados, muito mais que a maioria dos países porque não tínhamos feito o trabalho de casa . Exactamente o que está a acontecer agora .

A economia a nível Europeu e mundial está a crescer ( e não me venham dizer que é devido ao mérito da geringonça), aproxima-se o momento de a compra de dívida por parte do BCE terminar com o consequente aumento das taxas de juro . Com o nível de dívida que temos é um desastre anunciado que só aguentamos com o crescimento da economia a 3/4% .

As reformas prioritárias serão na vertente económica. “Continuamos abaixo das médias europeias em vários domínios, apesar de fazermos parte dessa comunidade há mais de 30 anos. O Estado continua a gastar demais e, por isso, pagamos impostos a mais. A economia cresce de menos e o país encolhe em relação àquelas que são as suas necessidades e responsabilidades”, apontou o candidato.

Questionado sobre se a redução da carga fiscal é uma prioridade, Santana Lopes admitiu que sim, sobretudo para as empresas. “É [uma prioridade], dentro das possibilidades do país. O primeiro objetivo é a consolidação das contas públicas, mas o equilíbrio orçamental não deve ter uma obsessão pela despesa, deve focar-se também na receita. Para isso, é muito importante o crescimento económico e, nesse âmbito, defendemos uma redução da carga fiscal, nomeadamente sobre as empresas.

Ao contrário o governo é incentivado pelos seus apoios, PCP e BE, a aumentar a carga fiscal ( como vai fazer sobre a derrama do IRC), a aumentar a carga fiscal via impostos indirectos e, como diz Mariana Mortágua ir buscar o dinheiro onde ele está.

E os aumentos de preços anunciados em produtos essenciais de primeira necessidade levam boa parte das reversões dos rendimentos.

Os problemas nos fundamentais da economia permanecem e com a presente solução conjunta governativa não há como resolvê-los. E após dois anos de governo a culpa é de todos menos de Costa e companhia. Acredita quem quer.

 

Um programa de governo bem diferente e bem melhor

Santana Lopes :

o país ganhará mais com a criação de emprego gerada pelo investimento do que com algumas devoluções de rendimentos.

Para isso, Santana defende benefícios fiscais em sede de IRC para todas as empresas que exportarem mais, que forem mais amigas do ambiente ou que se fixarem no interior do país com vista ao combate à desertificação do interior.

Criar uma política fiscal atrativa para o investimento e fixação de empresas, com incidência especial no IRC, por forma a captar investimento estrangeiro e a contrariar o êxodo de grandes grupos económicos portugueses para outros países da Europa na procura de condições fiscais mais vantajosas. Nesse âmbito, a taxa de IRC deve ser reduzida para as empresas que exportam mais, que são mais inovadoras, que empregam mais, que são mais amigas do ambiente, que se fixam e investem em zonas mais despovoadas”, lê-se neste ponto do programa.

Consensos, sim; acordos de regime, sim. Tanto na área fiscal como na Segurança Social, na descentralização, na revisão constitucional ou nas grandes obras públicas (tal como apelou o primeiro-ministro António Costa). Santana Lopes defende tudo isso, mas não já. “A parte final da legislatura é sempre má conselheira”. Portanto, só a partir da próxima legislatura, em 2019.

Santana Lopes entregou o país a José Sócrates

No PSD pode haver quem se tenha esquecido e quem ache que Santana Lopes merece uma segunda oportunidade mas no país não há dessa gente. Porque após oito meses calamitosos de governação entregou o país a José Sócrates. Pecado sem perdão . Bem sabemos que o então presidente da república, Jorge Sampaio (socialista) estava cheio de pressa para correr com o PSD do governo mas Santana Lopes se  fosse competente não teria dado esse pretexto a Sampaio.

Só que ao nível de primeiro-ministro – tal como na guerra, ou no lançamento do space shuttle – não dá para arriscar. É tão simples quanto isto. Não dá para pagar para ver. Mais: seria tão pesada a mochila de 2004/2005 que Santana arrastaria às suas costas, que qualquer buraco no caminho ganharia a dimensão de uma cratera. Nunca haveria estado de graça – apenas recordações da gigantesca desgraça que foram os seus oito meses como primeiro-ministro. Tudo isto me parece tão evidente, tão escandalosamente óbvio, que ver Santana candidato apenas demonstra que o PSD pós-Passos é um partido em cacos. Está tão obcecado com as lutas internas que se tornou indiferente aos interesses do país e ao seu próprio futuro.

Ganhar no PSD e perder no país

Não parece boa ideia e serve de pouco ganhar no partido e perder no país. Como lembra e bem Rui Rio, Santana Lopes foi o indicado depois de Luis Montenegro e Rui Rangel .

Santana Lopes é a quinta vez que se candidata a presidente do partido e tem no seu curriculo a única vitória por maioria absoluta em legislativas do PS com Sócrates.

Com estes pergaminhos, o candidato deve cotejar a sua aceitação junto da população portuguesa . Só assim servirá o PSD e o país.

Há uns meses esteve indisponível para se candidatar à Câmara de Lisboa, as sondagens disseram-lhe que perdia. Não avançou. Agora está a olhar para dentro do PSD e mudou de opinião. Mas está avisado, ganhar o partido e perder o país não serve de nada.

Não faltarão sondagens que revelarão esse equilíbrio de forças, para já, as duas sondagens conhecidas dão Rui Rio à frente entre os portugueses. Uma com uma pequena vantagem mas outra com uma grande vantagem. Vamos ver o que nos trarão as próximas e com esses resultados os "laranjas" saberão bem ao que vão.

Não haverá desculpas nem refúgio .

Rui Rio muito à frente de Santana Lopes

Já saíram duas sondagens nacionais sobre Rui Rio/ Santana Lopes para a presidência do PSD. Em ambas ganha Rui Rio.

Na sondagem do Expresso a margem é pequena ( empate técnico) mas na do CM a margem é elevada.

Embora a votação se faça entre os membros do partido se as sondagens mantiverem uma margem confortável a nível nacional para um dos candidatos, não tenho dúvidas que será um factor decisivo para a escolha.

É que não basta ganhar internamente no partido é fundamental estar em condições de bater António Costa e, aí, nesse combate decisivo Rui Rio também é considerado o melhor .

Muita água correrá ainda debaixo da ponte mas é minha convicção que a imagem de rigor e competência de Rui Rio é reconhecida em todo o país. Os doze anos à frente da Câmara do Porto foram um exemplo de competência e de independência face aos interesses organizados.

Santana Lopes tem uma carreira mais errática, aqui e ali ferida de momentos menos bons. Num combate com António Costa o seu passado é campo fácil para ataques pessoais e políticos que Costa não hesitará em aproveitar.

Pelo que se vê bastará que Rui Rio faça a sua volta pelas distritais e apresente um programa sólido e realista de governo e que não embarque em disputas verbais com o seu adversário.

O desenvolvimento da situação na Europa e no Mundo fará o resto

 

Este governo é uma má solução para o país diz Santana Lopes

O PS de braço dado com comunistas e a extrema esquerda numa europa predominantemente social democrata e democrata cristã é uma má solução para o país. Neste quadro é limitativa da capacidade de decisão nas reformas de fundo. E é exactamente por isso que o actual governo ainda não fez nenhuma reforma de fundo.

Santana Lopes durante o seu discurso fez várias referências críticas a Rui Rio, mas não só. António Costa, primeiro-ministro, e a solução governativa também mereceram reprovação. "São uma frente de esquerda, com comunistas e extrema-esquerda, de que o PS se aproveita para governar com um programa que não é seu." Santana Lopes considera que esta solução "é má para o país" e que o PSD tem "de preparar a alternativa"."Há que mostrar aos portugueses que há melhor e bem melhor".
E ainda que admita "pactos de regime", garante que será "intransigente" com o que considera fundamental.

Santana Lopes : o meu reino por uma candidatura

Sexagenário, o que é que leva Santana Lopes a abandonar uma gaiola dourada para se candidatar a presidente do PSD ? Se fosse mais jovem, bem se compreendia, uma boa doze de nervos e aventura fazem milagres. Santana Lopes sabe alguma coisa que nós não sabemos ?

Deixa o lugar de Presidente da Santa Casa e se perder não será nem primeiro ministro nem presidente da República . Dá tudo para ter a chance de se redimir da maldade que lhe fez o Presidente Sampaio ? Como nos lembramos, Sampaio demitiu Santana Lopes quando este era primeiro ministro e gozava de maioria absoluta na Assembleia da República.

Ou será que nas contas de quem o aconselha, os dois anos que faltam para as eleições Europeias e Legislativas vão ser amargos para António Costa ? O crédito às famílias para comprar casa torna a ser um problema, a importação de carros já deu um valente pontapé nas contas externas, o crescimento da economia soçobra, a dívida mantém-se uma das maiores do mundo. E o PS não vai querer mexer na Lei Laboral.

E Santana sabe que nenhum destes problemas pode ser travado com PCP e BE a bombar exigências de mais despesa. Assim, até lá, os apoios à governação desistem e o PS vai ter que governar apoiando-se onde calha o que acabará tudo em eleições antecipadas.

Neste cenário, Santana pode ter 50% de hipóteses que não viu na candidatura à câmara de Lisboa, recusando-a .

Qual é o jogador que não vai a jogo com 50% de hipóteses ?