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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O aumento do salário mínimo pode aumentar o desemprego

Há empresas que podem pagar mais outras não. A CGTP quer 600 euros já em 2016, patrões e governo inclinam-se para os 530 euros. Um maior salário mínimo pode concorrer para aumentar o desemprego e fechar a porta aos desempregados. O salário mínimo tem que estar referenciado à produtividade .

E este assunto tem que ser discutido na concertação social onde estão os parceiros que conhecem a realidade empresarial. Não tem sentido fixar valores, escalonando-os ao longo dos anos. Eles têm de ser referenciados com a evolução da economia, da produtividade e da inflação".

O programa de governo prevê ainda que o salário mínimo seja de de 557 euros em 2017 e de 580 euros em 2018, antes de chegar aos 600 euros em 2019.

O aumento do salário mínimo envolve cerca de 700 000 trabalhadores e ninguém contesta a justeza da medida mas poderá ter efeitos perversos se não for acautelada a situação da economia. 

 

Os 600 euros de salário mínimo só em 2019

Seiscentos euros, já! Mas PCP e BE só vão ver essa exigência no terreno lá para 2019. Há sectores que não aguentam e corremos o risco de ver o desemprego crescer . É a realidade a impor-se .

O PS compromete-se a aumentar o salário mínimo nacional progressivamente de forma a que este atinja 600 euros em 2019 que, após 530 euros em 2016, deverá atingir 557 euros em 2017, 580 euros em 2018, antes de chegar a 600 euros em 2019.

E os 530 euros não é já em Janeiro e há que introduzir medidas de compensação. E assim vão passando os dias e já ninguém sabe por onde para o programa de Mário Centeno .

Primeiro entalanço de António Costa

600 euros de salário mínimo é "uma utopia" diz o patrão da CIP. Os tais 600 euros que a CGTP e o BE querem já, de imediato , sem conversas que são uma perda de tempo.

"Preocupação". "Receio". "Apreensão". O discurso de António Saraiva, presidente da CIP, convidado num almoço do International Club of Portugal, esta quarta-feira, em Lisboa, começou com referências às "ameaças" que identifica no cenário um governo com apoio do Bloco de Esquerda e do PCP, e terminou com promessas de "determinação" no "combate" à eventual "reversão" de medidas laborais.

O Arménio já veio com ameaças. Quer 600 euros de salário mínimo e reverter as medidas laborais. Vamos ver qual é o apoio que Costa perde mais depressa. O do PCP e BE ou o dos patrões.

Com Costa emprego para os mais vulneráveis vai ser mais dificil

António Costa quer aumentar o salário mínimo para 522 Euros. Mas com isso vai dificultar a transição para o emprego dos mais vulneráveis.Os desempregados. A Comissão Europeia critica a subida do salário mínimo, alertando para eventuais impactos negativos a prazo no emprego, na pobreza e na competitividade da economia. E os empresários estão contra ou defendem que esse assunto seja entregue às empresas por forma a decidirem conforme as possibilidades. Quem pode aumenta o salário mínimo quem não pode não estraga.

Ora a questão é que Costa quer um "aumento significativo" do salário mínimo. Não se arrisca a dizer quanto, isso fica para mais perto das eleições, mas arrisca-se a desagradar a muita gente a começar por Bruxelas a quem, recorde-se, Costa vai recorrer para pedir a reestruturação da dívida.

Era, (é) inevitável.

Decidam-se . O aumento do salário mínimo é justo ou é eleitoralista?

Os parceiros sociais chegaram a acordo excluindo, evidentemente, a CGTP. Que, como sempre faz, se auto excluiu. Vinte euros por mês é um aumento muito razoável que muitas empresas vão ter dificuldade em acomodar. Ora não vale a pena andar a oferecer mundos e fundos para depois as empresas deixarem de pagar salários, mandar trabalhadores para o desemprego ou não oferecerem mais emprego. No futuro os salários devem estar ligados à produtividade e não dependerem da boa vontade dos governos nem das reivindicações dos sindicatos. Os salários, na pública e na privada, têm que acompanhar os ganhos de produtividade.

Também a TSU , para os empregadores, vai descer 0,75%, embora não seja ainda claro se esta redução se limita apenas aos salários agora aumentados.Temos assim que o estado, via Segurança Social, também comparticipa no aumento. Este argumento já serviu para fazer ruído, mas o melhor mesmo é perguntar aos trabalhadores que beneficiam do aumento. Cerca de 350 000 trabalhadores passam a ter mais vinte euros no bolso a partir de 1 de Outubro. Todos na privada porque na pública o salário mínimo já é superior ( 600 ou 700 euros não tenho a certeza).

Recuperação do poder de compra dos portugueses

O PCP agita-se com as medidas de desagravamento fiscal e orçamentais que o governo anda a preparar. É que 2015 é ano de eleições e o PCP acusa o governo de estar em pré-campanha eleitoral. Passos Coelho vai deixando cair as ideias mas não tem pressa. Aumento de salário mínimo só enquadrado numa política de rendimentos e produtividade. E há quem avise : Trigo Limpo - É oficial, começou a campanha eleitoral para as eleições parlamentares de aqui a um ano. Ao juntar uma possível descida do IRS às restantes medidas pré-anunciadas para 2015 (aumento do salário mínimo, fim da CES sobre as pensões, reposição faseada do corte de remunerações dos funcionários públicos, início dos novos programas do quadro de apoio da UE, etc), está preparado o cocktail para o discurso eleitoral do Governo: "a fase da austeridade findou, começa a era da recuperação do poder de compra dos portugueses".
Quem julga que a derrota do Governo é "trigo limpo", é melhor trabalhar a sério par a conseguir...

A CGTP que mesmo aumentar o salário mínimo ?

A UGT apresentou uma proposta de aumento do salário mínimo para 505,00 euros para vigorar durante os próximos quinze meses. Tudo indica que os restantes parceiros sociais estão de acordo. O governo, perante este acordo alargado, vai ter que implementar a medida já em Outubro. Adivinhem quem está contra ? Alexandre Soares dos Santos que diz que devem ser as empresas a negociar cada uma de per si e a CGTP, que diz que é um mau passo. Na prática, ASS, não quer que haja salário mínimo e a CGTP, também não. Quer uma discussão para que logo a seguir se apresente como a defensora dos trabalhadores. Ofereceu-lhes o sol e a lua mas os maus ( os que têm que pagar) não deixaram. 

505,00 euros é pouco? Muito pouco . Mas é melhor que 485,00 euros e do que 500,00 euros. Então no bolso dos trabalhadores faz toda a diferença.  

Quem dá mais salário mínimo ?

A UGT quer 515,00 Euros. A CGTP 520,00 Euros. O BE 545.00 Euros. Quem dá mais ? Faz lembrar a Feira Popular. E a mulher barbuda ? E o anão ? Não resta pingo de vergonha a esta gente. Logo que se aperceberam que estão reunidas as condições para que o governo suba o salário mínimo, logo usaram a miséria de quem ganha quatrocentos e poucos euros para vender ilusões. Depois os outros é que são mentirosos.

O NOVO BANCO também é usado como número de feira. Os contribuintes vão pagar tudo repetem uma e outra vez. Hoje na revista do Expresso, o presidente do BPI diz lá com todas as letras que os contribuintes não pagarão um tostão. Há dois anos que a Lei europeia está vertida na Lei portuguesa, o Fundo de Regulação paga e, se não chegar, pagam os restantes bancos. Não vale a pena andar a agitar o "espantalho", quem o agita ainda é confundido com o boneco. E os bancos foram ouvidos, não foram apanhados de surpresa. Surpresa foi há dois anos quando a Lei esteve em discussão para aprovação.

Convinha que estes coordenadores lessem jornais e conhecessem a própria Lei que aprovaram na AR e não olhassem para os eleitores como atrazados mentais. É que já vão nos 5,7% nas sondagens...

O NOVO BANCO será vendido dentro de seis meses e já há interessados ( O BNP Paribas, o banco convidado a assessorar nesta questão, já identificou interessados : três bancos espanhóis, um inglês, um banco brasileiro e vários fundos financeiros ).

Quem foi a barriga de aluguer do salário mínimo?

Anda toda a gente a reivindicar a paternidade do salário mínimo. Quem quer muito ser o pai e a mãe já exige não 500,00 euros mas 515,00 euros. O governo quer uma contrapartida. Anexar a subida do salário mínimo à produtividade. Era bem melhor não só porque é assim que se deve fazer para ser sustentável como é a maneira mais honesta de abordar o problema. Quando o salário mínimo resulta da discussão partidária " nem o avô morre nem a gente almoça ". Todos querem mostrar serviço mas a verdade é que o salário mínimo continua uma miséria.

A discussão sobre a paternidade até já chegou ao interior do PS com António Costa a acusar Seguro de não ter feito o suficiente para que o salário mínimo já fosse uma realidade há alguns anos. O que os partidos, as Associações patronais e os sindicatos não dizem é que é possível agora porque grande parte da "lmpeza" das contas nacionais está feita e que todos os déficites de que sempre padecemos estão sob controle ou perto disso. E que as milhares de empresas que faliram não tinham capacidade para mais. No lugar delas nasceram outras empresas mais modernas e competitivas. E todos os dias nascem mais empresas do que as que morrem. Na verdade o salário mínimo tem pouco da vontade dos decisores mas tem muito da saúde da economia.

"Deve haver uma política de rendimentos e esse aumento do salário mínimo nacional deve estar previsto e indexado ao crescimento da nossa economia, à produtividade do país, mais inflação para os anos futuros. Porque é muito importante que as famílias e os trabalhadores saibam com aquilo que podem contar e não apenas ficar dependentes dos humores e das opções de um primeiro-ministro", declarou o secretário-geral do PS. Ora nem mais!

Importante vitória dos sociais democratas na Alemanha

Um salário mínimo de 8,5 euros/hora foi o grande cavalo de batalha do SPD para fazer governo com a srª Merkel. Os sociais democratas convenceram os democratas cristãos e, a Alemanha, é agora o 22 entre os 28 países da UE com salário mínimo. É muito importante não só para os trabalhadores mas também para toda a economia europeia. A Alemanha é o um dos nossos três mais importantes mercados para as nossas exportações. Aumentando o consumo interno a Alemanha vai puxar pela economia europeia.

Nos países ricos onde a democracia funciona encontram-se soluções concretas que resolvem problemas concretos à população. Nos países pobres, como Portugal, os políticos andam permanentemente de costas voltadas, convencidos que têm razão e que têm como destino salvar a Pátria. Coitados deles e coitados de nós que acreditamos neles.