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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Como evitar que o Estado seja um accionista -zombi ?

O programa desenhado para a CAIXA é pouco inspirador. " Os desenvolvimentos lamentáveis dos últimos meses são mais um ponto no gráfico. Há aqui um padrão. No caso do actual governo ainda não se percebeu como pensa ser melhor guardião dos activos de todos. E vai sendo tempo de o explicitar. Essa tem de ser uma agenda para 2017. Ou seja, tem de explicar o seguinte: Afinal para que serve o Sector Público Empresarial? Como deve o valor público destas actividades produtivas ser medido e avaliado? Como devem ser as suas lideranças ser encontradas, motivadas e monitorizadas? O plano que se vai ouvindo falar para a CGD não parece ser muito inspirador. É uma diminuição do papel da CGD. É austeridade aplicada à organização e aos seus “stakeholders”: redundâncias de pessoal, contração de gastos com remunerações (excepto para a Administração, claro), compressão das margens dos fornecedores, cortes nas remunerações de depósitos, aumentos de comissões, etc. Até que ponto isto torna competitiva a CGD nas suas várias frentes? A nova Administração fará bem em explicar-se, em tempo oportuno. Terá de o fazer.

A Troika errou diz o FMI

Muita coisa foi feita que tinha que ser feita mas no essencial a Troika errou. É o próprio FMI que o diz. Portugal não tinha um problema de competitividade no sector exportador mas falta de poupança privada e pública e excesso de consumo em bens duradouros ( automóveis) e investimento residual.

Tivemos mais falências e desemprego do que o previsto e o défice aumentou a que correspondeu mais cortes e maiores aumentos de impostos agravando a recessão. E o sector bancário foi considerado resiliente.

Resultado ? A dívida não deixa de crescer e a economia tem um mau comportamento não conseguindo pagar o que devemos. E se o PSD/CDS conduziu diligentemente o programa (errado)  o actual governo incita ao consumo e corta no investimento (errado).

Estamos entregues ao estado. Há outra maneira mais robusta de dizer que estamos feitos mas também menos educada.

PS . a partir de Nicolau Santos - Expresso

Oremos

O BCE está quase a atingir o limite de compras da dívida portuguesa. A partir daí não há mais compras e sem o programa de compras da dívida é mais do que certo que as taxas de juro vão crescer.

"A taxa de juro das obrigações a 10 anos em Portugal subiu dos 1,744% do fecho na sexta-feira para 3,342% esta segunda-feira, o nível mais alto em seis meses". Entretanto já desceram mas não para o nível anterior, estão à volta dos 3%. Quanto subirão sem a ajuda do BCE ?

Esta limitação poderá atenuar  o efeito do programa de compras do BCE nos juros da dívida pública de Portugal e Irlanda, bem como de outros países onde o limite esteja mais próximo de ser atingido, realça a Reuters.

Era só o que faltava para o desastre ser completo depois dos índices económicos revelados para o 1º trimestre . Se tudo isto se confirmar e não vejo que pelo andar da carruagem a situação possa ser muito diferente, as taxas de juro podem iniciar nova rota de crescimento . Se assim for a preparação do Orçamento para 2017 vai ser um tornado com epicentro em Bruxelas.

Mas cá vamos, não cantando e rindo, mas com as barrigas de aluguer ...

O PCP diz que "este não é o nosso programa "

PCP à medida que os dias passam vai lançando avisos ao governo de António Costa . Repetida e explicitamente vai tornando claro que " o programa do PS não é o nosso programa" e que "o apoio é o possível". Dito de outro modo.Ou o PS satisfaz sempre as pretensões dos comunistas ou haverá medidas e politicas que o PCP não apoiará..

Quem cederá primeiro ? Não é "se" é "quando ". Como os candidatos do PCP+BE não são suficientes para um apoio maioritário, será sempre o PCP a chave da sobrevivência do governo . Ou este cede primeiro ao PCP ou então não avança com a medida ou corre o risco de a ver rejeitada. É possível governar assim ?

Dizendo por duas vezes que "o programa de Governo do PS não é o do PCP", João Oliveira enumerou todas as propostas que os comunistas defendem e estão fora do programa e aviso: "cá estaremos para contribuir para que as políticas possam ser alteradas". Um aviso mais cerrado a Costa do que aquele que antes tinja sido feito pelo BE.

Alguém acredita que o PCP abandonará as politicas que ficaram fora do programa ?

Programa do PS é um exercício muito dificil e perigoso

Teixeira dos Santos, último ministro das finanças do PS diz que o programa do PS é um exercício muito difícil. Eu acrescento que é também muito perigoso.

“Sem dúvida que estas políticas são arriscadas no quadro orçamental em que estamos. Agora, isto tem de ser feito explorando margens de manobra orçamental (…). Não será fácil levar a cabo uma política como esta e manter o rigor orçamental”.

E é perigoso porque assenta no reforço do consumo que terá imediatas consequências nas contas externas . Basta olhar para a actual situação onde se nota já um maior consumo, um aumento das importações, e um reforço do crédito concedido às famílias. 

Quer dizer, enquanto o governo tem pela frente um problema que tenta evitar ou pelo menos contornar o PS, quer voltar às politicas que trouxeram o país a esta situação. Por enquanto não falam em obras públicas faraónicas mas seria uma questão de tempo.

Temos que continuar com a economia orientada para as exportações e chegar ao objectivo que é 60% do PIB. Estamos acima dos 40%, ainda é pouco e é dificil mas absolutamente necessário.

Partir de premissas que já mostraram estarem erradas não é inteligente .É perigoso.

A golpada de António Costa

Nos últimos anos muito raramente o crescimento do PIB chegou a 1% e se bem me lembro, só uma vez ultrapassou aquele valor . Mas sem atingir os 2% . Mas  António Costa para conseguir chegar às tretas com que nos quer enganar não está com meias .

"A Comissão Europeia espera que a economia cresça 1,6% este ano e estanque nos 1,7% entre 2017 e 2019. Usando estes números como base, o PS projeta um crescimento muito superior: já em 2016 a economia cresceria 2,4% (mais 0,7 pontos percentuais), 3,1% em 2017 (mais 1,4 pontos percentuais), 2,8% em 2018 (mais 1,1 pontos percentuais) e 2,4% em 2019 (mais 0,7 pontos percentuais).

O resultado, nas contas dos socialistas, seria uma queda de 12,3% do PIB no rácio da dívida pública, para os 117,9% do PIB, bem acima dos 9% do PIB projetados pela Comissão Europeia. No que toca à dívida pública, esta também reduz neste cenário de 130,2% do PIB para 117,8% do PIB "

António Costa está a guardar a notícia para o fim do mês mas eu posso já adiantar. Descobriu petróleo no Beato .

Programa do PS promete mais desemprego, mais divida e mais déficite

Portas hoje, no Pontal, indicou uma bizarria no programa do PS . A previsão do desemprego para 2016 e 2017 é superior aos 11,9% actuais. Tal como o déficite e a dívida . Já tinha chamado a atenção para as previsões do desemprego aqui

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"A previsão de desemprego inscrita no cenário macro-económico do PS coloca o desemprego nos 12,2% em 2016. Ficamos agora a saber que nas próprias previsões do PS o desemprego subiria se o PS vencesse, o que não sucederá", disse o líder centrista, referindo-se aos 11,9% de desemprego verificados no segundo trimestre.

Segundo o líder centrista, a proposta do PS volta a pôr o défice "claramente acima dos 3%, voltamos portanto ao procedimento por défice excessivo" e eleva a dívida pública "10 pontos acima da projecção entregue pelo Governo".

E eu sou daqueles que acreditam no voto útil . Ora no PS ora no PSD conforme o que me parece melhor para o país. Perante estes erros colossais do PS começo a sentir que a confiança se está a ir...

PS igual a risco ; PSD/CDS igual a segurança

É esta a mensagem que está a passar.  O PS, sem gás, ajuda, mas a economia a crescer também ajuda. Hoje foram publicados os resultados das principais empresas. Regressaram todas ao lucro incluindo a banca. E a semana passada soubemos que as receitas do IVA e do IRS estão bem acima  do previsto o que dá margem para o governo acenar com a devolução de parte dos impostos.

E, agora, já é possível comparar o provável desenrolar da dívida e verificar que daqui a quatro anos o PSD/CDS propõe 107% do PIB e o PS 117% do PIB.  Quando as taxas de juro estão a 2,5%, e é preciso pagar rápido, antes que subam ( o governo já começou a pagar ao FMI). Estes 10% de diferença que o PS quer gastar são o acumulado dos déficites das contas nacionais que, pelos vistos, o PS quer continuar a alimentar. Gastar mais do que se tem. Ainda nos lembramos desta receita?

“O que aqui está não abre buraco em lado nenhum – é realizável” diz Passos, piscando o olho à solução encontrada pelo PS para a Segurança Social - gasta agora e paga depois.