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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O PSD e o CDS não têm razão e Centeno vai demitir-se

Depois da intervenção de Mário Centeno na Assembleia da República onde afirmou, com clareza, que quem aprovasse a contagem integral do tempo aos professores teria que decidir onde cortar na despesa fixa e/ou no aumento dos impostos, não tenho dúvida nenhuma que a demissão do ministro das finanças está em cima da mesa.

António Costa também tem a sua palavra em banho maria mas, a sua demissão, equivaleria à demissão do governo o que seria mais problemático a não ser que o primeiro ministro jogue agora tudo na maioria absoluta em eleições legislativas antecipadas.

Todos sabem que pagar aos professores obriga a pagar a outras categorias de funcionários públicos para não falar em todos aqueles que perderam o emprego no sector privado. Trata-se de uma enorme injustiça que o PS não aceitará. Mas pagar a todos os prejudicados arromba definitivamente com o equilíbrio orçamental e com as conquistas conseguidas com tanto trabalho.

Degradar ainda mais os serviços públicos ? Aumentar o IVA ? PSD, CDS, PCP e BE têm a palavra.

"Isto é pôr em causa todo uma legislatura de recuperação de rendimentos. Temos sabido manter o rumo certo, as contas no seu sítio e avançar passo a passo de forma segura. Isto é querer destruir todo o trabalho de construção de uma legislatura. A História julgará quem assim procede", disse o deputado do PS.

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Centeno tem razão : não há dinheiro para os professores

Não há dinheiro tornou a dizer na Assembleia da República o ministro Mário Centeno. E tem razão.

Os partidos que propõem o pagamento integral têm que explicar onde se corta na despesa ou onde se aumentam os impostos. Andam todos à cata de votos mas se o governo cede vem aí o pântano. 

O PSD e o CDS só têm que deixar a solução do problema para o PS, o PCP e o BE que comeram a carne mas não querem roer o osso. Desagradar aos professores que representam um mar de votos.

Reiterando alguns números, Centeno explicou que em velocidade de cruzeiro, daqui a alguns anos, a recuperação dos mais de nove anos de serviço dos professores teria um custo permanente de 635 milhões de euros (800 milhões de euros em todas as carreiras), com 35 mil professores (cerca de um terço do total) a chegar ao topo da carreira até 2023.

Governo pondera demitir-se por causa dos professores

Não há combustível para manter a economia a circular e não há dinheiro para satisfazer os professores . O governo pondera demitir-se . É que a requisição civil não é boa para as eleições e a aprovação em sede parlamentar para pagar aos professores ainda menos. O governo está esgotado,  sem ideias e sem dinheiro.

O montante necessário para responder aos professores é financeiramente insustentável com a agravante que abriria a porta a idêntica reinvindicação de pelo menos mais quatro sectores da Administração Pública.

Mas o BE e o PCP não largam apertando o governo. PSD atira a responsabilidade para negociação entre o governo e os sindicatos e o PS não apoia os professores.

Ao fim de quatro anos a situação do país está como habitualmente está quando o PS é governo. Ou à beira de um pântano ou à beira da bancarrota.

Os professores podem optar desde que sejam dois anos nove meses e dezoito dias

Tal como os outros como sempre se percebeu os professores podem optar desde que seja como o governo decidiu. Dois anos nove meses e dezoito dias.

O Executivo aprovou, esta quinta-feira, em Conselho de Ministros uma solução de descongelamento das carreiras especiais que segue o mesmo racional usado nas carreiras gerais e no caso dos docentes (a recuperação de 70% do módulo padrão), mas com uma mecânica de aplicação diferente.

E, pronto, está "roubado" como dizem os sindicalistas da Educação que foram de vitória em vitória...

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Com os professores o governo está a reconhecer uma injustiça

Para chegar ao topo da carreira a generalidade dos funcionários públicos precisa de 120 anos já os professores precisam de 34 anos. É a esta injustiça bem maior que a não reposição total dos anos de serviço se chegou com a cobardia de sucessivos governos perante Mário Nogueira.

Como último argumento Nogueira anda a vender os votos dos professores e suas famílias, amigos e vizinhos. Para a Frenprof este governo morreu. Estão vendidos os votos a 6 meses das eleições.

Nogueira não faz contas aos alunos, pais de alunos, vizinhos e amigos que sofreram na pele exigências sem conta, greves aos exames dos seus próprios alunos, às escolas fechadas, aos pais que tiveram de faltar ao emprego .

O último e desesperado argumento do sindicalista é feio e não conta com as contas que o governo também faz. E palpita-me que sem dinheiro as contas dão razão a António Costa.  

Aqui entra a questão de fundo. De onde saíram os 2 anos, 9 meses e 18 dias aprovados esta quinta-feira pelo Governo? É uma solução imaginativa e engenhosa, mas também justa: Nas carreiras gerais, um módulo padrão de progressão corresponde a 10 anos. Na carreira docente, o módulo padrão é 4 anos. Assim, os 7 anos de congelamento, que correspondem a 70% do módulo de uma carreira geral, traduzem-se em 70% de 4 anos de carreira docente, ou seja, 2 anos, 9 meses e 18 dias.

Com esta matemática, o Governo está a reconhecer uma injustiça ainda maior do que a injustiça do apagão do tempo de serviço. É que os profs têm um modelo de progressão na carreira muito mais rápido e generoso do que o comum dos funcionários públicos, a quem não basta o passar do tempo para progredirem.

Os professores foram de vitória em vitória até não haver dinheiro

Todos os anos os sindicatos dos professores exigem tudo e mais alguma coisa. Sempre com a razão toda do seu lado, com manifestações que mais não fizeram que fechar escolas e prejudicar os alunos. Exigimos !

Era de tal ordem o pedantismo  sindicalista que a fasquia foi sempre colocada ao nível mais alto. Ou é como nós dizemos ou então vamos para a greve. Foram tantas as vezes que os sindicatos acenaram com a greve que o actual governo percebeu que a opinião pública não está ao lado dos sindicatos dos professores. E não tem medo das ameaças sindicais.

"“Encontrar a solução concreta é o momento seguinte”, disse, lembrando que a petição com mais de 60 mil assinaturas hoje entregue era já o contributo dos sindicatos para uma solução, com propostas que passam pela contagem do tempo com efeitos na carreira, na dispensa de vagas para acesso a escalões ou, aquela que muitos professores no topo da carreira preferiam, uma aceleração para a aposentação."

Pois, tal como António Costa vem dizendo, não há dinheiro .

 

D. Sebastião vai trazer os 600 milhões aos professores e os 500 milhões aos enfermeiros

Numa manhã de nevoeiro, D. Sebastião vai chegar

As últimas variações desta forma mais recente de sebastianismo são os movimentos reivindicativos de professores e enfermeiros. Os professores acreditam que os 9 anos, 4 meses e 2 dias de tempo de serviço congelado hão-de sair do nevoeiro da dívida e os enfermeiros, que os 68% de aumento hão-de chegar com a maré. Aparentemente, para impor esta realidade alternativa, a única coisa que se exige é acreditar. Com paixão, com raiva, na rua, de braço dado, de punho erguido, de peito esticado. “O povo unido, etc.”

Não há dinheiro o que é que não percebem ?

Uma escola para os professores e uma escola para os alunos

Hoje encontrei no colégio que as minhas netas frequentam um amigo do meu filho que é ali professor.

Por razões que não vale a pena aqui explicar perguntei-lhe como é que estava o colégio em termos de ocupação. A resposta é que o colégio estava a trabalhar a 100%. Mais de dois mil alunos o que obriga a alguma flexibilidade e engenho para libertar salas .

Há cada vez mais alunos a procurarem o colégio vindos das escolas públicas que estão frequentemente em greve ou sem professores por outra qualquer razão. É frequente alunos do 10/11/12 anos com os exames de admissão às universidades próximos procurarem recuperar a preparação que não tiveram.  

E como já todos perceberam o corrente ano vai ser outro fartote de greves . E as vítimas vão ser mais uma vez os alunos entalados entre uma classe profissional que todos os anos tem razões para exigir tudo a todos, e um governo que andou a vender facilidades a todos e que agora não cumpre.

Mas os alunos, as verdadeiras vítimas, não têm culpa .

O veto do presidente não resolve nada

Com o orçamento de 2019 já aprovado e a entrar em execução já no próximo dia 1 de Janeiro, o veto do presidente vai colocar em discussão a mesma matéria em que os mesmos negociadores não chegaram a acordo.

Na Madeira e nos Açores chegaram a um acordo mas não é argumento bastante. Os respectivos orçamentos só pagam os salários, as pensões no futuro são pagas pelo orçamento central.

Os sindicatos dos professores todos os anos entram em greve sobre as mais variadas matérias e sempre com a razão toda do seu lado. É difícil aceitar que tal comportamento não tenha  outras razões estranhas ao interesse dos professores. Uma verdade tem que ser dita, hoje em Portugal o perigo de uma escola pública monopolista nas mãos dos sindicatos e do ministério é vista por pais e alunos como um pesadelo.

 Os sindicatos mantêm como princípio a contagem integral do tempo; o Governo mantém como princípio a capacidade orçamental e o peso futuro nas reformas, garantindo que não pode ir além dos dois anos.

O problema é bem real. Não há dinheiro.

Recuperação integral dos 9 anos 4 meses e 2 dias foi expressamente rejeitada

O país está melhor mas está longe de estar bem, só quem não vê as greves e a contestação social é que acredita em histórias da carochinha. E António Costa não tem dinheiro para calar os sindicatos, as Ordens, as corporações, as vítimas dos acidentes e os dois milhões de pobres .

Costa volta a sentar-se à mesa das negociações, mas deixa o aviso de que “a recuperação integral de 9 anos, 4 meses e 2 dias foi “expressamente rejeitada pela Assembleia da República na votação na especialidade do Orçamento do Estado para 2019”.

E o que acontece com o veto do Presidente ? Nada . Zero !  Então porque está o alucinado Mário Nogueira tão entusiasmado ?