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BandaLarga

as autoestradas da informação

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As privatizações do PS

Se o PS tivesse ganho as eleições em 2011 já estariam em mãos privadas - conforme programa submetido a sufrágio :

Privatizações nos setores de energia (Galp Energia, EDP, REN, Hidroelétrica Cahora Bassa); construção naval e defesa (Estaleiros Navais de Viana de Castelo, Edisoft, Eid, Empordef IT); transporte aéreo (ANA e TAP); ferroviário (CP Carga e EMEF); financeiro (BPN e Caixa Seguros); comunicações (CTT); distribuição de papel (INAPA); mineiro (Sociedade Portuguesa de Empreendimentos); e concessão de exploração de linhas da CP.

Principalmente, recordemos todos, para que mais tarde ninguém se permita dizer que foi mais uma vez ao engano.

 
 

 

A TAP pode ser privada, Portuguesa e ter a sede em Lisboa

Humberto Pedrosa, o empresário de Setúbal que está na corrida para a privatização da TAP em consórcio com o Americano David Neelman, dono da companhia aérea AZUL, assegurou 50.01% da parceria, o que lhe permite controlar a TAP privatizada e nomear a maioria do Conselho de Administração.

Desta forma, o consórcio evita os problemas decorrentes de David Neelman não ser europeu ( o que o impede de ter a maioria da TAP) mas assegura a experiência do negócio do americano e as mais valias da parceria com a AZUL.

Só se perdem as greves e os prejuízos.

A privatização da TAP recupera o aeroporto de Beja

Rentabilizar o aeroporto  de Beja como centro logístico da carga do grupo, com sinergias com o porto de Sines. O objectivo é transformar aquela infra-estrutura num hub de carga do grupo ( TAP e Avianca) para a Europa.

Há aviões já disponíveis para substituir os velhos aviões da TAP .É a resposta à falta de aviões existente no mercado. Têm que ser encomendados aos fabricantes e há longas filas de espera. Para uma das propostas doze aviões estarão disponíveis dentro de dois meses e os restantes até ao fim do ano. Seis A330 ( longo curso) e seis A320 (médio curso).

Outra das propostas renova a frota da TAP com 53 aviões, sobretudo de longo curso, o que também alimenta a oferta comercial que não só reforça as ligações dentro do Brasil ( que são importantes porque depois alimentam os voos transatlânticos) como passa a ter mais voos de Lisboa para os Estados Unidos.

E, claro, injectar muito dinheiro na TAP ( 300 milhões) que mesmo assim não é suficiente para tirar a companhia da situação de falência técnica em que se encontra há muito. E renegociar a dívida de mil milhões à banca, prolongando os prazos pois são de curto prazo e exercem uma forte pressão sobre a tesouraria.

Uma vida nova para a TAP.

(PS: Expresso)

A privatização da TAP está no programa do governo

Programa que foi aprovado pela maioria parlamentar. Não se percebe como pode o tribunal estar contra ou impedir uma medida que consta do programa eleitoral aprovado pela maioria eleita na Assembleia da República.

É um governo na plena posse dos seus poderes sem qualquer limite que não sejam os inscritos na Constituição.

Ainda em resposta ao secretário-geral do Partido Socialista, Pedro Passos Coelho afirmou que o governo tem toda a legitimidade para privatizar a TAP, sublinhando que "não existe nenhum regime que diminua o poder do governo até às eleições". Além disso, destacou o chefe do Governo, a privatização da TAP faz parte do programa do Governo. "Só não foi feito ainda porque o governo não aceitou as condições apresentadas" em 2012 pelo empresário German Efromovich, dono do grupo Synergy e da companhia aérea Avianca."

António Costa está em campanha eleitoral e conta com a ajuda da "TAP os olhos".

Recuperar a TAP despedindo os pilotos irresponsáveis

Neste momento a TAP é olhada por alguns sectores que se opõem à privatização como um avião em perda. É preciso mante-lo no ar ,longe da terra, embora não tenha combustível e, é preciso, aproximar-se da terra embora saiba que o desastre se torna inevitável.

“O Governo tem que fazer imediatamente uma requisição civil e quando começar a despedir tem que começar por estes pilotos. Impõe-se para os outros pilotos, para os que defenderam a empresa e para os outros trabalhadores, que se comece por aqui”, afirmou Miguel Sousa Tavares, esta segunda-feira no seu espaço de opinião da SIC.

No Prós & Prós, um jovem economista colocou a questão. As coisas não são como gostaríamos que fossem, são como são e, nessa perspectiva, a reestruturação da TAP é uma inevitabilidade. Ou é feita pelo estado - sem dinheiro e sem poder lá injectá-lo mesmo que o tivesse - ou é feita por uma empresa privada que já esteja no negócio do tansporte aéreo. Com dinheiro fresco, com complementaridades e com mais valias resultantes da privatização. O resto é a conversa habitual entre o público e privado.

Nem a oposição defende a greve na TAP

Esta greve pode acabar com a TAP tal a conhecemos. E a curto prazo podemos ter uma TAP miniatura. Em Chipre já aconteceu. O que não podemos ter é uma transportadora aérea com uma dívida colossal que não consegue pagar e uma tesouraria permanentemente dificitária.

O que é verdadeiramente estranho é que os trabalhadores desta e de outras empresas públicas considerem possível que o seu emprego seja para toda a vida mesmo que financeiramente inviáveis. Porque quem paga as contas são sempre os contribuintes e, estes, mais tarde ou mais cedo vão exigir que estas empresas, cumpram.  Há muito que os utentes dos transportes públicos de Lisboa estão contra as greves e, hoje, até a oposição, na Assembleia da República, não pronunciou uma palavra de apoio a esta greve da TAP.

Uma greve de dez dias nesta altura do ano seria sempre um crime para mais quando o objectivo é que 750 pilotos em 2 000 trabalhadores recebam grátis 20% da companhia.

E os sindicatos caminham em sentido sem saída. Em 34 anos perderam 41,9% de trabalhadores. Um artigo inédito, coassinado pelo ex-secretário-geral da CGTP, Manuel Carvalho da Silva, revela as grandes dúvidas dos especialistas quanto ao futuro das estruturas sindicais. 

É no que dá a demagogia e a manipulação política dos trabalhadores.



O PS divulga a verdadeira razão da greve na TAP

"Parar já com a privatização", esta é a verdadeira razão que leva os pilotos à greve. Só em 2014 fizeram 22 dias de greve, o que representou 55 milhões de euros de prejuízo. "O problema da TAP está no processo de privatização e no Governo. É preciso parar o processo de privatização e é preciso mudar de Governo. O Governo não tem legitimidade política para o que está a fazer", sustentou o deputado do PS, antes de acusar o actual executivo de ser "obcecado" com as privatizações em fase final de mandato, de ser "pouco transparente" e de não ter espírito de diálogo nem com os partidos da oposição nem com as estruturas sindicais.

O sindicato dos pilotos está a tentar "sacar" o que pode da companhia antes da privatização. É que nenhuma companhia aérea é rentável com as mordomias que os pilotos auferem . Com a privatização a TAP tem que ser competitiva e isso passa por ter custos semelhantes às empresas concorrentes. Só não funciona assim com as empresas públicas em que os prejuízos são cobertos por subsídios do estado ou pela prática de exclusividade  como aconteceu até à semana passada com as rotas para os Açores.

"Qualquer dia pode não haver TAP" diz o presidente da companhia. “Sem dúvida, o Sindicato dos Pilotos está a usar este momento para conseguir tirar o máximo da empresa. Pode ser que tire o máximo e, de repente, não há mais empresa. Acho que o risco não está a ser medido. Esse é o grande problema”, comentou o gestor brasileiro, ao comando da TAP desde outubro de 2000.

Os pilotos só querem 20% da TAP

Só querem 20% em caso de privatização. Como a TAP já acumula prejuízos e dívida acima de mil milhões de euros, o que os pilotos querem representa 200 milhões de prejuízos. Estão dispostos a entrar com dinheiro fresco nesse montante para a TAP ter capitais próprios positivos ? É que se não estão então sempre é verdade que os pilotos esperam da gestão privada grandes resultados e, então sim, os 20% valem muito dinheiro. É,  isso, ou é a defesa da companhia de bandeira ?

Uma das candidatas à compra da TAP já desistiu. Não é possível com a situação financeira da TAP e com os constrangimentos impostos à gestão da companhia, salvá-la. Resta o estado meter lá o dinheiro( que a UE não deixa meter) sem o qual a TAP não voa ou então seguir o caminho imposto pelas regras da UE e que já foram impostas noutras companhias. Vai à falência, muda de nome e, no seu lugar, aparece uma companhia que será 30% da actual. Em Chipre foi assim.

E 70% dos pilotos e do restante pessoal foram para o desemprego.

António-Pedro Vasconcelos a TAP sem a VEM, ia-se na mesma

Há dez anos as grandes companhias de transporte aéreo iniciaram um movimento de fusões e parcerias para o qual, curiosamente, a TAP não foi tida nem achada. Tal como agora a TAP tinha um grande problema. Ninguém a quer.

Há umas companhias regionais que querem chegar à Europa ou a África e para isso estão dispostas a pagar a dívida ( monstruosa, meu caro) que a TAP tem para com a banca. E injectar os capitais necessários para que a TAP tenha capitais próprios positivos. Ora, esta situação da TAP não se "conseguiu" com o prejuízo de um ano ou dois. São prejuízos acumulados de muitos anos. Com VEM ou sem VEM a TAP ia-se na mesma.

O problema da TAP é que anda a vender aviões que não são dela para pagar salários e combustível. Vai pagando os aviões aos bochechos e recebe a venda dos mesmos aviões a pronto. Conhece maior sufoco? Pois fique sabendo que é sempre assim que as empresas, grandes e pequenas, vão à falência.  Tudo muito mais complicado do que os seus números fazem supor.

Os seus "cameramen" enganaram-no, caro António-Pedro.