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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Aumentar o custo da água é uma boa medida para conter o seu gasto

Na maior parte dos países da Europa beber um copo de água juntamente com o café numa esplanada custa 0,50 euros. A primeira reacção é " um copo de água não se nega a ninguém" mas depois vale a pena pensar no que se passa nas esplanadas portuguesas.

O copo de água é quase sempre pedido e é quase sempre desperdiçado. A água, pelo menos em grande parte fica no copo. Se houvesse uma "taxa moderadora" os clientes pensavam duas vezes.

As bebidas açucaradas praticamente só têm água, açúcar e uns ingredientes duvidosos mas são vendidos por um preço muito mais elevado . Pelo que se sabe o preço da água praticado para a indústria dá larga margem de manobra para praticar preços que tenham em conta as mais-valias que os produtos encaminham para a economia . Lavar carros paga o mesmo que um produto que é exportado ?

Em nossa casa uma garrafa cheia de água dentro do autoclismo poupa metade da água deitada na sanita. . Em cada autoclismo bem entendido. O que representa isto em milhões de lares ?

O banho é uma necessidade diária mas a maior parte de nós transformou-o num prazer, e se é prazer quanto mais melhor. E antes do banho temos a torneira aberta e a água a correr para aquecer . Em média gastam-se doze litros.. Quanto representa em milhões de lares ?

E não me venham dizer que a maioria de nós tem tino para poupar água se não lhe forem ao bolso. Não temos razão para poupar nem paciência .

Com esta receita extra substituía-se a canalização que perde entre 40% a 60% da água tratada.

Era só preciso termos políticos capazes e gente solidária . E, já agora, o governo, seja ele qual for, não dê uma abébia aos grupos de interesses que lhes asseguram os votos. 

Vai chegar um momento em que toda a água utilizada vai ser aproveitada para as actividades menores como lavar ruas, regar jardins e limpar retretes, mas isso implica meios de distribuição paralelos que custam milhões.

 

 

A sustentabilidade dos sistemas de saúde europeus

Doze países europeus juntaram-se em La Valetta e acordaram em constituir uma central de compras e de inovação na área do medicamento.

Comprar em conjunto permite uma poupança em cadeia desde a indústria, passando pela distribuição e o consumidor final. Parar máquinas para as limpar e retomar a produção de outro medicamento representa  cerca de 30% do custo total.

A investigação de medicamentos inovadores exige montantes elevadíssimos de investimento e vários anos de pesquisa o que se traduz em preços de mercado no consumidor fora do alcance da maioria da população. Também aqui a reunião desse investimento e a sua amortização serão largamente facilitados com acordos multilaterais.

Um mercado de 600 milhões de pessoas permite enormes ganhos de escala e o consumidor final só tem a ganhar com isso. Não só na indústria farmacêutica.

A verdade é que a União Europeia é a resposta certa para no futuro a Europa continuar a liderar a investigação e a tecnologia .

Só a cegueira ideológica é que não vê tal evidência.

Galambices e calibrações

Da série: "espelho meu alguém, calibra melhor que eu? "

O Camarada Galamba, continua a dar-nos lições de como se consegue enganar o zé povinho, e este ainda agradece e bate palmas.

Só para que fiquem devidamente esclarecidos, o que quer dizer a palavra "imposto CALIBRADO":

A 1 de Janeiro de 2016, um litro de gasóleo custava 1,07€
A 1 de Janeiro de 2017, um litro de gasóleo custa 1,40€

A dita "calibração" do camarada Galamba, e restantes camaradas, no espaço de um ano, está a custar-nos 33 cêntimos por litro, ou seja, um aumento de mais 31%.

Num passado recente, chamavam a isto de "roubar". Mas o Galamba, e seus camaradas, agora chamam a isto "calibrar"!

E assim nos vão roubando, perdão, calibrando alegremente.

Foto de Rui Mendes Ferreira.

Preço dos medicamentos inovadores segundo o mérito

Tal como com as pessoas também os medicamentos devem ser pagos segundo os resultados. O medicamento cura, ou dá melhor qualidade de vida ou prolonga a vida então o preço deve ser estabelecido segundo o mérito. Não cura, não melhora a qualidade de vida e não prolonga a vida então o SNS não tem que pagar o medicamento.

De um lado as farmacêuticas que querem ganhar dinheiro do outro o SNS que quer tratar os doentes mas financeiramente sustentável.

Há dezenas de novas moléculas inovadoras para o cancro já aprovadas noutros países da Europa mas não  em Portugal . Claro que grandes países com dezenas de milhões de pessoas têm uma capacidade negocial que o nosso país não tem. Uma hipótese era os países da União Europeia juntarem-se e comprarem em conjunto. Um mercado de quinhentos milhões de pessoas garante às farmacêuticas programas de compras que baixam drasticamente os custos de investigação e produção. Veja-se o preço dos genéricos, o segredo é a produção em massa e a padronização das embalagens.

Recentemente a introdução de uma nova molécula para a Hepatite C mostrou-se eficaz a 97%. Há já milhares de pessoas curadas no nosso país. A negociação entre o Ministério da Saúde e as farmacêuticas assentou numa partilha de risco. Cura, paga-se. Não cura não se paga.

Mas não esquecer que o processo administrativo tem que ser célere e o acesso ao medicamento por parte do doente terapêuticamente optimizado.

A forte subida do preço dos combustiveis vai fazer descer o imposto ?

Prepare-se vem aí uma forte subida nos preço dos combustíveis o que agrava os problemas resultantes do aumento recente do imposto. O governo vai retirar parte do imposto ? É que se não baixa o imposto a diferença do preço no retalho ainda é maior comparando com Espanha. E se baixa onde é que vai buscar a receita perdida ?

Se o governo já tinha os camiões em manifestações agora vai ser pior. As cotações estão em subida nos mercados internacionais . O aumento dos preços dos combustíveis reflecte ainda a valorização do 'ouro-negro', que desde o início de Abril já valorizou 15%. Já o euro regista uma perda semanal de 1,2%, o que agrava os efeitos da subida dos preços dos combustíveis para os consumidores europeus, dado que a matéria-prima é negociada em dólares. Por tudo isto, na próxima semana, "o aumento dos preços nas bombas vai ser mais acentuado que o habitual", antecipou ao Económico fonte do sector.

É o IVA que vai aumentar ? Costa diz que não.

Três mil empresas de transporte exigem demissão do ministro

Estão de luto, sentem-se gozadas. Claro que são patriotas, em igualdade de preço abastecem do lá de cá mas, com esta diferença de preço têm que olhar para os custos. Um dos participantes na marcha lenta dizia que poupava 300 euros em gasóleo por cada ida e volta ao estrangeiro. Mil litros é quanto é necessário para atestar o depósito.

Devolvem-se rendimentos para aumentar o consumo e, para compensar, aumentam-se impostos nos combustíveis. E não são só as transportadoras que sentem o peso do imposto os automobilistas também sentem e não é pouco. É com estas medidas que vamos criar emprego ?

O ministério das Finanças já veio dizer que não há razões para rever o imposto sobre combustíveis atendendo à evolução do preço nos mercados exportadores . Espanha importa ao mesmo preço mas os combustíveis são bem mais baratos no utilizador.

Uma das soluções já ensaiadas é o custo do combustivel ter uma majoração fiscal nas contas das empresas. Lá se vai a receita do IRC...

Não é um orçamento é um carrocel senão mesmo uma geringonça.

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Quem está a morrer que custo está disposto a suportar para se salvar ?

É a esta pergunta que as farmacêuticas respondem quando estabelecem um preço a um medicamento de que têm o monopólio. Interessa pouco o custo que muitas vezes não é assim tão alto. Mas o sistema de patentes leva ao monopólio e ao preço proibitivo.

A resposta a esta questão tem que ser tomada também em monopólio dos compradores. Todos os países compradores devem ser representados por uma comissão única por forma a chegarem a um preço justo e razoável. Por um lado temos a capacidade das farmacêuticas investigarem - o que custa muito dinheiro, anos de investigação para chegarem a uma molécula - e por outro lado a vida dos doentes.

“Nenhuma vida deve ser considerada demasiado cara, mas nem todas as medidas médicas têm um custo aceitável para o benefício que proporcionam” .

Se o monopólio é proibido em outras actividades mal se compreende que se aceite na actividade farmacêutica.

 

Petróleo a 40 dólares o barril

Só com o preço a 40 dólares o barril é que os convencionais produtores conseguirão travar a exploração de petróleo de xisto betuminoso nos US. Para os consumidores que já pagaram a 150 dólares e mesmo mais, esta é que é a grande novidade. O preço do petróleo irá fixar-se à volta dos 40 dólares. Até pode ser que os países produtores se juntem para concertar posições mas a barreira de entrada na indústria dos 40 dólares essa, é irremovível.

Para a economia mundial é uma notícia fantástica. Só por este factor o PIB crescerá mais 1% ( o orçamento português para 2015 prevê um preço de 96,7 o barril) e a nossa factura ao exterior descerá cerca de 9 milhões de euros dia, mantendo-se a importação de 300 000 barris/dia.

Entretanto, e estranhamente, passou quase despercebida a notícia que uma empresa inglesa encontrou seis bacias de petróleo e gás no nosso território e cujo montante ascenderá a 43 mil milhões de euros. Pouco menos de metade da riqueza criada num ano.

Esperemos que a luta das corporações interessadas não deixe o petróleo e gás português no seu profundo sono por mais uns anos, enquanto andamos a contribuir para o bem estar dos outros. É que a importação deste e doutros produtos dá comissões a muita gente.

Portugal poupa 8,76 milhões por dia em petróleo

Portugal continua a importar 300 000 barris de petróleo por dia mas paga menos ao exterior 44% do que pagava em Novembro.

A atual queda da cotação do petróleo Brent reduz o custo anualizado das compras de petróleo para Portugal para 5,347 mil milhões de dólares, o que compara com o custo equivalente anual de 9,131 mil milhões de dólares que Portugal teria de suportar para comprar petróleo durante um ano, à cotação de 7 de novembro de 2014.

Ou seja, com a queda da cotação do petróleo ocorrida nos últimos dois meses, Portugal está a registar uma poupança anual potencial de 3,78 mil milhões de dólares, o que equivale a 3,2 mil milhões de euros.

Entre as várias consequências a economia pode crescer mais 1% do que o previsto, isto é, 2,5%, com a consequente queda do desemprego, maior receita fiscal e menos subsídios sociais.

Bem dizia Maria Luis Albuqurque que teríamos surpresas positivas em 2015.



Queda do preço do petróleo é positiva para a economia mundial

União Europeia pode poupar até 100 mil milhões de Euros e Portugal até 6 mil milhões de Euros já em 2015. Mário Draghi do BCE e  Christine Lagarde do FMI não têm dúvidas quanto a isso, apesar de Draghi ter que lutar contra a baixa de preços

Perante este cenário, a Alemanha tem que aliviar a sua oposição à compra pelo BCE de títulos de dívida soberana por forma a combater a baixa de preços. É que a deflação espreita e a Alemanha não é excepção.

O Orçamento nacional foi montado na base dos 96,7 dólares/barril, e o preço baixou hoje para os cerca de 55 dólares/barril. As compras são feitas dois meses antes da entrega pelo que podemos dizer que até Março as nossas importações de petróleo rondarão os 60 dólares/barril o que equivale a mais 0,5% de crescimento no PIB. E a situação é para se manter face à pouca procura e ao excesso de oferta .Os USA, a maior economia , já atingiu, praticamente, a autosuficiência pelo que aliviou, enormemente, a procura a nível mundial.

Os produtores, Rússia, Angola, Venezuela têm que rever as suas contas enquanto os países da OPEP descansam nas almofadas que constituiram nos bons tempos ( para eles).

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