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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O Plano B é o salve-se quem puder

Não há poupança : 

Equação do sistema. Portanto, o sistema vive então assim: o Estado não tem economia, por isso revê em baixa o PIB; mas tem um banco, que é fundamental para a retoma, mas está desgovernado e anda à toa e à tona; a economia precisa de investimento para crescer, mas o investimento não existe porque as famílias deixaram de poupar; os bancos, que impulsionam o crescimento económico, precisam de depósitos que as famílias não fazem, porque estão a comprar carros à espera que o rendimento suba; os rendimentos vão melhorar porque o governo prometeu; mas para que isso aconteça, é preciso PIB que não está a corresponder.

E, assim, enquanto resolve esta equação, o comandante-em-chefe da geringonça reedita os cofres cheios, responde às sanções e fala grosso e claro: qual-Plano B-qual-carapuça!

Aumenta a procura, crescem as exportações o investimento e a economia

Quem o diz é o Banco de Portugal . No Boletim hoje publicado, o BdP mantém a previsão de crescimento do PIB em 1,7% para este ano, apoiada nas exportações e também na procura interna.

O supervisor melhorou mesmo as perspectivas de investimento, apontando agora para um aumento de 6,2% este ano, face aos 4% da previsão anterior. O que se traduz em mais emprego.

Com o maior desafogo financeiro das famílias e empresas - com condições de acesso ao crédito mais facilitadas - a poupança, depois de anos a crescer, está agora ao nível de 2008.

Apontam os economistas do banco central, que notam que a evolução traduz, no entanto, uma "recomposição significativa da estrutura da despesa no sentido de uma crescente orientação de recursos produtivos para sectores com maior exposição à concorrência internacional, à semelhança do que se tem observado nos últimos anos".

Para suportar este diagnóstico o banco central avança que, nas suas previsões, o peso das exportações no PIB chegará aos 46%, o que compara com 32% em 2008.

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Poupar 7 200 milhões nas PPP

 A roubalheira era de tal ordem que foi possível poupar 7 200 milhões de euros nas 14 PPP da Ascendi. Que não era possível, os contratos estavam blindados mas a verdade é que a poupança foi possível e de monta. Mas para ser possível é preciso que sejam dois a dançar o tango. Até agora o que se dançava era o "sapateado". Basta um.

No poupar é que está o ganho

Com o pagamento antecipado ao FMI o estado português poupa 500 milhões de euros em juros e com a compra de dívida pelo BCE poupa 216,1 milhões. No total 716,1 milhões em juros. Se lhe somarmos os juros poupados com a queda das taxas de juro para metade, teremos um valor acima dos 2 mil milhões .

Com a queda do preço do petróleo em 40% teremos uma poupança de outros 2 mil milhões, no mínimo. E a paridade do euro com o dólar trará uma poupança difícil de determinar, mas poupança.

Maria Luís Albuquerque dizia na discussão do orçamento para 2015 que poderia haver surpresas positivas. Estão aí. É só preciso que agora o primeiro ministro não queira ir além da troika.

Acrescente-se o facto da economia estar a crescer e o emprego estar a aumentar. Mais receitas fiscais e menos subsídios de desemprego.

Não há dúvida, António Costa tem razão. O país está diferente.

A poupança e o consumo das famílias sobem porque o rendimento está a crescer

Cresce a poupança e o consumo das famílias porque o rendimento familiar disponível está a crescer.

O consumo e a poupança das famílias podem subir ao mesmo tempo se o rendimento das famílias estiver a subir”, explicou ao SOL Inês Domingos, docente de Economia da Universidade Católica. De facto, o rendimento disponível das famílias diminuiu entre o final de 2010 e meados de 2013, mas tem vindo a subir desde então – favorecendo quer o consumo quer a poupança.

A confiança voltou ao arrepio de certas mentes que continuam a desejar que a dívida não seja paga. As mesmas mentes que nos querem fora da União Europeia e do Euro. É, claro que, mais uma vez, é o povo que está enganado.

Partilhar o carro

É claro que esta boa ideia não funciona de forma espontânea a não ser em pequena escala, entre vizinhos ou familiares por exemplo. Mas com um back office que reúna pessoas com os mesmos destinos, com horários próximos, local de encontro e que "monte" a partilha" dos custos é fazível. Como se vê no vídeo. Aqui entre os que entram todos os dias em Lisboa ( 200 000 carros) a partilha pode reduzir o tráfego em 50% ou mais com grande vantagem para o ambiente, cumprimento de horários e poupança nos combustíveis. Uma espécie de "ovo de Colombo" a que é preciso deitar mãos.

No estado há muito por onde poupar

É o que diz quem sabe : E, segundo o prof. Luís Valadares Tavares escreve hoje no 'Público', a aquisição de bens e serviços, excluindo obras, continua nuns 22 mil milhões de euros, dos quais 10 mil milhões a cargo de Serviços e Fundos Autónomos. Como grande parte desta despesa é feita por ajustes diretos, ou seja sem concorrência, podemos fazer ideia do que se poderá poupar. O mesmo professor estima que 15% de poupança pela introdução de mecanismo de concorrência, provocaria só nos Serviços e Fundos Autónomos uma poupança de 1500 milhões de euros. Ou seja, mais do que o necessário para este ano. E com a vantagem de ser um corte para sempre e não temporário.


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/o-processo-e-que-conta-e-que-se-lixe-o-defice=f801433#ixzz2QvY6V500

Poupança de 150 milhões nas fundações. Percebem porque há tantos a gemer?

Poupança de 150 milhões na extinção de fundações. Há muitos "intelectuais" a gemer e malta da "esquerda caviar" a manifestarem-se. Pois...

Entre 2008 e 2010, os apoios públicos concedidos a fundações ascenderam a cerca de 820 milhões de euros, o que representa apoios de cerca de 275 milhões por ano. Os 150 milhões de poupança anual estipulados pelo Governo representam um corte de cerca de 55% nas verbas concedidas a estas entidades.

As poupanças possíveis vão de 1 215 milhões a 14,9 mil milhões

As conversações entre Portugal e a UE com o objectivo de alargar prazos e baixar juros podem variar num intervalo entre os 1 215 milhões e os 14, 9 mil milhões. Se Portugal e a Irlanda conseguissem as mesmas condições obtidas pela Grécia a poupança seria a do limite superior. Se for apenas o alargamento do prazo de pagamento em 30 anos a poupança será o limite inferior.

Isto é, a solução para a crise está nas mãos de quem tem o dinheiro mas só se os países em resgate fizerem o trabalho de ajustamento e passarem a cumprir os défices da " regra de ouro". Esta capacidade de solucionar o problema explica a  calma e firmeza na continuação do programa.

Os adversários do programa pintam tudo com as cores mais escuras dramatizando a situação. O real problema é de quem não tem emprego mas este  durará pelo menos dez anos a ser solucionado, tanto como o que demorou a ser criado.

Poupar 4 mil milhões é necessário mas não assim

Poupar (cortar) 4 mil milhões no estado num mês sem falar a sério com o PS e com a UGT é uma estupidez, diz e bem o Henrique Monteiro. Sem a poupança há que aumentar impostos o que não cabe na cabeça de ninguém e muito menos nos nossos bolsos. O prazo aqui é fundamental. Três anos para cortar no que realmente está a mais. E, sejamos claros, há muita coisa que está a mais como tenho aqui escrito, acompanhando um trabalho do "negócios", que mostra que em quase todas as actividades o estado gasta mais em relação ao PIB que a média europeia.

Este trabalho devia ter tido inicio há dois anos e estou a falar de cortes em "gorduras" permanentes. São mais dificeis, dão mais trabalho mas são mais eficazes e mais sérios. O que o governo tem feito é atacar o curto prazo "secando" o consumo interno, cortando nos salários e nas pensões. Agora, com os sinais que já são evidentes que os resultados estão aí, espera-se que a brutalidade do corte não seja incendiária socialmente.