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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Afinal as máquinas importadas são carros

A tendência é má e acentua-se pese as maravilhas que nos vendem.

A economia portuguesa desiludiu no segundo trimestre face às expectativas, apesar de ter acelerado face aos primeiros meses do ano. O Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmou esta sexta-feira, dia 31 de Agosto, que o PIB cresceu 2,3%, em termos homólogos, e 0,5%, em cadeia. O principal contributo para esta aceleração foi dado pela procura interna, dentro da qual se destaca o consumo privado. O investimento deu um menor contributo.

O PIB potencial pouco ou nada aumentou desde há cinco anos

A curto prazo, enquanto a economia no exterior bombar vamo-nos mantendo o pior é a longo prazo.

Naquilo que é a dinâmica da economia a nível nacional e internacional e também no que diz respeito à própria gestão das finanças publicas, os sinais são globalmente muito positivos. Tenho mais preocupações naquilo que diz respeito ao cenário de médio e longo prazo. E, em particular, naquilo que diz respeito à própria dinâmica de crescimento da economia. Se nós avaliarmos como tem alterado o produto interno bruto (PIB) potencial da economia portuguesa, pouco ou nada aumentou relativamente àquilo que eram as perspetivas de há cinco anos. Por isso, naquilo que diz respeito a uma capacidade da economia portuguesa de crescer mais do que os 2% atuais, teremos de fazer um esforço ainda maior no sentido de reforçar a competitividade da economia e torná-la mais interessante, para quem investe e para quem vê Portugal como potencial destino das suas aplicações.

 

Subida do PIB sem reflexo no bem estar das famílias

Dar com uma mão e tirar com a outra dá nisto. O PIB per capita em Portugal melhorou entre 2015 e 2016, mas esta subida não teve reflexos no indicador que mede o bem-estar das famílias. Portugal a par de Espanha, Lituânia e Malta formam o grupo de países onde o indicador sobre o bem-estar das famílias está entre 10% e 20% abaixo da média da União Europeia. Estes dados foram publicados esta quinta-feira, 14 de Dezembro, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e pelo Eurostat.

No conjunto dos 28 estados-membros que formam a União Europeia, 18 têm um nível de bem-estar abaixo da média. Portugal lá continua, militantemente, apesar das vitórias sucessivas que António Costa atribui ao seu governo.

A dívida não desce o PIB é que cresce ( o pior da Europa)

patranha de António Costa. Diz que vai começar a pagar a dívida não diz é como. Está à espera que o PIB cresça para que a dívida em percentagem desça.

O aumento da dívida pública é tão grave que, mesmo com o crescimento económico de 2017 – o maior do século, e o pior da Europa quando comparado o segundo com o primeiro trimestre deste ano –, a dívida pública em percentagem do PIB traduziu-se, em 2016, num rácio de mais de 130%.

António Costa veio agora, durante a campanha eleitoral, dizer que a partir de outubro, depois das eleições, o governo vai reduzir a dívida pública. Como, não diz. E não diz porque a redução a que se refere é a da percentagem da dívida face ao PIB e não do seu montante absoluto, que continuará a subir. Ou seja, não será a dívida que diminui, mas o PIB que cresce. O que significa que, apesar de tudo, vamos dever mais, que cada vez mais viveremos o hoje com o que vamos ganhar amanhã.

A ideia de Costa é que o PIB cresça a qualquer custo, fazendo de conta que está tudo bem

O PIB português tem a ver pouco com a criação de riqueza

O PIB cresce quando o homem quer. Mas a criação de riqueza não é bem a mesma coisa.

"“Com efeito, um dos contributos mais relevantes para as revisões efetuadas em 2016 e 2017 foi a incorporação dos resultados finais para 2015 das Contas Nacionais Anuais (com informação mais detalhada e robusta), que determinou alterações ao nível da composição do PIB, o que tem implicações nas estimativas para os períodos mais recentes,” respondeu fonte oficial do INE, ao ECO.

É que em termos absolutos o PIB em 2017 está a correr para 2008...

Como desmontar uma boa notícia em dois tempos: "A nossa economia é das que menos cresce, estamos no fundo da tabela. Em vez de ganhar gás, estamos a perder gás."

O investimento público, que este ano estava previsto subir 21,5%, subiu 1,2% no primeiro semestre.

O crescimento do PIB a cair

Há cada vez mais  instituições a reverem em baixa o crescimento do PIB para os próximos anos.

Em 2017 teremos 2,5% mas em 2018 andaremos nos 1,7% e não se espera melhor para os anos mais próximos. Aqui ao lado em Espanha que também passou por um programa de ajustamento o PIB cresce a 3% há já 3 anos.

E o que se passa na AutoEuropa pode significar um impacto bem negativo já este ano no PIB e no próximo ano. E este impacto ( a acontecer) ainda não está reflectido nas previsões.

A Moody´s espera um défice de 1,8% este ano (acima da perspectiva do Governo) e espera subida do défice para 2% em 2018 devido a algum relaxamento fiscal.

É, por isto, e não só que a dívida não desce e não sai do "lixo" nos próximos 12 meses .

É preciso continuar com a consolidação orçamental sem o que, o país, sentirá de imediato a pressão dos mercado,. Por cada "aumento" no lado da despesa temos um aumento no lado da receita. Agora é sobre a "fast food" como se fossem os ricos e os remediados a comerem a comida rápida e barata.

Parece que o governo lhes quer tratar da saúde. Bom argumento.

 

 

Este crescimento do PIB não é sustentável

O crescimento do PIB desacelerou fortemente e vai continuar. Mesmo em 2018 .

“O PIB do 2.º trimestre foi revisto em alta ligeira, de 2,8% para 2,9%, embora a sua composição não seja inteiramente tranquilizadora. O crescimento em cadeia desacelerou fortemente, de 1,0% para 0,3%, com queda das exportações e consumo privado, compensada pela subida do investimento”.

A equipa de economistas liderada por Pedro Ferraz da Costa diz ainda que, com o crescimento de emprego (3,5%), “o PIB deveria estar a crescer claramente acima dos 4%”.

O que isto quer dizer é que o emprego é pouco produtivo e a economia está a produzir para armazém à espera que apareçam compradores .  

Portugal tem o maior peso do custo dos juros no PIB

E, mesmo assim, graças ao BCE poupou uns 10 mil milhões em juros desde que se iniciou o programa de compra de dívida.

Existe o risco crescente que a confiança na sustentabilidade das finanças públicas dos países sofra uma erosão assim que as taxas de juro subam, o que ameaça colocar pressão sobre a política monetária para responder a este problema, afirma o Bundesbank. E teme que os países mais endividados da região tenham dificuldades em cumprir o serviço da dívida quando as taxas de juro começarem a subir.

Nas várias estatísticas que publica no seu boletim mensal, o Bundesbank coloca Portugal como o país da Zona Euro onde o custo com pagamento de juros tem um maior peso no PIB, o que aliado ao elevado peso da dívida (acima dos 130% do PIB) coloca o país como um dos mais vulneráveis a um aumento dos juros por parte do BCE.

O peso dos custos com juros até baixou em 2016 para o equivalente a 4,24% do PIB, mas é o único país do euro onde o rácio permanece acima dos 4%.

Após quase dois anos deste governo as ameaças continuam a ser muitas e graves. Mas parece que quem diz isto não é patriota.

 

O "efeito base" no crescimento da economia

Católica reviu em alta o PIB para 2017 . De 1,7% passou para 2,4% . A verdade é que seria fantástico para o país tal crescimento e vindo da Católica há razões para acreditar .

O Banco de Portugal e o INE prevêem à volta de 1,7% e o próprio governo 1,8% .

A nova previsão para o crescimento do PIB este ano compara com a anterior estimativa de 1,7% e coloca a Católica com a estimativa mais optimista entre todas as instituições que analisam a economia portuguesa. Inclusive mais do que o Governo português, que sinalizou recentemente que deverá rever a sua previsão para valores em redor de 2% este ano. No mês passado o Banco de Portugal reviu em alta a sua projecção para o PIB deste ano para 1,8% e o Conselho de Finanças Públicas melhorou para 1,7%.

Claro que a Católica apresenta razões para este forte crescimento :

- "os efeitos desfasados da política orçamental de 2016 e o desempenho fraco da economia no primeiro semestre" do ano passado, "que favorece, através do efeito de base, o crescimento em 2017". ( como se compara a partir do poucochinho...)

-E assinala que "apesar do forte crescimento" do investimento no quarto trimestre (+5,3% em cadeia), esta componente "está ainda cerca de 25% abaixo dos níveis observados em 2010, pelo que será necessário observar uma série longa de crescimentos robustos para confiar na solidez da recuperação em curso".

Para 2018 a Católica, tal como o próprio governo, já espera um crescimento mais reduzido ( como a comparação se faz numa base mais alta...)

Tudo somado, é melhor e ainda bem, mas mesmo vindo da Católica não é milagre nenhum .

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