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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Três vezes o passivo da família Espirito Santo

É quanto valem os prejuízos acumulados de sete empresas de transportes públicos. Mas não chegam às primeiras páginas dos jornais. E não é por meterem medo que não aparecem. É por serem públicas. Nestas empresas é tudo mau. Os gestores, com uma ou outra excepção, são péssimos. Não existe equilíbrio entre os custos e as receitas. As greves são contínuas no intuito de obterem mais subsídios e mais mordomias.

O estado, em desespero, vai entregá-las à iniciativa privada. Enquanto públicas são insustentáveis. Mas os trabalhadores estão muito preocupados com os utentes, os tais que pagam bilhete mas não têm o serviço por causa das greves. O Governo quer estancar a hemorragia e nesta semana quebrou um tabu: a gestão da Metro do Porto e dos STCP será entregue a privados ainda em 2014 e, no início do próximo ano, o mesmo acontecerá aos transportes coletivos da Área Metropolitana de Lisboa. E, assim, promete, o Orçamento de Estado de 2015 será o primeiro da democracia que não transfere "indemnizações compensatórias" para cobrir défices de operação.

Em Janeiro, o Arménio, paga os salários aos trabalhadores dos estaleiros

O que os preocupa ( aos sindicalistas)  é que os Estaleiros de Viana deixem de ser públicos. Se estivessem a lutar pelos postos de trabalho todos perceberiam, mas não é o caso. Querem continuar como até aqui. Os contribuintes pagam os salários apesar da empresa ter enormes prejuízos e uma gordíssima dívida.

Diz o Arménio que em Janeiro "os trabalhadores lá estarão nos postos de trabalho". Acho muito bem, já agora o estalinista devia dizer aos trabalhadores quem lhes pagará o salário. É que o Estado, nessa altura, já será o proprietário de uma empresa que foi encerrada, não se percebe como é que o Estado, mesmo querendo, poderá pagar salários. Mas isso é um problema dos trabalhadores, não é verdade Arménio?

Os estaleiros têm tudo o que de mau pode ter uma empresa pública.

Os estaleiros de Vigo, ali ao pé, com muito menos condições arranjaram a tempo e horas um forte parceiro accionista, a petrolífera Mexicana gigante, PEMEX, que comprou 51% e assim resolveu todos os seus problemas. De encomendas e financeiros. Ao invés os ENVC pagavam 22 meses ao ano aos trabalhadores e não tinham trabalho. A empresa sem dinheiro parou no tempo, sem equipamento adequado e a trabalhar "à moda soviética". Cortar chapa e coser chapa. Os trabalhadores são excelentes mas a organização e a gestão um completo desastre.

Os ENVC precisam de engenharia e gestão coisas que, como se sabe, as empresas públicas não têm, andam ao sabor de políticas e de políticos. Se juntarmos aos 180 milhões de ajudas os milhões que se vão gastar com as indemnizações, teríamos perto dos 230 milhões de euros que são o valor do programa de lanchas e patrulhas que a Marinha e o país precisam desesperadamente e que foram cancelados.

Esta dicotomia público bom, privada mau, já atirou muitas empresas e o próprio país para o charco e vai continuar a arruinar-nos!.

Que não se perca esta oportunidade de privatizar a actividade . A MARTIFER não pede subsídios ao estado.

É esta a escola dita pública

Igualitária e medíocre. Centralizada e sindicalizada. Dos burocratas e dos sindicalistas. É esta escola que temos que avaliar sistematicamente, pelo mérito e pelos resultados. Se continuarmos a vê-la na óptica do público/privada e não na óptica da boa/má escola nunca faremos progressos.

Temos que lutar por uma escola aberta, em concorrência, onde as particularidades de cada escola e de cada aluno sejam as razões válidas.

- Atual 1 -

70% das escolas têm uma média negativa nos exames nacionais - Pág. 2-3

Na média das provas com mais de mil inscritos, só 182 escolas em 614 analisadas chegam aos 9,5 valores. No Estado, entre 496 escolas, 107 atingem esse patamar. Privados também acusam exigências das provas, mas resistem melhor.

Dois terços das médias do 1.º ciclo não chegam à positiva -

Este é o verdadeiro custo das escolas. Os maus resultados, alunos mal preparados...

Veja aqui o ranking...

 

 



Na escola pública a balbúrdia habitual

Na escola privada tudo funciona sobre rodas. Nestas não há razões políticas nem sindicais .Há alunos. E, sendo assim, o ano arranca com normalidade. É todos os anos assim. De um lado, na escola pública, há facções em luta. No outro, na escola privada, há profissionais ao serviço dos alunos.

E já se deu um passo gigantesco com a passagem do concurso de colocação de professores de anual para de quatro em quatro anos. Era um circo para a habitual demagogia de sindicalistas e afins. Sem descentralização, mais autonomia, mais concorrência de vários modelos de gestão, a escola pública irá continuar nesta confusão generalizada.

A convergência das pensões é necessária e é justa

São raras as vozes que não estão de acordo com a convergência das pensões entre público e privado. (...) Na realidade, não faz nenhum sentido que os reformados da função pública precisem de fazer menos para ter uma reforma melhor do que os reformados do sector privado. E que os níveis médios das pensões atribuídas aos funcionários do Estado sejam bastante superiores aos níveis médios das pensões que auferem os trabalhadores privados.

Parece que o problema constitucional só se coloca nas pensões já em pagamento o que leva a pensar que será possível a convergência com mais tempo. Só é necessário convencer a troika.

Não são serviços públicos. São desastres públicos

Chamem-lhes o que quiserem mas estas empresas públicas não são sustentáveis. Ou são reestruturadas por forma a serem viáveis economicamente ou então privatizem-nas e deixem funcionar o mercado. Com apoios e passes sociais para os mais necessitados. Não podemos é manter empresas que vivem do orçamento, que frequentemente entram em greves com graves prejuízos para os utentes e para os contribuintes.

Reforçar a coesão social

Fazer convergir as pensões do público e do privado é mais um passo rumo a um país menos desigual. E, é também, um factor de sustentabilidade da segurança social . Calcular o valor das pensões  na base do último salário ou nos melhores dez anos dos últimos 15, não corresponde, minimamente, ao que o trabalhador descontou ao longo da sua vida . E, dá-se a engenharias com prejuízo para os cofres da segurança social. Para além de ser muito mais favorável a quem tem carreiras profissionais estáveis e sem risco.

  Há, no entanto, que proteger as mais baixas pensões, que são mesmo muito baixas e não asseguram uma vida digna.

Se o estado mexe nas pensões para ter mais dinheiro então, bem mais facilmente se compreenderia que introduzisse um factor de distribuição, retirando às pensões mais altas para dar às pensões mais baixas. A despesa seria a mesma mas o reforço da coesão social sairia muito reforçada em tempos tão conturbados.

Na Educação o inferno está cheio de alunos pobres

Ontem, para que o desgosto da derrota passasse ao lado, um conjunto de amigos discutiu a escola pública. Afinal o que é a escola pública? Naquele grupo de amigos ( todos de esquerda ) a escola pública, que eles defendem, é a escola onde não colocam os filhos e os netos. Iniciei a minha participação por aí, até porque sabia, antecipadamente, a resposta. Nenhum deles ( eu incluído) tem os seus netos na escola pública como, aliás, não tiveram os filhos.

E, porquê? Porque não se importam de pagar para terem os netos em boas escolas. Quando chegou o momento da decisão alguma vez se perguntaram se a escola era pública? Não, procuraram a escola boa. Mas há boas escolas públicas? Claro que sim, mas não cabem lá os alunos todos. Há, pois, alunos que frequentam más escolas. Adivinhem de quem são filhos os alunos que frequentam más escolas?

Na perspectiva do aluno e das famílias não há escolas públicas ou privadas. Há escolas boas ou más. No caso da educação o inferno está cheio de alunos pobres!

As famílias escolhem as escolas privadas com contrato de associação

Aqui no Profblog :Não é certamente por acaso que os pais dos alunos inscrevem os filhos nas escolas privadas com contrato de associação sempre que essa opção lhes é oferecida e ainda que tal os obrigue a deslocações maiores entre a casa e a escola. Apesar de as escolas com contrato de associação oferecerem um serviço educativo mais barato, pontuam melhor nos rankings nacionais do que as escolas estatais.

O essencial: as escolas estatais não têm poder sobre o processo de recrutamento dos professores e não assumem responsabilidades pelos orçamentos nem pelos resultados obtidos. O sistema é demasiado rígido e protege os professores mais antigos. A rigidez do sistema favorece as escolas que mais gastam. O Relatório do FMI mexe na vaca sagrada dos concursos centralizados de professores e na ausência de um sistema de avaliação de desempenho de escolas que as responsabilize pelos resultados.