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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A falta de entendimento na política, paga-se cara

A política é essencialmente negociação. Que PSD e PS não sabem fazer. O país paga caro : Por uma falta de coordenação entre PSD e PS, em Portugal o ajuste não foi pensado, foi totalmente imposto por técnicos da Comissão Europeia e do FMI, que têm trabalhado noutras regiões com programas muito similares e que não olham para o país em si. E pensam: isto resultou noutros países. E quiseram fazer de Portugal uma experiência, tal como aconteceu na Argentina, que foi uma grande experiência. O FMI nas suas experiências na Argentina dizia: aqui está um grande país que fez tudo isto. Passados cinco anos olhamos para a Argentina e a Argentina não está lá.

A Alemanha está há um mês a negociar uma coligação

Deve estar enganada. Nós por cá é "atar e pôr ao lume". Não há que negociar nada, se quer muito bem se não quer governamos em minoria e depois fazemos "negócios tipo queijo limiano", cedemos aqui e ali, e no fim de tudo governam todos e não governa ninguém.

Fazer política é negociar, encontrar a melhor forma de servir o país. E negociar é ceder em algumas coisas e ganhar noutras por forma a que o governo possa ter um programa conhecido de todos e credível.

Por cá todos se queixam mas ninguém está disposto a ceder em nada para servir o país. Tudo gente com uma "visão" estratégica para o país. Falhada uma solução com os Verdes, os conservadores encontraram terreno comum para negociarem com o SPD. Nas últimas semanas, várias delegações dos dois partidos reuniram entre si para elaborarem um programa conjunto.

Esta é a diferença entre os idiotas tugas meio ignorantes e políticos alemães responsáveis. Mário Soares , anda por aí, alegremente, a dar gaz aos seus "rapazes".

Organizem-se!

O que saiu das negociações do ministério da educação com os sindicatos foi uma trapalhada de todo o tamanho. Ganharam todos, todos alcançaram o que se propunham, embora quem esteja por fora perceba que o problema foi empurrado para 2015. Com legislativas e com novo governo. Tanta pressão, prejudicar os alunos, marcar greve em cima dos exames porque não havia tempo e, afinal, pode tudo esperar .

Na execução orçamental há boas notícias. A despesa está controlada, a receita a crescer mais que o esperado( se há impostos é porque há quem trabalhe e receba e tenha lucros). O saldo comercial com o exterior a portar-se muito bem e positivo. Para o Seguro e restante oposição é preciso saber como é que o governo já sabe os dados do INE que só saiem sexta feira.( deve ser o mais importante)

O mês de maio é uma espécie de indicador avançado, permite prever como vai ser o resto do ano. E vai ser positivo se não houver mais uns swaps escondidos. O que se lê nos jornais é suficientemente trapalhão para não se tirar conclusão nenhuma.

 

Acordo à vista na Educação

Um acordo é o resultado de negociações em que todos ganham um bocadinho e todos perdem um bocadinho. Parece que é isso que está a acontecer esta tarde no ministério da Educação. Os professores não podem ser colocados a mais de 60 Kms da sua residência e o aumento do horário não incide sobre a parte lectiva.

O secretário de Estado, que durante a tarde vai reunir-se com a FNE e restantes sindicatos de professores, sublinhou que o ministério não pode "excepcionar qualquer professor no que toca à requalificação profissional [antiga mobilidade especial] e o horário de 40 horas de trabalho",  no entanto, está a trabalhar no sentido de "criar condições específicas de aplicação destas medidas".

E acabam as greves! Para a semana há mais, porque o PCP quer é deitar o governo fora. Termina o esforço do "mandatário" Nogueira e inicia-se o do Arménio.

O Far West à Portuguesa

Diz o Catroga que alguém devia obrigar o PS a entrar em consensos com o governo. Se o Seguro não quer obriga-se. Nem mais . Foi sempre a melhor solução e perante o que temos pela frente poucos levantariam a voz a defender o pobre do Seguro.

Claro que tudo isto está a custar os olhos da cara ao país mas em democracia não se suspendem direitos e o PS tem o direito de dizer não.

Outra coisa é a incapacidade de os partidos nacionais encontrarem soluções para os grandes problemas nacionais, fazendo da disputa política uma guerrilha contínua e não a procura da negociação .

Negociar é a arte na política de fazer o possível tendo em vista o bem comum. Nas democracias amadurecidas há uma ideia para o país e os respectivos caminhos a percorrer o que não impede a discussão . Bem pelo contrário.

Renegociar a seu tempo - a oposição já pode dizer que foi ouvida

Portugal e a Irlandavão estar no centro das decisões em Março do Conselho de Ministro das Finanças em Bruxelas. Trata-se de facilitar o regresso pleno aos mercados e renegociar prazos de pagamento dos empréstimos bem como obter a ajuda do BCE.

Na anterior reunião do Eurogrupo, a 21 de Janeiro, o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, solicitou ao Eurogrupo a extensão dos prazos de maturidade dos empréstimos a Portugal, de modo a facilitar o regresso aos mercados, afirmando ter a “expectativa fundada” do apoio dos seus parceiros do euro, recordando o compromisso assumido pelos líderes da zona euro em 2011, de facilitar o regresso de Irlanda e Portugal aos mercados desde que a condicionalidade dos programas fosse respeitada.

Vítor Gaspar sublinhou, perante os seus homólogos, o facto de Portugal ser um país “que cumpriu e que cumpre” os seus compromissos do programa de ajustamento, e que a “forte capacidade de execução” permitia mesmo que o país estivesse “prestes a poder realizar emissões” no mercado primário de obrigações.

Os agitadores de Alvalade não têm desculpa

O que está a vir a público mostra bem que quem gosta do Sporting percebeu há muito que só a tranquilidade pode ajudar o Sporting. Os negócios de Kléber e Niculae perderam-se porque não há jogador nenhum que queira  meter-se num vespeiro. A troca de Ínsua por Nolito e kardec inviabilizou-se porque acima do interesse do Sporting está a vaidade de certas pessoas.

Estes dirigentes que andam há anos no Sporting com os resultados que se conhecem continuam a fazer do clube uma quinta privada. É tempo de dizer basta. Deixem que as negociações que correm quanto à programação financeira atinjam os fins em vista coisa que há mais de uma década os salvadores virtuais nunca conseguiram. Apresentem soluções concretas, o Sporting não precisa de salvadores que só enterram mais o clube.

Godinho Lopes revelou ainda que são precisos 30 milhões de euros para cumprir os compromissos do clube até final da temporada, acrescentando que já fez entrar em Alvalade desde 28 de Março de 2011 108 milhões de euros.

Têm solução para este problema? Se têm digam qual! A AG extraordinária é uma boa altura para mostrar que são alternativa