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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Mentirosos a encobrir aldrabões

Já concederam que não é possível repor os salários e pensões ao nível de 2011 mal cheguem ao poder. Com um pouco mais de paciência ainda os vamos ouvir dizer que não é possível avançar com o novo aeroporto e o TGV . Esta sexta feira, começaram por querer investigar os submarinos mas acabaram por concordar em investigar vários outros processos onde vão ser ouvidos oito ministros de governos socialistas.

Não sei se isto é o "grão a grão enche a galinha o papo" ou se é a técnica do boomerang. Usando a mentira para proteger um aldrabão ainda acabam por lhe partir a cabeça. O manifesto dos 74 apoiado a pedido por outros 70 (estrangeiros. Onde está o patriotismo?) foi a oportunidade para recuperar as mentiras de quem agora diz " que se fosse convidado teria assinado o manifesto" .

Os ex-ministros que trouxeram o país à bancarrota não têm tento na língua e admitem que o seu trabalho foi muito mau. É impossível, segundo eles, pagar o que gastaram. Com alguma sorte vamos ficar todos amigos.  

Espontâneos só nas touradas

Louçã escreveu uma carta aos seus colegas economistas estrangeiros para apoiarem o manifesto dos 70. Para além do péssimo inglês mais uma vez se prova que são os responsáveis políticos que andam a ver se tramam o país. O apoio foi-nos vendido como se tratasse de um apoio espontâneo mas como se vê, espontâneos só nas touradas. E, quem lá fora respondeu ao pedido tem mais dúvidas do que certezas.

 

 

Manifestamente indecoroso

O manifesto podia garantir que o país nunca mais tem défices única forma de pagar a dívida. Mas não,  sobre isso nada diz. Querer continuar a gastar mais do que se tem não leva a lado nenhum. Ou antes, leva ao mesmo lado. Ao lado onde estamos hoje. O da pedincha.

Trata-se de um manifesto atraso de vida, tal é a evidência de que o manifesto não apresenta solução nenhuma. A solução, diz sem se rir, é o consenso. E qual é o consenso? Os credores pagarem por nós. O problema é que os credores não entram nesse consenso, chateia-os andarem a pagar o desperdício e as más políticas de políticos pequeninos. Não há dúvida. O manifesto é inútil, não adianta nada, não tem nada de novo. 

Cadela apressada tem os filhos cegos

Esta dívida, sem crescimento económico, sufoca-nos, mata-nos.É, certo, que tem que ser inteligentemente negociada. Mas tem-no sido.. A renegociação da dívida perante a União Europeia (com alargamento de prazos e menores taxas) ou os programas de troca de dívida têm conseguido, paulatinamente, aquilo que alguns desejavam ávida e rapidamente.

Que esquecem que são os bancos,  as seguradoras e os fundos de pensões portugueses que estão hoje forrados de dívida pública portuguesa.Se eles forem beliscados por um perdão parcial da dívida serão fortemente abalados, tendo depois o estado de ir financiar-se (onde?) para acudir-lhes. É, pois, melhor não quebrar essa barreira psicológica de confiança da devolução do que se pediu. A nossa dívida titulada está hoje toda, repito, toda acima do par, pelo que propor uma reestruturação é de uma enorme leviandade.

PS : a partir de João Duque - expresso)

O manifesto só acertou nas bordinhas

Dizer o que aqui está escrito todos dizem. Mas este não é o problema. O problema central é saber como se faz. Hoje no "Expresso da Meia Noite" foi confrangedora a incapacidade de dois dos subscritores do manifesto explicar como se fazia. Repetiram à exaustão o que está escrito neste texto mas ao problema central disseram nada. Um deles era o Prof José Reis, economista da universidade de Coimbra outro, Viriato Soromenho Marques. Que temos muito desemprego. Que com estes juros não é possível crescer. Que a dívida não é sustentável.

Chegou a ser penoso ouvir do outro lado que todos estavam de acordo mas que era preciso voltar à questão . Chegaram a contar "espingardas". O que representaria para os bancos, privados e Segurança Social portugueses a "reestruturação? Bancos falidos a obrigarem o estado a meter lá mais uns milhões que não tem. Privados a verem esfumar-se as suas poupanças. A própria Segurança Social ( extensivamente exposta à dívida ) deixaria de ter capacidade para pagar as pensões.

Como se faz? Em que âmbito? Atinge todos os credores ou só uma parte? A quanto equivale reduzir o montante para 60%? Já ouvi e li  respostas que, no momento certo e criadas as devidas condições, podem fazer caminho. Mas neste manifesto só se encontram ideias vagas e desejos políticos de sectores bem determinados. O que fica para saber é o que ali estão a fazer tantas pessoas com tantas culpas no cartório. Seguro, prudentemente, manteve-se afastado. Tem acesso a informação que a maioria não tem. E, tal como Passos Coelho, tem garantias. Não estraguem!

Parabéns aos 70. Conseguiram

Pelo terceiro dia consecutivo a taxa de juro de Portugal a dez anos sobe ao contrário de todas as outras. Os juros da dívida pública portuguesa estão em alta em todos os prazos esta sexta-feira, 14 de Março, corrigindo parte das quedas registadas no início da semana, que levaram as "yields" a mínimos de mais de três anos.  A "yield" das obrigações do Tesouro a 10 anos sobe pelo terceiro dia consecutivo. De acordo com as taxas genéricas da Bloomberg, avança 6,8 pontos-base para 4,681%. No prazo a cinco anos a "yield" avança 7,5 pontos-base para 3,703% e a dois anos sobe 7,1 pontos-base para 1,67%.

Obrigado, personalidades!

Aos outros, credores, pede-se tudo a nós, devedores, não se pede nada

Eis o argumento central do manifesto. Os que estão contra toda e qualquer reestruturação interna são os que defendem a maior reestruturação externa. Aos credores exige-se tudo. " De resto todo o manifesto é feito de exigências e vazio de compromissos ou de uma estratégia concreta. Dir-se-á que não podia ser de outra forma, tal a diversidade dos seus subscritores. Errado: a incoerência do pedido dos “70” é muito fruto de aquilo que verdadeiramente os une ser o seu conservadorismo de direitos adquiridos e o seu horror a reformas que tornem o país e o Estado sustentável. É algo que não surpreende se virmos quantos dos subscritores se sentaram em cadeiras governamentais (26, pelas minhas contas) e, por isso, foram co-responsáveis directos por termos chegado aonde chegámos.

Mais: como escreve Miguel Cadilhe, “não gostaria de ver o Reformador a entregar na Europa um documento que pede tanto (como os 70 pedem) mas se limita a tão pouco no compromisso reformista interno”. Ou seja, há no manifesto uma espécie de moralismo ao contrário: aos outros, os credores, pede-se tudo; a nós, os devedores, não se exige nada. Os nossos defeitos – não termos, em 40 anos de democracia, conseguido ter um único orçamento equilibrado, ou mesmo gerado de forma consistente saldos primários positivos – são apresentados quase como virtudes, ou então como características inelutáveis. Gastamos fatalmente demais, pelos que os outros têm de suportar essa nossa maneira de ser em função do seu interesse próprio: a isto se resume o argumento central do manifesto.

E que tal reestruturar as reformas dos 70...

A maioria trouxe-nos até à presente situação. Agora que o país está a recuperar estão  com medo de verem as suas reformas reduzidas. Nunca pensaram que este  momento chegasse. "Mas sobram pontos políticos e morais para debater. Sim, morais. Em primeiro lugar, convém recordar que estas personalidades são a causa do problema, representam a elite e a forma de pensar que nos levaram à bancarrota. Qual é a sua autoridade? A autoridade do "respeitinho" pelos mais velhos só porque são mais velhos? Não, obrigado. Em segundo lugar, causa-me muita comichão o timing do manifesto. Por que razão esperaram pelo momento em que os juros da dívida baixaram para níveis normais? Por que razão esperaram pela retoma económica, retoma, essa, que já anulou a tal "espiral recessiva" que as 70 personalidades não paravam de invocar? Porquê? Porque têm medo que a austeridade funcione, porque estão, mais uma vez, a proteger as suas reformas em detrimento do interesse colectivo.  



Os estrangeiros que paguem a crise

No Corta-Fitas faz-se a reestruturação do manifesto dos 70. " Como fazer, então, para termos mais dinheiro?

É simples: visto que proclamaram que a culpa é dos estrangeiros, os estrangeiros que paguem a crise! E vai assim mesmo escrito ao cuidado dos credores: «No futuro próximo, os processos de reestruturação das dívidas de Portugal e de outros países - Portugal não é caso único - deverão ocorrer no espaço institucional europeu, embora provavelmente a contragosto, designadamente dos responsáveis alemães.» E mais, se a Europa e os alemães não pagarem, então os manifestantes decretam-lhes uma sentença de morte. Toma lá:  «Se este tipo de intervenções (insuficientes) se mantiver, a União Europeia correrá sérios riscos.»

Julgar-se-ia que o facto de a Europa nos ter resgatado, e o facto de o QREN nos disponibilizar mais 25 mil milhões, numa última oportunidade para aplicação racional, mereceriam alguma referência. Mas, compreensivelmente, não.

Há, neste manifesto de uns 70, uma qualidade sobressaliente: a falta de juízo político. Este manifesto poderia -- se lhe fosse dada importância -- desgastar a credibilidade tão duramente recuperada e comprometer algumas vantagens financeiras que ela nos proporcionou. Alguns dos signatários sabem isso, e desejam-no. E é por isso que se afoitam a estabelecer «as três condições a que a reestruturação deve obedecer». O «abaixamento da taxa média de juro», o «alongamento dos prazos da dívida», e a reestruturação de pelo menos, a dívida acima de 60% do PIB».

Tenho que travar o riso quando leio isto e me lembro que a primeira condição, é o que o governo está a conseguir; a segunda condição, é o que o governo e o IGCP estão a fazer; e a terceira condição, é a que arruinaria tudo o que foi e está a ser feito.

E se saíssem da frente?

Grande parte senão todos têm largas culpas no cartório mas agora querem dar lições. "Caros João Cravinho, Manuela Ferreira Leite, Bagão Félix, Ferro Rodrigues, Sevinate Pinto, Vitor Martins e demais subscritores do manifesto pela reestruturação da divida publica: Que tal deixarem para a geração seguinte a tarefa de resolver os problemas gravíssimos que vocês lhes deixaram? É que as vossas propostas já não resolvem, só agravam os problemas. Que tal darem lugar aos mais novos? "A Presidente do Conselho de Finanças Públicas, Teodora Cardoso, defende que é errado pensar que uma restruturação faz descer a dívida e lembra que a Grécia é um bom exemplo disso. O ex-ministro das Finanças Eduardo Catroga também critica o manifesto assinado pelas 70 personalidades portuguesas e avisa para os perigos da proposta, sobretudo no momento que o país atravessa.