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BandaLarga

as autoestradas da informação

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São só truques

Há mais gente com emprego ? Parece que sim. Pelo menos todos os precários que trabalhavam para o Estado e  os bolseiros e investigadores que trabalham para as Universidades arranjaram emprego fixo. É mau ? É, porque como disse o reitor da Universidade de Lisboa este é o "maior golpe sofrido pela Universidade na sua independência e sustentabilidade".

Vamos todos pagar empregos que não sabemos se são ou não necessários, sem um estudo prévio sério .A esquerda a distribuir empregos para a vida. Quando o estado não conseguir encontrar mais receitas nem mais empréstimos vamos arranjar um qualquer PEC IV salvador.

Outro truque é fazer altas retenções mensais do IRS na fonte . O estado obtém assim um empréstimo sem juros e arredonda as contas mensais. No ano seguinte, já depois das contas estarem apresentadas e aplaudidas como grandes feitos, faz as devoluções aos contribuintes.E o que mostra isto ? Que o pagamento das despesas não se faz de uma só vez no fim do ano, faz-se ao longo do ano e que são precisas receitas mensais .

E também se corta no investimento, mas a narrativa é que há crescimento de 20% em relação a 2016. O que não se diz é que o executado está muito longe do previsto para 2017.

Felizmente que a economia da Zona Euro está a crescer e vai mascarando a realidade portuguesa, comprando mais os nossos produtos. Mas as reformas para a mudança não se vê nem uma.

Quando chegar nova crise ( e só não sabemos quando) vamos encontrar os nossos velhos problemas . É isto o que a geringonça nos está a preparar.

É como os incêndios, apagam-se mas as condições para novos fogos ficam lá todas. António Costa como ex-ministro da Administração Interna sabe disto como poucos.

 

Palavra dada palavra honrada agora no IRS

O Deputado Trigo Pereira lança o primeiro balão de ensaio para testar a reação dos contribuintes a mais uma promessa que não vai ser honrada. 

É que sem um crescimento da economia acima de 2% não é possível baixar impostos e o governo prevê para este ano e para 2018/9 um crescimento bem abaixo desse valor. Nada a fazer embora possa sempre baixar os impostos directos e aumentar os indirectos . A carga fiscal sobre a vítima é que não muda.

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Vem aí um brutal aumento de impostos

Primeiro foi o imposto sobre o combustíveis que é pago pela classe média e as empresas. Depois o IMI, o sol e as vistas. Tudo para aumentar os funcionários públicos que são os seus votantes. Agora vem aí um brutal aumento de IRS que vai apanhar mais de 370 000 contribuintes. Novamente a classe média.

E como se faz ? Cria-se uma nova classe média. Quem ganhar 1 000 euros passa a pagar IRS. Simples, fácil e dá dinheiro. E quem vai ser aumentado ? Os funcionários públicos e os pensionistas que votam na esquerda.

Ao mesmo tempo que os impostos aumentam, a despesa operacional pública vai crescendo, tudo compensado com o corte na despesa do investimento o que equivale a dizer que estamos a hipotecar o futuro. Não cresce a economia e não há criação de postos de trabalho.

Quando a economia não cresce, vir dizer que não há aumento de impostos, ao mesmo tempo que se aumentam salários e pensões, só pode ser à custa de dívida. A tal que não cessa de crescer e que nos leva 8 mil milhões, tanto como o SNS. A tal que os que não sabem viver sem ela querem "negociar".

Para terem mais margem e mais tempo para gastar. Os credores é que não compreendem esta visão libertadora e revolucionária. O nosso empobrecimento é a solução encontrada pela extrema esquerda.

António Costa só é primeiro ministro no Parlamento

PCP não perde uma oportunidade para o lembrar. 122 deputados são mais que 107 graças aos deputados do PCP e do BE. Fora do Parlamento, António Costa, que sempre pediu a maioria absoluta, perdeu em toda a linha. E isso vê-se pelo comportamento dos partidos que apoiam o governo.

A CGTP já está na rua com greves e manifestações. O BE recomenda que o governo não se esconda atrás do Banco de Portugal nos casos do BES e do Banif . O PCP lembra a todo o momento que não integra o governo. mantém a sua autonomia politica intacta.

Centeno não é capaz de dizer onde vai buscar mais receita para cobrir o aumento da despesa mas, é óbvio, que o reajuste dos escalões do IRS não é mais que um aumento dos impostos . Os mesmos de sempre, pagam.

 Este PS fraco serve à esquerda radical, a quem mais serve? Na companhia do PCP e do BE, Costa pode repor rendimentos e aumentar impostos. Mas preparar o país para competir no mundo do euro, da UE alargada e dos mercados abertos, e construir um sistema social eficiente e sustentável, como tenta Matteo Renzi em Itália ou propõe Emmanuel Macron em França?

O PS está na posição que o PCP sempre quis . Graças à ambição de António Costa.

 

Habituem-se, o PS que feche a porta

O PCP não concorda com o PS na eliminação da taxa extraordinária do IRS. O diploma vai baixar à respectiva comissão de onde vai sair com cedências que é o mesmo de dizer que com mais despesa pública. Onde é que se vai buscar mais dinheiro para cobrir o buraco ? Depois vê-se. 

O líder comunista lembrou ainda que a posição do PCP é válida também para o Orçamento do Estado para 2016. “O nosso posicionamento será sempre contra os cortes e aquilo que deve ser a reposição de rendimentos aos trabalhadores e pensionistas, seja no Orçamento do Estado, seja nessa iniciativa legislativa”.

Como é que se consolidam as contas públicas é deixado nas mãos do PS que vai ter que inventar dinheiro onde não o há. A última vez que soubemos do programa socialista o crescimento do PIB já ia em 3,4%, e Jerónimo já se queixou que nunca nenhum economista lhe disse porque "não o défice em 4% em vez de 3%. "

Mas é claro que todos os economistas sabem a razão. A dívida pública é o somatório dos défices, mas como o PCP não quer pagar a dívida...  

Este tipo é burro todos os dias

Este Nuno Santos é o tal que dizia que a dívida não é para pagar. Agora vem com esta sobre a devolução aos contribuintes de uma parte da sobretaxa do IRS e do IVA. Confunde montante da receita com saldo do imposto. É burro todos os dias e ainda por cima diz que é economista. E deputado. E da Comissão Política do PS. Como é que o país pode avançar com políticos tão bem preparados ?

"O Governo não pode fazer um anúncio a seis meses das eleições", afirmou, porém, Pedro Nuno Santos. "Não se podem fazer anúncios desses quando não se tem a certeza", disse.  Nem a seis meses e muito menos daqui para a frente. Ao contrário do PS que pode dizer tudo o que quiser principalmente se hoje é verdade e amanhã  for mentira.

O deputado lembrou que o Governo está a assumir compromissos com base em dados da execução de meio deste ano "quando de certeza a meta [do défice] de 2014 vai ser incumprida" devido ao impacto orçamental que terá a venda do Novo Banco." Mas como se vê ele a meio do ano já tem a certeza que a meta do défice não será cumprida.

O que o comissário não quer dizer é que o segundo semestre é sempre melhor do que o primeiro na receita do IVA e do IRS. Mas isso deve ser mais uma mentira...

Tudo é eleitoralismo por estarmos perto das eleições

Qualquer medida tomada pelo governo vai ser crismada como eleitoralista. Seja qual for.  E a razão é a mais simples mas também inevitável. Cada vez estamos mais perto das eleições

Os contribuintes são informados que a receita arrecadada pelo estado em sede de IVA e de IRS está acima do orçamentado ? Eleitoralismo. Os contribuintes, com as contas do 1º semestre, confirmam que o estado pode vir a devolver parte do imposto pago ? Eleitoralismo.   

Aliás, o coro já foi ensaiado . O governo deixou de ter legitimidade. O presidente da República marcou as eleições. Isto não está na Constituição mas serve para o barulho . É velho como o mundo. Quando não há  argumentos monta-se um arraial. Uma "grândolada" também serve e é mais fino.

Nos primeiros seis meses do ano, a receita de IRS e IVA está a crescer 4,2%, acima dos 3,7% inscritos pelo Governo no Orçamento do Estado para este ano. Segundo a regra definida pelo Executivo, isso significa que o Estado poderá devolver 100 milhões de euros aos portugueses, através de um crédito fiscal. 

Há quem se sinta zangado por causa desta boa notícia para os portugueses. Se viesse dos "nossos" seria de esquerda assim, é de direita. Interessa lá que seja uma boa ajuda para as pessoas.

A devolução da sobretaxa do IRS pode ser total

Vamos saber hoje com a divulgação da execução orçamental do 1º semestre às 17 horas. Tudo indica que é mais uma boa notícia e que a devolução da sobretaxa do IRS em 2016 pode ser total . Quer dizer que tanto IVA como IRS - os dois impostos directamente ligados à actividade económica - estão a ter um comportamento superior ao orçamentado. Mais IRS quer dizer mais gente empregada e IVA mais consumo.

Uma bela ajuda à campanha de 2015 e aos nossso bolsos em 2016.  Ou seja, o governo prometeu no Orçamento de Estado que, caso as receitas de IRS e de IVA excedessem o previsto, devolviam esse excedente no próximo ano aos contribuintes.

E de caminho luta-se pela maioria absoluta que está longe mas que todos desejam.

40% da receita vai ser devolvida aos contribuintes

O comportamento do IVA e do IRS até Maio aponta para a devolução de 40% da receita aos contribuintes. Esta devolução, a ter lugar, será feita em 2016 . E aqui é que me parece que há algo que não bate certo.

Entre devolver imediatamente ( Em Setembro, por exemplo) ainda antes das eleições e assim meter mais dinheiro nos bolsos dos contribuintes ( o que António Costa quer fazer mas ainda não sabe como) ou deixar deslizar um pouco o deficit, o governo prefere deixar os contribuintes sem dinheiro.

É bem verdade que as previsões para o crescimento do PIB,( 1,8% em 2015 e 2% em 2016) deixam uma maior margem de segurança em 2016, mas também é verdade que o governo será outro. Corre por aí que o actual governo vai disponibilizar uma aplicação informática para os contribuintes testarem quanto vão receber, uma espécie de "indicador adiantado", mas sem dinheiro vivo não sei se a medida será eficaz.

É que os tais 40% correspondem acerca de 300 milhões . Ou será que com este travão temporário o governo tem metade do buraco da Segurança Social resolvido ?

Para o PS os filhos não contam como pessoas

Se um agregado familiar com 2000 euros de rendimento, for constituído por apenas duas pessoas, o rendimento per capita é de 1000 euros, mas se um agregado familiar, com o mesmo rendimento,  tiver dois filhos , o rendimento per capita é de 500 euros. Há quem no PS não perceba isto. Porquê? Porque há uma parte do rendimento das famílias que pertence, naturalmente, ao Estado.

Que o PC e o BE defendam esta concepção de família compreende-se, agora que no PS, haja quem pense assim, é muito preocupante. Mas é o PS que se esconde atrás de António Costa. É que esta é a diferença em sede de IRS que levou o PS a vetar o diploma. 

Pela primeira vez cada filho conta 0,3 para cálculo da matéria colectável, o que sendo pouco, é um avanço tremendo .Esta proposta vai sentir-se já em Janeiro no bolso das famílias mas nada disso importa para estes iluminados. Para eles o que conta é que o Estado terá menos dinheiro para distribuir através dos serviços públicos. 

Eles preocupam-se com o estado estão-se maribando para as pessoas. São estatistas não são socialistas.