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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A Italianização da nossa indústria

Nos anos 70 em Itália nascia um governo de três em três meses. Quem estava de fora tinha dificuldade em perceber como podia o país funcionar com tal instabilidade política.

Nessa altura, visitava com alguma frequência fábricas naquele país. O director comercial de uma das fábricas, Máximo de seu nome, a pergunta minha, respondeu-me. Temos um acordo mais ou menos tácito. Nós pagamos desde que eles ( os políticos) não chateiem.

É o que está a acontecer entre nós : "Os industriais já operam num ambiente de italianização, criando sinergias sectoriais sem estar à espera nem dependentes das políticas públicas" (José Manuel Fernandes - presidente da Frezite)

Às mesmas causas resultam as mesmas consequências. O estado tem que sair da frente. A burocracia e a incapacidade só prejudicam para além de custarem muito dinheiro.  

Médicos obrigados a declarar conflito de interesses

Sempre existiu um véu de suspeita sobre as relações de médicos com a indústria farmacêutica. Prémios pecuniários, congressos, normalmente acompanhados de estadias em ilhas paradisíacas...

A contrapartida seria a prescrição de medicamentos pertencentes à industria que pagava as passeatas. Finalmente , deu-se um passo importante para clarificar essas relações. É importante para todos. Há muito que esta norma está implementada noutros países. Há muitos interesses instalados que estão a ser confrontados.

Todas as entidades envolvidas no circuito do medicamento têm agora 30 dias para declarar eventuais conflitos de interesses à Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed), que os publicitará “de modo imediato e automático” na sua página de Internet.

A prática, que está instituída em vários países estrangeiros, obriga os profissionais de saúde que escolhem os medicamentos pagos com verbas públicas nos hospitais a fazer declarações públicas de conflitos de interesses, por exemplo revelando os congressos patrocinados pela indústria farmacêutica em que participem.

Oa "aparelhistas" no seu melhor

Álvaro Santos Pereira quer colocar a reindustrialização da Europa na agenda política. "O ministro considerou também que, muitas vezes, a UE, "ao impor regras extremamente difíceis às nossas empresas e incentivando a deslocalização para outras áreas do globo onde estas regras não existem, contribui, por exemplo, para o agravamento das alterações climáticas, e muitas vezes para que a proteção (social) dos trabalhadores não aconteça".
Esta posição foi imediatamente atacada por Assunção Cristas e por Jorge Moreira da Silva, dois jovens "aparelhistas" , que não tiveram a menor hesitação em desautorizar o ministro.

Oa "aparelhistas" no seu melhor

Álvaro Santos Pereira quer colocar a reindustrialização da Europa na agenda política. "O ministro considerou também que, muitas vezes, a UE, "ao impor regras extremamente difíceis às nossas empresas e incentivando a deslocalização para outras áreas do globo onde estas regras não existem, contribui, por exemplo, para o agravamento das alterações climáticas, e muitas vezes para que a proteção (social) dos trabalhadores não aconteça".
Esta posição foi imediatamente atacada por Assunção Cristas e por Jorge Moreira da Silva, dois jovens "aparelhistas" , que não tiveram a menor hesitação em desautorizar o ministro.