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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A escola pública ao serviço da ideologia política do PCP e do BE

O monopólio do estado na prestação do serviço educativo é o grande objectivo da extrema esquerda. O controlo ideológico e não a qualidade do ensino prestado aos alunos.

Os contratos da associação tentam dar a pessoas “que não tinham acesso ao ensino de qualidade” uma possibilidade de passarem a ter esse acesso, mas que a extrema-esquerda não aceita esse princípio e defende o monopólio do Estado.

A visão comunista do ensino pode resumir-se assim : bons colégios privados cheios de alunos ricos ; boas escolas públicas cheias de alunos remediados; más escolas públicas cheias de alunos pobres e sem oportunidade de frequentar uma boa escola. Resta o inferno cheio de boas intenções.

O Ministério da Educação tem 5,5 mil milhões de euros, o contrato de associação todo junto são 150 milhões. Não é defensável que seja uma questão financeira. Do que ouvimos hoje aqui [na comissão de educação] é claramente ideológico.

Os problemas do ensino são ideológicos

Formatar ideologicamente os alunos é o objectivoDoidos, sem-vergonha, irresponsáveis. Os deputados que, em euforia intempestiva de quem voltou a “mandar nisto tudo”, puseram fim aos exames nacionais a Português e Matemática no quarto ano de escolaridade. Numa penada, de ânimo leve, sem vacilar, sem engulhos de consciência. Ilustração mais-que-perfeita da génese da desregulação do sistema de ensino nas últimas décadas: a sua instrumentalização pelo jogo político-partidário-ideológico.

Não obstante a doutrinação marxista-leninista que há décadas corre em rédea solta nas salas de aula formatando a maioria sociológica de esquerda – evidentes em programas e manuais de história do 9º e 12º anos - há quem duvide que os problemas do ensino são essencialmente ideológicos. E gerados pela ideologia tipo Frente Popular que regressou estridente ao poder em 2015. Para nossa desgraça.

Tudo formatado a partir de um ministério irmão gémeo dos sindicatos comunistas .

O objectivo último da escola pública

Sem direito à liberdade de escolha e sem alternativa condições necessárias para prosperar a ideologia única : o objetivo é combater as crenças criadas em torno de uma herança cultural. Nada é dito sobre a substituição dessas crenças por outras. Isso fica subentendido. As primeiras crenças [que urge apagar das consciências dos indivíduos] são obscurantistas; as segundas crenças, libertadoras. As primeiras são más, as segundas naturalmente boas. Quem permanecer agarrado às primeiras é catalogado com o carimbo de reacionário (3). Quem abraçar as segundas é visto como progressista. E o “processo de libertação” fica a cargo do professor que assume o papel de intelectual transformador, instrumento ao serviço do projeto revolucionário em curso. 

Desde o 25 de Abril que a luta se desenrola à volta da unicidade sindical, da liberdade de expressão, do pluripartidarismo. Resta a escola única.

FALAMOS... de quê, quando abordamos o 25 de Abril? - V M Sousa Machado

  1. FALAMOS... de quê, quando abordamos o 25 de Abril?

De um MFA unido ideologicamente ?  Não era verdade.  Falamos dos generais ou dos capitães, dito assim genericamente?  Havia vários rumos em cada um dos grupos.
Falamos do 13 de Junho, do 28 de Setembro, do 11 de Março, do 3 de Setembro de 1975, do 25 de Novembro, datas fundamentais mas opostas muitas delas?  Do Plano Económico Melo Antunes ou das nacionalizações?
Mais visões diferentes.

Do Programa do MFA inicial, do negociado com Spínola, do PAP (Plano de Acção Política, pós 11 de Março), do Documento-Guia Povo-MFA, do Documento dos Nove? Houve vários MFA.
Falamos de Melo Antunes, Spinola, Costa Gomes, Martins Guerreiro, Rosa Coutinho, Otelo (versão um e versão dois)?
Falamos de Soares, Cunhal, Sá Carneiro, Freitas do Amaral, da Igreja Católica e da acção deles e de cada um no período de transição para a democracia?
De que falamos afinal, de qual 25 de Abril, de qual ideia de país?
De que «verdade» se fala?
Ou cada um está falando apenas da «sua verdade», num registo um pouco paranóico politicamente (e historicamente não verdadeiro), colando essa «sua verdade» ao 25 de Abril, retalhando o 25 de Abril em parcelas com proprietário?

Ou estaremos, só e por fim, mitificando o 25 de Abril, transformando-o naquilo que ele não foi e não celebrando o que ele realmente foi?


Juízes do TC influenciados pela ideologia e filiação partidárias

Estudo mostra que as decisões de inconstitucionalidade são fortemente influenciadas pelas posições ideológicas e partidárias dos juízes e pela cor política de quem está no governo. Há cada vez mais quem defenda ( e um exemplo é a Alemanha) que a interpretação da Constituição deve levar em conta o ambiente económico, social e político.

No entanto, o trabalho conclui ainda que esta aparente maior sensibilidade aos princípios da Constituição por parte dos juízes de Esquerda tende a esbater-se quando o seu partido é Governo. Os votos a favor da constitucionalidade aumentam de 35% para 75% quando os socialistas estão no poder, enquanto que não há grande variação nos votos dos juízes de Direita, estando ou não no poder.

A Constituição não pode ser um obstáculo. Afinal logo no seu 1º artigo diz que "Portugal é um país soberano". Com a assinatura do memorando Portugal continuou a ser um país soberano? Ou pelo menos tão soberano como até essa data? Seguramente que não!