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BandaLarga

as autoestradas da informação

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73% das escolas realizaram os exames a 100%

70% dos alunos e 73% das escolas com exames marcados realizaram-nos a 100%. Os grandes prejudicados são os miúdos que só podem andar na tal escola pública, a instituição que foi destruída por esta absurda inversão moral: em Portugal, o debate em torno da educação gira em torno dos professores, e não em torno dos alunos. É como se a escola existisse para dar emprego vitalício a uma casta (mesmo com horários zero). É como se os alunos e os seus resultados fossem uma coisa secundária. Neste sentido, esta greve sujinha é o reflexo natural de um sistema que está errado deste a raiz.

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/esta-greve-e-sujinha-sujinha=f814256#ixzz2WUP9hI3V
Se o meu desejo ficar pelo caminho, se esta greve atrapalhar mesmo a vida de milhares de miúdos e de famílias, poderemos então dizer que este dia representará o ponto mais baixo desta classe profissional, que, por culpa própria, já não tem o prestígio de outrora. Hoje, 17 de Junho de 2013, seguir o absurdo sindicalismo de Mário Nogueira e afins é o mesmo que negar a própria ideia de professor. O professor é aquele que faz tudo para proteger os alunos, mas esta greve mostra outra coisa: muitos professores fazem tudo para proteger os seus privilégios, inclusive sacrificar os alunos.  


Mais de 70% dos alunos realizaram os seus exames

Apesar dos incidentes organizados, dos boicotes e dos cercos às escolas ( professores grevistas que foram para a porta das escolas às 5 da manhã) mais de 70% dos alunos realizaram os seus exames. Os restantes que foram impedidos pelos professores grevistas de fazer o exame, terão a sua oportunidade em 2 de Julho.

A equidade está garantida porque, como bem explicou o ministro, as provas são sorteadas de um grupo de provas eleboradas por um grupo de profissionais, com o mesmo grau de dificuldade. Isto é, a prova que vai sair em Julho podia ter saído hoje e vice-versa.

Lamenta-se a tentativa de boicote de meia dúzia de arruaceiros . Estamos mais que habituados a estas práticas destes "democratas". Desde o 25 de Abril que o país tem lutado contra estas minorias ditatoriais que não olham a meios para atingir os fins. E que os professores aprendam a lição. As greves só terminarão quando o PCP for governo. Nessa altura as greves serão proibidas em Portugal como são e foram em todos os países comunistas.

Como todos os anos há alunos que vão à 2ª fase dos exames

O Secretário - Geral da FNE confirma que há escolas onde todos os alunos estão a fazer exames, outras onde alguns estão a fazer exames e finalmente outras onde não há exames. Confirma também, que como todos os anos, vai haver uma 2ª fase para os alunos que não fizeram a prova na 1ª fase. Há completa equidade porque, como também afirmou, há a preocupação que os exames da 2ª fase estejam no mesmo nível de exigência. E há ainda uma terceira versão que, como todos os anos, fica em espera se necessário.

Na entrevista que deu a um dos canais é evidente o mal estar do sindicalista, ao contrário do alucinado da Frenprof que perante a óbvia derrota ( o que estava em causa era se os alunos faziam ou não exames ) lança para o ar uma percentagem global que, como sempre, está multiplicada por dois.

As famílias não vão esquecer e espera-se que esta "cena canalha" seja o empurrão necessário para que a escola ganhe autonomia e seja responsável para com os seus professores.

Na esmagadora maioria os exames vão ser feitos

Diz o professor com 23 anos de carreira : "Perguntas a Carlos Souto, professor de matemática, 23 anos de carreira.

Vai participar na greve ? Não. Nem estou a participar nesta greve às avaliações, que é ainda mais ridícula porque vai cair toda em cima dos professores. Porquê? Primeiro ...

E a estratégia do ME : "Escolas convocaram todos os professores para vigiar os exames de hoje, o que faz com que só uma adesão quase total trave a realização das provas. "Mais vale prevenir do que remediar". O ditado é antigo, mas ganha actualidade quando se pensa na estratégia utilizada pelo Ministério da Educação para minimizar o impacto da greve agendada para esta segunda-feira ...

A grande maioria dos exames vai realizar-se :

A convocação de todos os professores de cada escola como suplentes, para vigiar os exames de hoje, leva a que seja precisa uma taxa de adesão à greve "superior a 90%" para que a prova de Português do 12.o não se realize numa determinada escola. Esta é a convicção de Manuel Pereira, diretor do Agrupamento de Escolas de Cinfães e presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE).

"Muito dificilmente, na maior parte das escolas, os exames deixarão de ser feitos. Porque era preciso uma taxa de greve elevadíssima". No seu entender, há escolas em que não haverá professores suficientes para garantir a realização, mas não na maioria.

Sindicalista da FNE desmente a Frenprof

Uma sindicalista da FNE,  disse hoje na TVI 24 que garantir que "não haveria mais pré-avisos de greve a todo o período de exames" seria passar um cheque em branco ao ministério. Fica assim provado que os sindicatos realmente, não deram garantias que os exames não seriam afectados por novas greves se o ministério recuasse. Esta aqui :
«O ministério queria que até a data do último exame, os sindicatos da UgT não marcassem mais nenhum dia de greve. Isto, num processo negocial, era o mesmo que passar um cheque em branco», afirmou na TVI24, Lucinda Dâmaso, vice-secretária-geral da FNE.



Os sindicatos dizem que a multiplicar por dois dá 80 000...

Os sindicatos costumam multiplicar por dois o número de manifestantes. Desta vez seriam 80 000 que desceram a avenida. Dizem os "experts" que do Marquês aos Restauradores não cabem mais de 50 000. É óbvio que a manifestação de hoje teve muito menos gente que a anterior maior manifestação de sempre. 

No Rossio, segundo a Igreja Católica, teriam estado 200 000 crentes quando da missa do ex-Papa. A CGTP puxou o número para 300 000 numa das suas manifs. Mas aqui é mais fácil fazer as contas. O Terreiro do Paço tem 37 000 m2, vezes 4 pessoas por m2 dá, no máximo, perto de 150 000 pessoas.

Seja como for são só necessários 10 000 professores para os exames se efectuarem e, como se vê, há muita gente que ficou em casa. Professores que sabem que a classe vai perder muito com os prejuízos que infligirem às famílias. No privado não há greve  e estas coisas não se esquecem. Na Educação há muitos anos que a guerra é permanente, quando o governo avançar para uma maior autonomia nas escolas grande parte da população vai estar de acordo.

As famílias agora já percebem que só os sindicatos têm razões para lutarem por uma escola centralizada e sindicalizada.

No Profblogue, a opinião de um professor :

Sou professor (da escola pública e sei bem como tem razão. No caso concreto desta greve temos dois exemplos edificantes: 1) Uma greve cobarde que atenta eficazmente contra o direito ao trabalho de quem quer trabalhar (estou a referir-me à sabotagem dos conselhos de turma);
2) uma greve protegida por outras corporações, nomeadamente a dos juízes.

É preciso ter coragem de dizer isto em público e dar a cara.

 

A greve foi marcada sobre o calendário já conhecido dos exames

Na SICN, o alucinado Mário Nogueira, lá teve que reconhecer que a greve do dia 17 ( 2ª f ) foi marcada em cima dos exames. O calendário dos exames já era conhecido. A intenção foi prejudicar os alunos e as suas famílias.

O secretário de estado diz que o ministério e os alunos, não podem ficar dependentes dos pré-avisos de greve dos sindicatos. A ser assim, seriam os sindicatos a marcar o calendário de exames.

O professor presente disse que há vários anos que a situação dos professores se está a deteriorar. Como o alucinado Mário Nogueira, está há vinte anos na Frenprof é, indubitavelmente, um dos culpados desta incapacidade da Educação ter paz e de apresentar resultados. E já passaram, nesses vinte anos, muitos ministros no ministério e nunca houve consensos.

Este sistema centralizado e sindicalizado só serve aos sindicatos e aos burocratas do ministério. Há que descentralizar, dar autonomia às escolas, capacidade de decisão aos directores e responsabilidade aos professores. Tudo com metas e objectivos conhecidos e aceites por todos e, com o correspondente benefício salarial e progressão nas carreiras.

Como se vê, ano após ano, este sistema só protege os incompetentes e os mediocres! As famílias têm , obrigatoriamente, que tirar desta prepotência as devidas ilações!

As decisões do Tribunal Administrativo e do Tribunal Constitucional em 2005

Em 2005 com Maria de Lurdes Rodrigues a decisão foi favorável ao ministério da educação. Tanto o Tribunal Administrativo como o Tribunal Constitucional pronunciaram-se a favor da constituição dos serviços mínimos. Mas como cá no burgo a jurisprudência conta pouco, é muito mais interessante ter sempre à mão a possibilidade de decidir conforme as conveniências, junta-se mais um processo judicial ao um milhão e oitocentos mil em atraso.

Parece óbvio que a classe de professores não pode ser uma excepção no universo dos funcionários públicos. E é também óbvio que a guerra permanente entre os sindicatos e o ministério da educação, com graves prejuízos para os alunos, só terminará quando terminar a centralização e a sindicalização da educação. Quando tivermos escolas autónomas e responsáveis, avaliadas e beneficiadas conforme os resultados alcançados.

A chamada escola pública não é mais que um imenso charco onde se degladiam ideologias. Os rankings das escolas e a má classificação das escolas públicas mostram isso mesmo.
Nuno Crato tem de vencer esta guerra. Nela está em causa, não só a sua manutenção no Governo, mas a razão de ser deste. O que o ministério pretende é indispensável para a viabilidade do sistema educativo e enquadra-se na missão do Governo que é a exequibilidade do Estado Social no seu todo. Se perder agora, o Governo perde tudo. Por isso, os sindicatos fazem finca-pé. Por isso, o Governo não pode ceder. O bem estar de um País passa por contas públicas ordenadas, mas também por sindicatos responsáveis, democráticos e legítimos.

Exames e avaliação

Analisar criticamente o nosso sistema educativo é, antes de mais nada, assumir que o aluno é o cerne de todo o processo e o objectivo principal da escola e que, por isso, deverá ser na qualidade das suas aprendizagens que reside o maior conjunto de pistas relativamente ao que fazer e ao como fazer a mudança pela qual todos ansiamos.

 

De facto, contrariando a tendência que se faz sentir há já algum tempo, importa aferir os resultados de forma a que seja possível adequar os métodos, as práticas e as tendências às reais necessidades dos nossos alunos, pois só assim, com dados seguros e informações verdadeiras, podemos efectuar um diagnóstico sério e independente às nossas escolas.

 

Em termos internacionais é essa a indicação e o caminho, tal como refere o European Centre for the Development of Vocational Trainingnum num dos seus documento mais recentes: "Improving European education and training system quality is a key target in Europe?s strategy to become a smart, sustainable and inclusive economy by 2020. Member states are developing and establishing quality assurance mechanisms closely linked to social, economic or political contexts, helping schools and vocational training institutions become learning organisations in which quality improvement is continuous".

 

Num período marcado pelos Exames Nacionais, e por controvérsias que passam ao lado dos interesses dos nossos alunos, das nossas escolas e de Portugal, vale a pena relembrar a importância de uma educação livre para a determinação daquilo que será o futuro do nosso País...

 

 

Releia Aqui o Documento "Evaluation for Improving Student Outcomes"

 

livremente


FLE - Fórum para a Liberdade de Educação

www.FLE.pt

 

 

 

Nuno Crato tem o apoio de todos os pais

Nuno Crato tem o apoio de todos os pais que querem ver os seus filhos fazer os exames a tempo e horas. É uma vitória extraordinária e que pode mudar para sempre a escola centralizada e sindicalizada que temos. Oxalá Nuno Cratro perceba que a única vantagem que sindicatos e professores ainda têm é não haver alternativas suficientes em número, para que os pais possam escolher livremente.

Durante décadas os sindicatos comunistas constituiram, juntamente com os burocratas do ministério, um "comité central soviético" que toma todas as decisões para as milhares de escolas existentes no país. Como se fosse possível que a qualidade do ensino melhore quando não são levadas em conta a especificidade dos alunos e do ambiente em que as escolas leccionam.

Os pais vão perceber de vez porque é que os colégios privados estão cheios de alunos filhos de gente que pode pagar, porque é que as boas escolas estatais estão cheias de alunos filhos das classes mais favorecidas e porque é que as más escolas estatais estão cheias de alunos pobres.

É preciso caminhar para a autonomia das escolas, implementar o "cheque ensino", as free schools" e aumentar o número de escolas com "contrato".

Há muito que os país perceberam que a educação que deveria ser dirigida aos alunos é dirigida aos interesses profissionais dos professores. A partir de agora perceberam que a escola estatal é, nem mais nem menos, que uma arma usada na disputa partidária.

Os sindicatos transformaram um direito conquistado com sangue, suor e lágrimas num modo de vida político. E transformaram os alunos em carne para canhão!