Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

Não podemos

Oferecer tudo a todos eis a chave do sucesso do Podemos! Garantir a passagem do estado providência para o estado do bem-estar onde nada falta. Eis o insucesso dos partidos. O Podemos garante 140 000 milhões para distribuir pelos cidadãos pobres, remediados e milionários. Acolhe indiscriminadamente todas as aspirações possíveis e impossíveis - especialmente as impossíveis -

O facto é que o Estado-Providência já não satisfaz; é preciso um Estado de Bem-Estar. E é esta insatisfação, esta aspiração que os partidos responsáveis não conseguem transmitir e muito menos podem traduzir em resultados práticos, que está na raiz da sua generalizada condenação e na génese de movimentos inorgânicos e transitórios, fóruns de discussão, associações e novas formas de activismo de toda a ordem que competem com os partidos pela representação popular.

Os partidos comunistas europeus desapareceram todos depois de passarem pelo exercício governamental. Há melhor exemplo ?

Economia social - 55 000 instituições de solidariedade social

Representam 5,5% do PIB em emprego remunerado e 3% da riqueza nacional . Querem ir mais longe na gestão de hospitais, escolas, centros de saúde, apoios sociais e afins. E querem saber se têm lugar por direito próprio ou se apenas são tolerados. Ajudar em áreas fundamentais fazendo mais com menos. E evitar que o interior do país fique despido de serviços sociais. Os serviços de proximidade social podem ser assegurados pelas Misericórdias.

As Misericórdias têm séculos de experiência nestas áreas mas há quem queira substitui-las pelo estado. As primeiras, segundo estes facciosos, prestam "assistencialismo" enquanto o estado presta "direitos" . O argumento deve ser muito bem compreendido por aqueles que beneficiam da acção social. São só os mais necessitados de todos.

O melhor argumento que me foi apresentado " as Misericórdias são dos padrecos" mostra bem que o seu autor não tem interesse nenhum  nas pessoas, interessa-lhe a ideologia que coloca o estado em todos os lugares e a fazer tudo.

Usar e reforçar esta rede de assistência social que se estende por todo o país é uma medida de bom senso. Tem um conhecimento de proximidade com as populações que não é substituível a que junta uma credibilidade que falta a muitos a começar pelo estado.

Num país tão desigual onde há ainda tanta pobreza é um luxo demoníaco prescindir desta rede de serviços que ampara tanta gente . E não me venham dizer que os funcionários públicos dão mais garantias do que a sociedade civil. Não se trata de mais mercado nem de estado paralelo. Trata-se de mais sociedade civil, mais proximidade, multiplicando por todo o território a oferta de serviços . Para melhor servir as pessoas com uma prestação mais próxima e de maior qualidade.

A despesa social há 20 anos era apenas de 10%

Exagero

Tendo Portugal uma despesa social agregada bem acima da média da OCDE (26,4% do PIB contra 21,9% respetivamente, números referentes a 2013), a ideia de que o Estado social em Portugal está em vias de desaparecer é ligeiramente exagerada. Há vinte anos era apenas 10%!
Maior é ainda a diferença de encargos com as pensões, que representam mais de 12% do PIB entre nós, enquanto não chegam a 8% na média OCDE."
 
O problema é que mesmo assim Portugal é o país com maiores desigualdades na Europa. Os realmente pobres não têm voz nem dinheiro para fazerem manifestações . Nem greves !
 
 

No mesmo sítio de há vinte anos

Ferro Rodrigues diz o mesmo que qualquer pessoa que não tenha perdido a lucidez : ou temos austeridade ou não há estado social. Eu quero ter estado social mas gostava mais que o estado social fosse sustentado por uma economia saudável .Mas para ter economia é preciso primeiro, com a austeridade, libertar meios para investir . Estamos no mesmo sítio em que estávamos há vinte anos.

Há dias, o mais recente líder parlamentar do PS, Ferro Rodrigues, não quis ficar a dever nada à clareza. Eis o que explicou: “Não se pode, evidentemente, ao mesmo tempo, defender o progresso do Serviço Nacional de Saúde, defender o progresso da escola pública, defender o progresso na capacidade da protecção social e depois ter promessas desbragadas em matéria de diminuição dos impostos”. Ou seja: ou temos “Estado social”, ou temos um alívio do esforço fiscal exigido nos últimos anos.

Agora sim é que António Costa está na "Quadratura do Círculo".

 

Estranha forma de acabar com o estado social

As despesas com pessoal cresceram 938,8 milhões de euros em 2014. Esta revisão em alta reflete “o reforço dos orçamentos setoriais decorrente da alteração da política remuneratória, o reforço dos programas orçamentais do Ensino Básico e Secundário e Administração Escolar e da Justiça e o reforço da verba alocada ao Ministério das Finanças para pagamento de indemnizações no âmbito do Programa de Rescisões por Mútuo Acordo – 114 milhões de euros -, decorrentes do alargamento dos programas de rescisões”. O aumento da aquisição de bens e serviços é explicado pelo reforço da verba para os contratos-programa estabelecidos com os Hospitais E.P.E., de 93 milhões de euros.

Continuar a chamar neo-liberal a este governo e a acusá-lo de querer acabar com o estado social é prova de facciosismo político. Aliás, se há lição a tirar é que tem sido pelo crescimento da economia, pela redução do desemprego  e pela baixa da taxa de juro da dívida que o déficite tem descido. Vamos lá ver o que Seguro e Costa nos trazem de novo já que o PCP quer sair da Europa numa "Jangada de Pedra"...

 

Os privilegiados do passado e os sacrificados do futuro

Não há que saber. O estado social exige uma economia forte que sustente a distribuição. Quebrado esse elo entre gerações estamos onde estamos. Procuramos quem esteja disposto a pagar agora que não há mais subsídios nem empréstimos. "O Estado Providência exige altas taxas de crescimento continuado, nível elevado de ocupação da população em empregos com produtividade, mas também precisa de uma demografia equilibrada (para que as transferências entre gerações não impliquem a escravidão de uns em benefício dos privilégios de outros) e um efectivo controlo da despesa nas políticas sem custos para os utilizadores (para que os fornecedores desses serviços não se apropriem de rendas excessivas a coberto dos monopólios de utilidade pública). O que temos pela frente é só isto. Tornar o país viável!

Garantias de liberdade de escolha para os utentes, ricos, remediados e pobres."

Aprender com quem tem muitos mais anos de democracia e de estado social. No caso a França. "Alguns dos aspectos por onde poderá passar a reforma do estado implicam escolhas que não deixarão de exprimir opções ideológicas. Não apenas nas áreas em que é inquestionável a presença do estado enquanto provedor único e insubstituível - como sejam a defesa, a ordem pública e a justiça - não existe uma visão una e indisputável entre as diferentes organizações políticas como, sobretudo, nas áreas sociais concorrem diferentes modelos de organização e participação de agentes públicos e privados, expressando diferentes concepções ideológicas quanto aos limites da produção pública. A título de exemplo, veja-se o sector da saúde, onde a existência de um direito universal de acesso à saúde não implica o monopólio do Estado mas onde, no caso português, qualquer evolução a partir do status quo actual pressupõe uma escolha, entre nós classificada e vista como ideológica. De facto, não é necessário que todo o sistema nacional de saúde seja operado pelo Estado, como defendem os conservadores, à esquerda mas também à direita, sendo possível que se evolua para um sistema como, por exemplo, o francês, em que todos têm acesso quase gratuito a um sistema nacional de saúde, onde concorrem de modo quase paritário, operadores privados e públicos, com acréscimo de eficiência e garantias de liberdade de escolha para os utentes, ricos, remediados e pobres."

As grandes vitórias do 25 de Abril - Democracia e Estado Social

Democracia e Estado social são consideradas as maiores conquistas do 25 de Abril pela maioria dos portugueses .

É um dado inequívoco: o 25 de Abril é motivo de orgulho para os portugueses, com um legado social reconhecido. Mas os tempos modernos trouxeram também uma nova perceção em relação à Constituição sobre a qual o poder político devia refletir, aponta Marina Costa Lobo, politóloga, que analisou o estudo sobre os 40 anos do 25 de Abril.

Este estudo, uma iniciativa conjunta Expresso/SIC Notícias, é apresentado segunda-feira na conferência "25 de Abril, 40 Anos Depois", em Lisboa.

- Os dados demonstram que 25 de abril é a grande data para os portugueses?
Sem dúvida: 79,4% dos portugueses consideram que a transição para a democracia constitui motivo de orgulho. É uma consolidação que é corroborada por outros dados, nomeadamente que o 25 de Abril teve mais coisas positivas do que negativas e por uma diminuição daqueles que pensam o contrário.

- Ter muito orgulho na data também não é rejeitar o passado?
Sim, precisamente ao contrário do que se passa com o salazarismo, o 25 de Abril é destacado como algo positivo, associado a uma vontade de democratização e a valores que são caros à maioria dos portugueses.

- E qual é o principal significado do 25 de Abril para os portugueses?
A democratização, a criação de um regime democrático em Portugal.


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/democracia-e-estado-social-as-grandes-vitorias-do-25-de-abril=f865336#ixzz2yjCLS610

O estado-social-dependente dos diabólicos mercados

Não há um abismo entre o estado social e os mercados porque o estado social é o melhor cliente dos mercados. Guterres e Sócrates não reduziram a função pública nem o sistema de pensões porque tinham à mão o crédito "neoliberal". Foi assim que se sustentou o estado socialista alcatroado. O crédito "neoliberal" foi a primeira ferramenta socialista. Sem as praças financeiras os nossos salários e as nossas pensões seriam infinitamente mais pequenos porque o que produzimos não chega e a receita fiscal é manifestamente insuficiente. Para nos afastarmos da dependência dos mercados são necessários os cortes austeros e dolorosos. É a única forma de travarmos esta dependência financeira dos mercados e da perpetuação do endividamento.

Os que gritam que querem "as nossas vidas de volta" é que são os verdadeiros aliados dos mercados, do "capitalismo de casino".

Numa década, a dívida externa passou de 64% para 230% do PIB. Agora os mesmos que levaram o país a esta situação e por estes caminhos são os que diabolizam os mercados a quem foram pedir emprestado para gastar até fartar. O montante de juros que o país paga (sete mil milhões/ano) equivale aos gastos totais do SNS. Pois equivale. Não fizeram contas antes de estender a mão?

PS. a partir de : Henrique Raposo - Expresso)

Salvar a social-democracia e o estado social europeu

Nunca tantos viveram com esta qualidade de vida durante tanto tempo. Graças à social democracia e ao estado social. Quem diz social-democracia, diz modelo social europeu, personalismo cristão, liberalismo social ou socialismo democrático. Ou seja a democracia de mercado combinada com o Estado Social e fundada nas duas grandes correntes que vêm do século XIX - a doutrina social da Igreja e o socialismo utópico (digo utópico para o separar do leninismo e do chamado socialismo real).

Salvar o modelo social europeu tem custos. Quem acha que, com as mudanças do mundo, é possível continuar como antes; quem pensa que tudo o que passamos não é mais do que uma conspiração de uns capitalistas para prejudicar os povos; quem entende que os milhões de pessoas que saíram da pobreza por todo o mundo não provocariam alterações substanciais ao nosso conforto e bem-estar está objectivamente aliado àqueles que, na extrema-esquerda e na extrema-direita tudo fizeram e têm feito para dar cabo do sistema que mais progresso, equidade e justiça trouxe ao mundo - o modelo europeu.