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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Costa diz que os serviços públicos estão melhores

Também na escola pública :

O pai vai, então, à DG. Tira senha. Espera quatro horas. E lá consegue ser atendido (um dia perdido de trabalho). “E como é que eu posso fazer? Posso tentar inscrevê-la noutras escolas? Quais é que ainda têm vagas?” Respostas? Por ordem: “Não sei.” “Pode, mas a resposta não vai ser a que quer ouvir.” “Não lhe posso dizer.” E pergunta o pai, insistindo, desesperando: “Mas, se não me pode dizer, quem é que pode?” A resposta: ninguém. (Já vos disse que o site da DG está em baixo?)

O pai tenta, porque os pais tentam sempre tudo. Põe num papel, à mão, mais quatro escolas. “E quando é que me respondem? Quando é que posso saber alguma coisa?” A resposta: na DG vão ver, uma a uma, as reclamações e pedidos, ligando uma a uma às escolas para ver se alguma pode meter mais alguém. “Este é só o segundo dia, Agosto vai ser muito pior”, diz a senhora. “É possível que só saiba alguma coisa depois de as aulas começarem”, avisa ela. “Mas não a inscreva no Filipa, nessa já sabe que é impossível.” Impossível não. É Kafka. As escolas públicas não têm vagas, mas o Governo já deu o pré-escolar aos quatro anos, já deu mais intervalos aos professores e mais lugares nos quadros também.

Às famílias só interessa que as escolas sejam boas

Como é óbvio neste caso do D. Filipa de Lencastre às famílias só interessa que as escolas sejam boas.

Os vícios estão cá todos. Famílias que pagam uma avença mensal de 50 E para terem um encarregado de educação morador na área. Os funcionários públicos defensores da escola pública e da suposta igualdade, do Instituto Nacional de Estatística e do Ministério da Segurança Social arranjaram forma de estarem incluídos na zona afecta à escola.

Ontem em conversa com gente amiga moradora no bairro do Arco Cego afirmaram-me que se passa o mesmo com os filhos dos funcionários da Caixa Geral de Depósitos.

E assim se excluem os pobres que não têm dinheiro nem influências. Tudo o que é apontado como vícios da escola privada pode ser encontrado nesta escola pública . Boa escola, com bons resultados e bem classificada nos rankings cheia de alunos com bom nível de vida.

E é assim em todos os bairros onde há uma boa escola. As famílias procuram uma boa escola seja pública seja privada. A secretária de estado da educação que andou a fechar boas escolas em associação tem as duas filhas no selecto Colégio Alemão.

Quer que as filhas sejam bilingues para seguirem uma carreira internacional. Ora pois, honesto argumento que não se encaixa nas filhas dos outros que não têm dinheiro.

Nas boas escolas públicas não entram alunos pobres

Os moradores do Arco Cego onde está a boa escola pública Filipa de Lencastre, queixam-se que os seu filhos ficam de fora por falta de vagas.

Toda a gente sabe qual é o truque. Quem pode comprar uma morada ali no bairro compra. Quem tem um amigo morador no bairro pede-lhe a morada por empréstimo . Quem não tem dinheiro nem amigos endinheirados que morem ali no bairro chique, não entra.

E é assim por esta Lisboa como será em todo o país. Numa boa escola pública não entra filho de pobre. E, é claro, que as boas escolas privadas estão cheias de alunos ricos e remediados. Mas há solução. Fechem-se as más escolas e apoiem-se as boas. Públicas ou privadas.

Se o discurso oficial colasse à realidade - escola pública dá oportunidades iguais para todos - só existiriam boas escolas mas, como se vê na notícia do Público, a realidade é bem diferente . A escola pública em Portugal ajuda a eternizar as desigualdades, não é um factor de justiça social e muito menos um ascensor social .

Na Educação, há muito prisioneira dos sindicatos comunistas, a ideologia prevalece e não tem em conta o interesse dos alunos.

Moro aqui neste recanto de Lisboa há 40 anos e sempre foi assim. Os alunos que vivem nas barracas ou nos bairros sociais frequentam as más escolas existentes .

Os restantes frequentam as boas escolas públicas aqui ao redor ou pagam os bons colégios privados.

É assim não é de outra maneira. A secretária de Estado que andou a fechar as boas escolas em associação tem as duas filhas no caro colégio alemão.

 

Fechar boas escolas é um crime sejam públicas sejam privadas

Dezasseis mil famílias com a vida virada do avesso e 2 000 profissionais no desemprego por puro capricho ideológico....

"na esmagadora maioria dos casos, a nível local, os partidos que suportam o governo reconhecem que são decisões iníquas e que não serviram seguramente as populações".

"O senhor primeiro-ministro, em várias ocasiões, proferiu afirmações públicas de que encontraria soluções alternativas ao problema que estava a ser criado a estas instituições", afirmou, lembrando que estes colégios funcionam, a nível local, como grandes empregadores."Segundo o 'vice' social-democrata, até hoje essas soluções "não aconteceram".

Para os alunos e suas famílias não há escolas públicas e escolas privadas. Há boas e más escolas. O estado deve financiar as boas e fechar as más. Tudo o resto é ideologia que tem como objectivo manter a escola pública nas mãos do ministério e dos sindicatos comunistas.

Há tanta escola má que precisa de atenção e meios que não se percebe porque o governo se preocupa em fechar as escolas que as famílias escolheram.

 

Os efeitos do menor défice na saúde e na educação

Foi à custa de cativações de verbas que não chegaram aos serviços do estado que se passou para além da europa . E à custa do corte no investimento.

As escolas a meter chuva e frio com os alunos e pais à porta a exigirem mais pessoal é um efeito de curto prazo .O Nogueira da Frenprof não pia .

Morrer um bébé na Guarda com a mãe a esperar uma hora e meia para ser atendida por um médico também é um efeito de curto prazo das cativações para o défice. Seis horas na urgência passou a ser historicamente razoável . Mas a austeridade parou, virou-se a página segundo a narrativa pós-verdade .

Com o corte do investimento a economia é poucochinha, a dívida não para de crescer e os juros são insuportáveis e com tendência a aumentar . São os efeitos a longo prazo .

Enquanto o povo sofre com a nova austeridade vai-se falando na CAIXA para se desviarem as atenções . Os que têm emprego e pensões exigem ( pertencem ao estado) os desempregados (pertencem ao privado) vão sofrendo com a nova austeridade.

A "festa" na Educação não chegou aos prédios/escolas degradados (mas fecharam-se boas escolas privadas) . E a pressa na devolução de rendimentos dos funcionários públicos atinge os doentes, as crianças e os idosos .

Morreu um bébé no Hospital da Guarda por falta de assistência mas, agora , a culpa não é das cativações de verbas nem da austeridade . Porque essas ou acabaram ou nunca existiram .

 

 

Cuidado Dr. Costa continua a chover no molhado

As cativações deste governo puseram as escolas à chuva, a Saúde sem médicos e enfermeiros e degradaram os serviços públicos. Ver alunos com mantas para se defenderem do frio é letal para qualquer governo e mandar as culpas para os governos anteriores só mostra que este governo ao fim de um ano de governação não tem resultados para mostrar.

E aquela imagem do médico a dar consultas de chapéu de chuva também já não se esquece com a desculpa habitual de que a culpa é dos governos anteriores.

Segundo o primeiro-ministro, a Alexandre Herculano e mais 38 escolas tinham obras adjudicadas em 2011, que "foram anuladas quando o dr. Pedro Passos Coelho chegou ao Governo". Ora aqui estava uma excelente oportunidade para o actual Governo fazer o que mais gosta: reverter medidas do anterior Executivo. Mas desta vez esqueceram-se. E esqueceram-se porquê? Porque o garrote que Costa impôs às despesas no Estado obrigou a fechar os olhos às carências brutais com que na saúde, na educação, nas prisões e noutros serviços públicos, médicos, enfermeiros, doentes, professores, alunos, funcionários, tiveram de se aguentar neste primeiro ano da imaginativa geringonça.

Cuidado Dr. Costa após um ano de governação as vozes da esquerda calaram-se e continua a chover no molhado . Maus sinais .

A escola pública acentua a desigualdade

As leituras "perversas" que os rankings permitem, segundo a Fenprof, deixariam de existir se a realidade fosse outra. Se as escolas públicas mostrassem a superioridade que as privadas confirmam ano após ano. Mas que ninguém duvide se lhes for permitido a Fenprof acaba com os rankings .

A série já conseguida de rankings durante vários anos, dá uma leitura que aperfeiçoa as inevitáveis fragilidades , como acontece aliás, com todas as séries nas avaliações. Não é possível as melhores escolas serem sempre as melhores classificadas se não fossem mesmo as melhores. E o mesmo se passa com as piores que, deveriam receber por parte do estado uma atenção que não têm.

É que os rankings arrasam, ano após ano, este sistema de ensino onde a desigualdade se mantém e acentua .Às boas escolas públicas só têm acesso os alunos que vivem ali por perto ou que arranjam forma de ter lá morada. Os outros batem sempre com o nariz na porta de escolas lotadas e, o seu inevitável destino é a má escola pública. Quem pode (tem dinheiro) escolhe uma boa escola privada. E, assim, se perpetua a desigualdade.

Mas se ao Estado competisse financiar as boas escolas públicas ou privadas, a desigualdade desaparecia paulatinamente, porque as más escolas fechavam inevitavelmente por falta de alunos.

Só há uma forma de diminuir a desigualdade entre os alunos. Que todas as escolas, públicas e privadas sejam boas. E só serão boas se fecharem as más escolas ou as aperfeiçoarem com novos modelos de organização e gestão. O resto é treta de sindicalista preocupado com ideologias "perversas" que prejudicam os alunos.

 

 

Pois não, as escolas públicas perdem

António Costa perante os resultados ( mais uma vez) diz que não se podem comparar as escolas públicas com as escolas privadas . Claro que podem e devem ser comparadas, única forma de melhorar a qualidade de todas e de dar indicações às famílias. O que não se pode é fechar as boas escolas sejam elas públicas ou privadas. E o PM vai mais longe :

"Sabermos em que escolas se concentram os melhores alunos não é o essencial, o essencial é saber quais são as escolas que permitem a qualquer criança progredir mais relativamente à bagagem que trazia de casa", esclareceu, adiantando que a missão da escola pública é "vencer a desigualdade".

"Qualquer criança que nasça em Portugal, seja em que família for, seja em que condições socioeconómicas forem, seja em que ponto do país for, tem de dispor das mesmas igualdades de oportunidades", disse.

Ora, o que António Costa não disse, é porque aqueles objectivos não podem ser alcançados com escolas de propriedade ou gestão privadas, como acontece em muitos outros sectores, como na saúde ( em que afirmou ontem que as PPP são para continuar). No interesse dos alunos, não há uma única razão para que as escolas financiadas com o dinheiro dos contribuintes sejam de propriedade e gestão públicas. Mas há uma razão ideológica . As escolas públicas são comandadas pelos sindicatos comunistas e transformadas em organizações que defendem unicamente o interesse ideológico e partidário . Paralelamente, vai-se fazendo a cabeça das crianças com a ideologia correcta. A dos burocratas que enchem os gabinetes do ministério.

António Costa falou esta semana em descentralização como sendo um objectivo estratégico para o governo em 2017. Podia começar pelas escolas entregando-as aos poderes locais, próximos dos problemas e das famílias. Só o fará se tiver coragem de enfrentar o ministro da educação que exerce há 30 anos. Mário Nogueira.

 

Ranking das escolas - a evolução tem sido constante nos últimos três anos

Deve ser uma coincidência esta evolução positiva tanto nas escolas públicas como nas privadas. E durante o mandato de Nuno Crato o tal que os sindicalistas odiavam .

A hegemonia do setor particular e cooperativo nestes rankings volta a confirmar-se e a acentuar-se. Pelo nono ano consecutivo, não há escolas públicas nas 10 primeiras. A última a consegui-lo, no ano de 2013, foi a Escola Básica e Secundária Monte da Ola, em Viana do Castelo, que então alcançou um sensacional 9º lugar na lista geral.

Depois do "desastre" de 2013 - ano em que apenas cerca de 30% das escolas nacionais conseguiram atingir ou superar essa média -, a evolução tem sido constante nos últimos três anos. Desta vez, entre 621 estabelecimentos analisados, apenas 98 ficam abaixo dessa bitola, naquele que será um dos melhores resultados globais de sempre. As classificações mais altas também evoluíram.

Entretanto o actual ministério anda a fechar boas escolas privadas de braço dado com a Fenprof

A escola pública em que os professores não acreditam

Se os próprios professores não acreditam na escola pública que razões terão os pais, os alunos e a sociedade pagante para acreditar ? 

"Se fosse uma empresa, provavelmente a escola estaria a abrir falência, mas como não pode fechar para balanço tornou-se um quebra-cabeças impossível, sobretudo quando não há nem consensos políticos, nem dinheiro. Por isso é a escola que temos, e, graças ao esforço de muitos professores, garante o sucesso académico de muitos. Ótimo. Mas poupem-nos por favor à demagogia, e não nos peçam para acreditar numa escola em que os próprios professores não acreditam e onde trabalham a contragosto, usando a pouca energia que lhes sobra para manifestações em favor do modelo de escola que os faz infelizes. Se calhar as palavras de ordem têm de ser repensadas."

"Quase 91% dos professores dizem que a comunicação social contribuiu para o desprestígio da profissão. Primeiro espantei-me (é raro o jornalista que não tenha uma avó, mãe ou irmã professora e alinhe pelas suas queixas), mas depois fez-se luz. Os media dão, de facto, demasiado tempo de antena a Mário Nogueira. E ninguém dúvida do efeito das suas declarações na opinião pública. Bem visto."