Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

Colégios privados financiados têm melhores resultados do que a escola pública

O que o ministro da educação está a fazer é fechar as melhores escolas para os alunos. Se isto é uma boa medida vou ali e já venho. O estudo é do Conselho Nacional da Educação. Os colégios privados nas mesmas condições sociais e económicas dos alunos das escolas públicas apresentam melhores resultados .

As escolas privadas financiadas pelo Estado, refere-se no estudo do aQeduto, “tendem a não ser elitistas, ou seja, recebem alunos de estratos socioeconómicos similares aos das escolas públicas”. 

“Há uma tendência generalizada para que as escolas privadas com financiamento do Estado tenham resultados acima dos da escola pública, apesar de operarem em meios sociais similares". Esta é uma das conclusões do novo estudo do projecto aQeduto, que será apresentado na próxima segunda-feira, dia 27.

É claro que estes estudos não interessam o que verdadeiramente interessa é a ideologia dos que querem controlar o ensino. E o sindicalismo que vive desse controlo. Pensem nos alunos e perceberão que as coisas são bastante simples.

Um concurso excepcional quando nenhum facto excepcional ocorreu

Ao abrir um concurso excepcional quando nenhum facto excepcional ocorreu o ministério da Educação cede em toda a linha na sua argumentação e reforça a dos colégios. Tendo sido aberto concurso normal em 2015 só em 2018 haveria lugar a concurso normal daí o subterfúgio encontrado pelo governo. Concurso excepcional.

Segundo as normas aplicáveis ao caso, o concurso para abertura de turmas de início de ciclo com contrato de associação deve acontecer de três em três anos. Se o último teve lugar em 2015, o próximo deverá acontecer em 2018. Quer dizer: o concurso de 2015 contempla já, necessariamente, aberturas de ciclo nos anos lectivos de 2015/2016, 2016/2017 e 2017/2018. Mas porquê essa cadência trienal? Porque se entendeu que a estabilidade que interessa assegurar em matéria de organização educativa ficava melhor servida assim do que se todos os anos houvesse que recomeçar. Acautela-se, além disso, que uma turma financiada em início de ciclo continuará a sê-lo até ao fim do mesmo: se é do 5º ano, o contrato abrange também o 6º; se for do 7º ano, ele irá até ao 9º; se é do 10º, permite igualmente os dois anos de continuidade.

Uma guerra aberta pelo governo no tempo errado mas PCP e BE assim o exigem.

Colégios privados vão aceitar alunos sem cobrar

São cerca de 30 000 alunos que vão frequentar as suas escolas pagando apenas o que estiver ao alcance das suas famílias. Entretanto as acções correm nos tribunais. É uma chapada de luva branca.

Com a ajuda conjunta das famílias, dos proprietários dos colégios e das comunidades locais é possível manter bons colégios a prestar bons serviços públicos. E são os alunos os mais favorecidos. Uma boa gestão dos meios trará poupanças significativas. E terminam com actividades extra curriculares menos importantes.

E as más escolas públicas que famílias e alunos rejeitam vão continuar com salas vazias. O povo é difícil de vergar quando se trata de assuntos que têm a ver com os interesses das famílias e da sua terra natal.  Não faltarão imaginação, determinação e capacidade de sacrifício. Bem vistas as coisas a vida sempre lhes exigiu isso mesmo.

 

A autonomia e proximidade da escola privada são amigas de professores e alunos

A inovação, a mudança, a comparação entre modelos distintos de gestão. Na escola privada há mais flexibilidade e mais proximidade o que leva a uma maior autonomia. Ao contrário a escola pública depende da burocracia do ministério, mastodonte, e dos interesses corporativos dos sindicatos.

É por isso que as ideias amigas dos alunos e dos professores nascem nas escolas privadas.

Com o fim dos exames nacionais no final de cada ciclo de ensino, que foi decidido pelo atual governo, a AEEP considerou que seria desejável manter uma avaliação e daí a ideia destas provas. Propôs então ao IAVE que elas pudessem ser feitas online, uma vez que isso simplifica tudo: elimina os custos com o papel, a recolha e transporte das provas e torna a sua correção muito mais simples.

Hélder de Sousa, presidente do IAVE, afirma que a experiência pode no futuro ser estendida às escolas públicas, e "numa primeira fase, às provas de aferição".

Como se sabe uma das bandeiras dos sindicatos foi sempre impedir a avaliação de professores e alunos.

Escola há só uma a minha e mais nenhuma

Trinta e seis mil pessoas na manifestação em frente da Assembleia da República. A minha escola, ponto. O que o Tiago ministro e a Alexandra Secretária de Estado ainda não perceberam, ou melhor estão a perceber agora, é que os colégios em associação são muito mais que uma escola financiada. São famílias, alunos, economia local e vidas de cidadãos em terras onde as opções são poucas ou nenhumas.

Nascida e criada em Riba de Ave, diz que a terra “é um meio difícil” e que “nada mudou” nos últimos 32 anos, quando ela própria estudou no Externato Delfim Ferreira. Ou seja, a indústria não existe, o emprego escasseia e a escola pública que lá existe “não tem qualidade”. A melhor alternativa da rede de escolas do Estado, diz, fica a 12 quilómetros. “Eu vou mandar uma criança de nove anos para Famalicão? Não há rede de transportes”, queixa-se.

Ângela Ribeiro, professora daquele externato, podia ter mandado a filha para uma escola do Estado existente “mesmo ao lado” da sua casa. Mas decidiu matriculá-la num colégio com contrato de associação a 30 quilómetros. “Faço 60 quilómetros por dia por minha livre escolha”, diz ao Observador, antes de se manifestar “ultrajada” pela intenção do Ministério da Educação, que quer cortar o financiamento público a turmas destes colégios privados — a maioria dos quais se encontram em zonas onde até há poucos anos não existia oferta de escolas estatais.

Sentença de morte para escolas e empresas locais

Uma das professoras de uma das escolas em associação lamenta :  “estamos de rastos porque pensávamos que haveria espaço para algum diálogo”. “São projetos de vida que tem de se reestruturar — não sei ainda em que base –, são professores que ficam no desemprego, empresas, pessoas e comércio que trabalham à volta destas escolas — muitas delas nasceram à volta destas escolas — e que hoje viram uma sentença de morte”, disse, acrescentando que o primeiro-ministro “tem de estar muito preocupado”. “Foi eleito para representar a democracia. E isto não é democracia.”

Esta medida vai deixar profundos problemas sociais e económicos bem maiores do que a pretensa duplicação de custos argumentada. Tudo para reforçar o centralismo no ministério da educação e reforçar os sindicatos. Ontem ouvi uma secretária de estado da educação durante uma hora que nunca se referiu aos alunos . Se houvesse dúvidas a senhora tirou-as aos mais resistentes.

Não há um único país na UE onde a rede de ensino público não conviva com o público e o privado na prestação do serviço público.

Mais uma vez devemos ser nós que temos razão. Como a loura na autoestrada que via uns doidos a andarem em sentido contrário .

E se as famílias continuarem a matricular os filhos nos colégios privados ?

Os colégios em associação são em muitos casos para além do ensino um dos principais motores da economia das regiões onde se encontram. E se famílias, professores, economia local e autoridades autárquicas se juntarem para manter os colégios em pleno deixando a escola pública meio vazia ? Como sempre esteve ?

Só em subsídios de desemprego o estado pagará mais que os 30 milhões que poupará com o encerramento das turmas. Sem este argumento economicista o ministério da educação agarra-se a quê?

O povo português tem dado ao longa da história várias lições de dignidade e rebeldia em relação ao poder central. Talvez, qual boomerang, este burra decisão que fecha boas escolas desejadas pelos alunos, aterre em plena 5 de Outubro na cabeça dos burocratas do ministério.

Não por acaso esta ideia apareceu hoje na imprensa e, eu, devo confessar, pensei nela desde o primeiro minuto.  Em 2017 temos as autárquicas e os cidadãos destas localidades não esquecerão o fecho das escolas e a prepotente decisão das esquerdas radicais.

A humilhação da escola pública estatal

Do que se trata é que em várias localidades com uma escola pública estatal e outra privada com contrato as famílias escolhem maioritariamente a segunda. Para preencher a tal escola que famílias e alunos não querem o ministério da Educação obriga-os a frequentá-la. É uma enorme humilhação para a escola pública estatal.

Em primeiro diziam que a factura a pagar pelo estado era a dobrar agora já dizem que os professores e funcionários das escolas a fechar terão lugar nas escolas a encher. Perceberam que o argumento economicista da questão era difícil de tornear. Resta a questão ideológica soviética. Não interessa a qualidade do ensino prestado, interessa que o ensino público se torne num monopólio controlado pelo PCP. 

É uma marca do comunismo apropriar-se do estado. Desta vez e graças a António Costa foi a Educação e os transportes públicos.

Em contrapartida a Frenprof deixou de se manifestar, vai avaliar o ministro trimestralmente e o PCP deixou de se ouvir no ataque à UE deixando ao BE essa tarefa.

Nem sequer percebem que se propõem fechar boas escolas voluntariamente procuradas pelos alunos e continuarem a financiar más escolas que os alunos rejeitam. É essa a questão central e obrigar os alunos a frequentar escolas que rejeitam é uma enorme humilhação para essas escolas.

 

Acabem com a escola estatal monopolista

Os interesses estranhos ao interesse nacional de que fala Passos Coelho são os interesses de Mário Nogueira e da FENPROF.

E a este propósito é bom que se tenha presente que no índex da liberdade de escolha em educação, em 136 países avaliados, Portugal ocupa o 46.o lugar. Desses 136 países, só três proíbem o ensino privado. Este índex resulta de um estudo da OIDL (Organização Internacional para o Direito à Educação e Liberdade de Escolha) com base em quatro critérios. E os países que lideram este índex são a Irlanda, Holanda, Bélgica, Malta, Dinamarca, Reino Unido, Finlândia, Eslováquia e Espanha. Fora da Europa, nos primeiros lugares só figura o Chile, na sétima posição. Na Europa, só a Bulgária, Croácia e Grécia não dão financiamento ao ensino privado. E, já agora, é digno de destaque que só Cuba, Gâmbia e Líbia proíbem escolas privadas. Estes exemplos são claros e demonstrativos do que andam o governo e os seus parceiros a fazer. Muito pela negativa. Só nos resta esperar que o Presidente da República ponha ordem nesta aventura radical, irracional, onde o Estado está, de má-fé e a pretexto de meros interesses ideológicos e sindicais, a pôr em causa interesses nacionais numa área tão sensível como é a política pública de educação.

Na Holanda 70% das escolas têm contrato com o estado

Em Portugal andam à volta do 1% e até com tão baixa percentagem querem acabar. Mais uma vez devemos ser nós, alegretes e pobretes, quem tem razão. A Holanda, a Alemanha, a Finlândia e outros que tais, que consagram o direito à liberdade de escolha, não têm razão nenhuma. Como é habitual.

Os pais de crianças em escolas privadas “são tão contribuintes como os outros e também financiam as escolas estatais”. ”E estas últimas – que são de nós todos – deverão atender ao que os pais pretendem para os seus filhos, em termos de valores a transmitir”.

Não, para o jovem soviético, pobre é pobre e nem pensar deixar de ser pobre. Sem os pobres, que não têm outro remédio do que frequentar a escola do Estado, os partidos de esquerda deixavam de mamar votos nas eleições. Sem a escola pública para pobres, os professores deixavam de alimentar a FENPROF do Nogueira e o Estado lá perdia uma mão-cheia de funcionários públicos que dão votos aos partidos de esquerda, que não vivem sem pobres e sem a escola pública para pobres. Remédio santo seria mesmo acabar com a escola pública. Com o dinheiro que se gasta com o monstro da Educação davam-se cheques aos pais para escolherem livremente a escola para os filhos.