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BandaLarga

as autoestradas da informação

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PS e PSD à conquista do centro

É ao centro que se ganham eleições . Para isso PS tem que se afastar da extrema esquerda e o PSD da extrema direita. É o que ambos estão a fazer.

Neste momento, o que ambos os líderes estão a fazer é política, cálculos, a desenhar cenários e a tentar fazer crescer os respetivos campos. O PS comanda à esquerda. O PSD tem o mesmo poder à direita. Resta ver como, neste jogo de sombras e habilidade, conseguem dividir o centro. É nisso que estão, porque não se descortina nenhuma terceira via. Só mais à frente, nas urnas, se saberá quem ganhou e perdeu.

 

Já vamos em duas décadas perdidas

Mas agora o que interessa são as eleições em 2019 e o orçamento de 2018 é disso que trata.

Desde o início do século estagnámos, quando não divergimos, na comparação com a média da União Europeia. Ao nosso lado, uma série de países do Leste já nos passaram no rendimento per capita e outros preparam-se para o fazer. A nossa produtividade continua uma miséria, não descola da zona dos 75% da média comunitária e só os mais distraídos ou demagógicos podem depois reclamar pelos baixos salários que recebemos. O que é que queriam, com esta produtividade?

Continuamos a empurrar as reformas que podem fazer a diferença com a barriga, depois logo se vê de quem é a culpa que, aliás, morre solteira.

Em 27 há apenas 7 governos socialistas

Ia ser o fim da zona euro com as eleições que ocorreram nos últimos dois anos. Na Alemanha e na França agora é que a extrema direita ía para o poder. Não foi. Pelo contrário muito longe disso.

Curiosamente, ou talvez não, a extrema direita, quanto à Europa, defende muita coisa que também é bandeira da extrema esquerda. A revogação do Tratado Orçamental, a saída do euro, a renegociação da dívida, o regresso ao nacionalismo.

Bem pelo contrário, são os partidos pró-europa e pró-zona euro que ganham eleições e governam. Aliás, não poderia ser de outra forma quando 70% dos europeus são pró-europa.

O que compromete é o abanão dos convencionais partidos socialistas que vão descendo nos rankings em direcção à sua extinção como já aconteceu, aliás, com os partidos comunistas.

E, assim, vão aparecendo os Blocos de Esquerda que também dão pelo nome de PODEMOS, Syrisa e ouros que tais. E, como sempre acontece, carrega na extrema esquerda, também carrega na extrema direita, balançando o sistema. 

Como fiel da balança continuam os partidos democráticos, ocidentais pró - europa e de economia social de mercado .

Foi o que aconteceu agora na Alemanha e já acontecera na França. Enquanto a Europa for o espaço do estado social, do estado de direito e da livre iniciativa bem podem continuar a gritar que vem lá o lobo.

Europa direita direita% de votos, eleições de 2017
Le Pen / França 21,3%
PVV / Holanda 13,1%
AfD / Alemanha 12,6%
UKIP / Reino Unido 1,8%

 

 

Na Holanda ganhou a Europa

No auge da crise o partido da extrema direita na Holanda chegou a juntar 37% das intenções dos votos. Hoje nas eleições legislativas ficou-se pelos 12% sendo que votaram mais de 80% dos holandeses.

O povo holandês, com esta magnifica participação quis mostrar que é esmagadoramente a favor da União Europeia . Os partidos mais votados são pró-União Europeia .

Qual será o efeito vaso comunicante com as eleições próximas noutros países europeus ?

Na Alemanha o primeiro lugar está a ser disputado pela democrata cristã Merkel e pelo social democrata Martin Schultz ambos pró-europeus. Não haverá surpresas embora em democracia seja realmente o povo que vota e vota sempre bem. Em ditadura é que não.

Na França, a extrema direita, muito tempo dada como favorita, já foi ultrapassada pelo independente, ex-ministro socialista, Emmanuel Macron. Mesmo que Le Pen fosse a mais votada não conseguiria formar governo com apoio maioritário na Assembleia da República. Mas seria sempre um golpe profundo .

Tudo aponta para que os países continuem a ser governados por governos pró-União Europeia, numa altura em que a crise ainda não está definitivamente para trás. Com a economia a crescer e o emprego a recuperar estamos a iniciar um novo ciclo na Europa.

Com toda a experiência da dura prova dos últimos anos. É extraordinário prolongar um período de 70 anos em paz, e muitos milhões de pessoas ter uma qualidade de vida como nunca se viu .

Vender ilusões e fracassos oferecendo o que não se pode dar é muito mais fácil. É o que fazem as extremas seja a direita seja a esquerda.

holanda.jpg

 

 

 

 

 

Sem o BCE estaríamos à beira de novo resgate

Até agora foi a fase das medidas fáceis, a partir de agora PCP e BE são um escolho para o governo . A tentação para o PS ir para eleições é grande, este é o melhor momento . Vale a pena para ser o partido mais votado na Assembleia embora sem maioria absoluta ? A ansiedade de Catarina Martins sobre o tema é bem evidente .

É das coisas mais estranhas ver o Governo mais à esquerda que tivemos ser aquele que mais sacrificou o investimento público. Outra contrapartida foi o aumento de impostos, nomeadamente os indiretos. Por último, houve alguma ginástica orçamental — que todos os governos fazem — que permitiu superar 2016, mas vai tornar mais difícil 2017”, avisa o economista.

Depois da polémica da Taxa Social Única, ficou claro, na opinião de Vítor Bento, que quando se fala nos apoios ao governo socialista por parte dos partidos mais pequenos, este “cenário de instabilidade dificilmente poderá perdurar” porque “implicará um desgaste para o próprio Governo”.

Santana Lopes em campanha para a câmara de Lisboa

campanha está a desenvolver-se à frente de todos. Agora já não há dúvidas que o PSD está todo com Santana Lopes. É preciso ver como se comportam as sondagens. Se forem simpáticas o nome está lançado e o próprio aceitará.

O Presidente da Câmara - um tal de Medina - que não ganhou nenhuma eleição, anda a lançar obras por toda a cidade. Sim, também está em campanha. O PS também anda a analisar as sondagens mas é mais difícil não apoiar o presidente em exercício.

Cristas já fez o seu trabalho. Está disponível e obrigou o PSD a definir-se. Se a direita não ganhar a culpa é toda do partido social-democrata.

É, claro, que Santana Lopes não tem pressa, é Provedor da Misericórdia, uma instituição com braços compridos que chega longe e a muitos lugares mesmo a nível nacional. Se o Presidente da Câmara em exercício pode apresentar obra o Provedor não pode menos. Com a vantagem de não ter que dar uns nós cegos no trânsito da cidade e chatear os Lisboetas votantes. Com estas trapalhadas, a última das quais no concurso para adjudicação da obra mais emblemática, todos se vão lembrar do túnel do Marquês. Feio mas útil.

Daí a Santana Lopes é um atalho.

 

Podemos é o grande derrotado em Espanha

As sondagens e a comunicação social fizeram tudo para que o PODEMOS chegasse ao 2º lugar ultrapassando o PSOE. Não só não conseguiu como baixou muito no score que se fixou à volta dos 13%. O PP ganha com 32,5% mas sem maioria absoluta. Está tudo novamente nas mãos  dos dois grandes partidos Espanhóis. PP e PSOE.

Um governo PP com apoio parlamentar do PSOE é possível já que PODEMOS e PSOE não fazem maioria parlamentar. PP e CIUDADANOS estão, com 90% dos votos contados, a 9 deputados para chegarem à maioria absoluta. Alguma coisa em aberto ainda.

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A Irlanda não quer ser como Portugal

Face à instabilidade da actual posição política que sustenta o governo e ao aumento das taxas de juro da dívida que já tocaram nos 4,5%, o actual ministro Irlandês e candidato nas próximas eleições a novo mandato diz que " não queremos ser como Portugal ".

A legislatura de Enda Kenny foi marcada pela intervenção da troika. Aliás há já vários olhares sobre Irlanda, tendo em conta o que aconteceu em Portugal, mas também em Espanha que, embora não tenha sido resgatada financeiramente, sofreu uma crise económica. E o desfecho nas eleições tanto em Portugal como em Espanha acabou por ser o mesmo. Os partidos no poder - em Portugal liderado pelo PSD e em Espanha pelo PP - venceram as eleições, mas sem maioria.

Irlanda é, por estes dias, por isso, foco de vários olhares, até dos investidores. "As eleições de 2015 no sul da Europa produziram surpresas significativas e uma situação política confusa", assumiu, anteriormente, Jens Peter Sorensen, analista do Danske Bank. "As eleições na Irlanda podem produzir um resultado semelhante", contribuindo para uma volatilidade "de curto prazo" nas obrigações do tesouro do país.

A descentralização é a base da reforma do estado

Reformar o estado é, antes de tudo, descentralizar. Vai, pois, no bom caminho esta decisão do governo. Agora vamos ter que ver quais são as competências e os meios financeiros, de recursos humanos e técnicos que a acompanham.

O plano de descentralização do Governo hoje anunciado prevê a eleição dos presidentes das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto por voto direto dos cidadãos, realizando-se em simultâneo com as eleições autárquicas de 2017. E após a conclusão do plano de descentralização do Governo, as atuais comissões de coordenação de desenvolvimento regional (CCDR) terão os seus poderes revistos e serão eleitas a partir de 2017 por voto indireto.

Ou seja, de acordo com o membro do executivo, as CCDR serão eleitas por voto dos representantes das câmaras e das assembleias municipais das respetivas áreas territoriais.

A Educação é que, por aquilo que constatamos, não descentraliza. O respectivo ministério está a voltar a ser o ministério dos professores e dos sindicatos . E do sindicalista Nogueira que não disfarça o gozo.

 

De segunda escolha

A verdade é que os candidatos do PS de primeira escolha foram António Guterres e António Vitorino. Não aceitaram serem candidatos a presidente da república. Só na sua ausência é que avançaram Sampaio da Nóvoa e Maria de Belém.

É difícil perceber que dois políticos com a carreira de Guterres e Vitorino não olhem para a presidência da República como um final feliz. Outras razões haverá.

Percebe-se que Sampaio da Nóvoa apareceu para dar a cobertura necessária à formula de governo de António Costa. Com PCP e BE.  E essa intenção foi tão evidente que Maria de Belém apareceu do nada para ser a representante do PS que se opõe à coligação à esquerda .

Só quem não quer perceber é que não vê que há uma bomba relógio dentro do PS que pode implodir o partido a qualquer momento. O PCP mostra-o todos os dias ao país pela boca de Jerónimo Sousa. E agora avança a CGTP com uma greve nacional reivindicando para já a reposição das 35 horas. A pressão sobre o PS será em crescendo. Veja-se o que se passou na Educação em que pela primeira vez em décadas o Nogueira da Frenprof elogia o ministro. Literalmente o beijo de Judas.

Não podem pois, os candidatos da área do PS, olhar para os outros candidatos como subalternos nesta disputa. Se há candidatos de segunda são eles mesmos. Não passam de instrumentos necessários na guerra surda que se trava dentro do PS.

Usar a Presidência da República para resolver os problemas internos do PS é o limite abaixo do qual a política partidária perde o pouco que lhe resta de legitimidade . Já que em termos de dignidade os candidatos não se mostraram nem pouco mais ou menos, apoucados.