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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Lançar a pedra, esconder a mão, assobiar para o lado, e fingir que nada foi

O artigo de hoje: Lançar a pedra, esconder a mão, assobiar para o lado, e fingir que nada foi.

O partido do Sr. Farage, Partido Pela Independência do Reino Unido, o maior defensor e precursor da saída do RU da União Europeia, e que ao longo de várias eleições do passado recente, apresentava crescentes e significativas votações, não conseguiu eleger nem um único deputado esta semana.

E a comunicação social, nem uma palavra ainda publicou sobre isto.

Então não deveria o povo britânico, agora mais do que nunca, dar o seu voto aqueles que andaram a convencer os eleitores para votarem na saída da UE? Não deveriam ser esses defensores do Brexit a ter que assumir agora a condução dos destinos da nação e também os custos dessa saída?

O Sr Farage, e mais uns tantos do seu séquito, no qual também incluo a hipócrita Theresa May, (que na sombra também sempre manobrou a favor da saída da UE), que andaram anos a lutar contra a UE, e a prometer um melhor futuro, ao povo britânico, e a garantir-lhes que iriam ficar muitíssimo melhor saindo da UE do que mantendo-se dentro, simplesmente desapareceu de cena, para parte incerta. Nem uma simples palavra mais lhes ouvimos sobre a saída da UE, nem sobre o futuro que se adivinha para o RU.

É o que se chama lançar a pedra, acertar na vítima, esconder a mão, assobiar para o lado, fingir que nada têm com o que aconteceu, e se possível ainda atiram as culpas para cima de outros.

Uma coisa começa a ser cada vez mais evidente: o povo britânico, já se apercebeu que foram enganados, e deixados à sua sorte. E se houvesse novo referendo, o sim à UE ganharia com toda a certeza.

A ansiedade de Catarina Martins

Eleições antecipadas agora seriam um desastre diz Catarina Martins mostrando bem a sua ansiedade perante um cenário que tanto teme. Mas são cada vez mais as vozes que se erguem dizendo que o que o governo consegue é poucochinho, a economia não cresce o suficiente para pagar a dívida que continua a crescer, conter as taxas de juro demasiado altas, conseguir investimento. Em 2017 tem que ser o ano do investimento como se a doce Catarina tivesse alguma influência em tal área. E a ter é negativa .

 Camilo Lourenço : O artigo de hoje: A "geringonça" corre perigo de vida devido aos arrufos provocados pela baixa da TSU? Não. O assunto fez aumentar a tensão entre os dois partidos mas nem PCP nem Bloco de Esquerda morrem de amores por eleições agora (o PSD também não, mas por motivos diferentes). E a razão é simples: PCP e Bloco perderiam parte do apoio que receberam nas últimas eleições. O PCP vai disfarçando esse receio, mas o Bloco mostra um claro receio em relação a esse cenário. Isso mesmo ficou evidente na entrevista de Catarina Martins ao "Público", onde diz que convocar eleições agora "seria um tremendo erro".
O erro foi Catarina ter dito isso. Pôs a nu a fragilidade do seu partido perante o parceiro maior da coligação: o PS. E António Costa, que inventou a questão da TSU para testar as águas, deve ter ficado a rir-se da entrevista

 

Italêxit ? Os anti - Europa ganharam em Itália

O Primeiro-Ministro Italiano já reconheceu a derrota e prepara-se para apresentar a demissão ao Presidente da República. Se não for possível juntar uma maioria parlamentar haverá novas eleições legislativas. Se os partidos anti - Europa ganharem teremos um referendo sobre a adesão à União Europeia.

É, assim, a democracia, o povo é realmente quem mais ordena e, por isso, não haverá nenhum drama mesmo que o resultado seja um Italêxit . Já houve um Brêxit e a Europa continua .

Com estas ameaças  a União Europeia vai reforçar-se, flexibilizando e facilitando a solução dos problemas dos mais frágeis . Já o pode fazer porque muito foi já feito ao nível das finanças públicas e na consolidação dos bancos.

É necessário libertar investimento público e privado e por a economia a crescer, pois esta é a única via para pagar a dívida. E a dívida de Itália é das mais altas senão mesmo a mais alta. A nossa também anda no top 5 com a agravante de as taxas serem bem mais altas que as de Itália.  

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Candidato pró-Europa ganha na Áustria

O candidato da extrema-direita anti Europa perdeu as presidenciais na Áustria repetindo a derrota de há uns meses. É um resultado que pode ter efeito dominó na Europa. principalmente em Itália e na França bem como na Alemanha e para já equilibra a balança com o Brexit.

As eleições presidenciais na Áustria decorrem mais de sete meses depois da primeira votação, num processo longo e acidentado que exasperou os austríacos. As eleições então ganhas por Van der Bellen, por uma margem estreita, foram invalidadas pela justiça austríaca perante uma série de irregularidades na recontagem dos votos, que, no entanto, não afetavam o resultado nem implicavam manipulações.

A confirmar-se a vitória de Van der Bellen isso será motivo para satisfação na Europa, que temia a vitória de Hofer. Apesar de o cargo ser principalmente cerimonial, mas Hofer fez campanha numa plataforma anti-imigração, defendendo um eventual referendo para a Áustria sair da União Europeia (ao estilo do brexit).

Jorge Sampaio : não os ouçam eles votaram mal

Agora a preocupação são as eleições próximas na Europa. A extrema direita vai beneficiar com a vitória de Trump. Afinal o muro também se pode saltar em sentido contrário. Quem trouxe para o lado de cá do muro os partidos "fracturantes" agora começa a perceber que os eleitores e contribuintes não os querem cá.

Mas quando estávamos à espera que o grito de aviso fosse "ouçam-nos", o que ouvimos é que estão enganados.É preciso explicar-lhes, burros que são, qual é o verdadeiro sentido do voto.

Já escrevi inúmeras vezes e repito de novo: a Europa tem de saber fazer marcha-atrás quando percebe que está a ir contra uma parede. O Brexit pode ser uma oportunidade para alguma “desconstrução” da União Europeia, algo que Jorge Sampaio equipara a “destruição” mas que os eleitorados claramente desejam.

Lixo branco. “White trash”. Aqui chegámos. De uma forma ou outra, quem votou em Donald Trump não presta. São velhos. Incultos. Pobres. Vivem longe do cosmopolitismo dos centros urbanos. E, claro, são racistas. Machistas. Xenófobos. E por aí adiante.

Não aumenta salários em 2017 ano de eleições ?

António Costa dá uma entrevista em que o foco é dizer que em 2017, ano de eleições, não haverá aumentos na função pública. Só em 2018.

Isto é o maior sapo que PCP e BE vão ter que engolir e será uma das bandeiras da campanha eleitoral. Nós quisemos, fizemos tudo para que os funcionários públicos tivessem aumento mas o governo PS não deixou. E mostra também as dificuldades que um orçamento de um país em muito má situação, enfrenta .

Porque não aumentar os salários e manter as carreiras congeladas da função pública é desagradar à base de votantes dos partidos que compõem a geringonça. É o sinal mais forte que haverá desacordo entre eles e vai tornar a campanha desagradável para os companhons de route do governo.

António Costa não tinha nenhuma notícia para transmitir. Nem boa nem má. Saltou 2017 e falou em 2018. Como faz habitualmente torneando os problemas.

É que só o aumento de pensões como querem o PCP e o BE corresponde a um aumento de despesa de 400 milhões. Vai buscá-los onde se a economia vai crescer 1,3% tal como em 2016 ?

E a dívida não para de crescer . Porque deu a entrevista António Costa ?

Trump vai perder

A vantagem dos democratas consolida-se e há perturbação no campo republicano. Alguns dos estados que recorrentemente votam nos republicanos estão agora a inclinar-se para o campo democrata.
O site FiveThirtyEight calcula que há 78% de probabilidades de Clinton ganhar, o New York Times diz que é 87%. Trump, habitualmente confiante, parece acossado, e revolucionou a liderança da sua campanha pela segunda vez em dois meses. Mas a eleição ainda não está garantida para os democratas. Com os debates que se seguem é natural haver aproximação entre os candidatos.

Neste momento Clinton não precisa sequer dos indecisos.

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A governar para eleições

Quando a esmola é grande o pobre desconfia. Cá em Portugal sempre que o governo diz que governa para os pobres ficamos todos mais pobres. Governar para eleições desde o dia da tomada de posse.

E este é o momento em que o detalhe se torna um pormenor que faz uma enorme diferença. É a diferença entre quem governa a pensar mais em si do que no interesse nacional. A cada dia que passa, é este primeiro-ministro quem mais grita calado aquilo que todos temem desde o início - o PCP está tão comprometido com o governo do PS, como o próprio António Costa está comprometido com a candidatura presidencial de Maria de Belém.

Só pode esta louca sucessão de coisas agradáveis e populares ser, por conseguinte, interpretada à luz de quem está em campanha eleitoral. Esta legislatura simpática, que se desdobra em medidas sem opositores, é o próprio epitáfio de um governo tão fofinho, tão fofinho, que já tem os dias contados. Não se sabendo quantos dias são, está já Costa entregue à contagem de votos. E assim voltamos ao princípio.

 

Uma maioria à portuguesa em Espanha ?

Espanha é um grande país, o que lá acontece em termos políticos é muito relevante . Se o resultado das eleições de hoje for uma governação à portuguesa, podemos ter na Europa uma renovação de políticas à escala europeia. 

Depois de quatro anos passados de forte austeridade é capaz de estarem reunidas as condições para se entrar na fase seguinte . Um crescimento da economia mais forte e um maior equilíbrio das forças de poder europeias.

Uma maioria à portuguesa em Espanha seria a melhor notícia para a Europa. Quebraria de vez com a maioria do Partido Popular Europeu (a que pertencem em Portugal o PSD e o CDS, e na Alemanha a CDU de Angela Merkel) no seio do eurogrupo. Um dos maiores países da União Europeia, e quarta economia da zona euro, passaria da coluna da austeridade para os aliados de uma maior flexibilidade na gestão das despesas e das dívidas públicas do euro. Todas as economias do Sul do euro (à exceção talvez de Malta) passariam a estar do mesmo lado crítico em relação ao ordoliberalismo alemão. Em poucos meses, a Península Ibérica passaria do seguidismo ao Ministro Schäuble para uma posição autónoma e mais afirmativa dentro do euro. Acima de tudo, um governo ancorado à esquerda em Espanha permitira relançar a discussão política à escala europeia, que é o que nos tem faltado

O FMI já veio dizer que se foi longe demais com a inflexibilidade da dívida e do défice . 

 

Avante camarada, cairás maduro

O PCP veio a público apoiar o perdedor Nicolás Seguro que, na Venezuela, apanhou uma sova de todo o tamanho nas eleições  apesar de todas as ameaças. Começou com as aparições de Chavez até às aparições das prateleiras dos mercados sem pão, sem açúcar, sem leite, sem fruta...

A culpa, para além do preço do petróleo que os malandros imperialistas fizeram descer para 50 dólares, é a contra-revolução. Ora, como é óbvio, não há razão nenhuma fazer descer o preço do petróleo. Portugal, por exemplo, pode pagá-lo a 200 dólares não fosse estar nas mãos dos canalhas do PS. Internacionalismo proletário é o que falta ao PS para já não falar nos fascistas do PSD/CDS.

Por acaso, só por acaso, os camaradas angolanos andam de mão estendida a pedir dinheiro também eles anavalhados pelo imperialismo. Tudo gente séria que anda por aqui a comprar tudo o que mexe, a empurrar a economia, e a paga é dizerem que as crianças lá em Angola  morrem porque não há saneamento básico.

A contra-revolução mais uma vez corta o passo ao glorioso caminho da libertação dos povos. Mas por cada comunista que perde outro ganhará como mostra o férreo controlo que fazemos aqui ao governo do derrotado Costa. Se não fossemos nós, os ceguinhos nem sequer teriam percebido a oportunidade. Andam a ler mal a Constituição, é preciso a visão revolucionária que nunca terão.

Mas que não se enganem : é preciso educar os povos e, isso, é uma questão de tempo. Isto não será sempre assim.

Venceremos !