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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O Estado vai meter mil milhões na TAP

O Estado não tem mais nada para meter na TAP que não seja garantir junto dos mercados financeiros os empréstimos de que a companhia necessita.

Como, aliás, estão a fazer as outras companhias de transporte aéreo europeias, como é publicamente notório no caso da Alemanha com a Lufthansa.

Bem pode o ministro das infraestruturas gritar e ameaçar mas quando chegam os problemas de caixa ou de rotas a definir o Estado accionista, o que pode fazer é seguir de perto as prioridades estabelecidas.

Perante o curriculo do accionista privado e do seu envolvimento no negócio nos USA e no Brasil o Estado pode ajudar muito com a mutualização da dívida que tanto exige para si junto de Bruxelas.

É o seu papel como accionista. Tudo o resto é conversa fiada.

O dinheiro não está a chegar às empresas

Algumas vão fechar outras já fecharam e não voltam a abrir. Como seria de esperar a burocracia do Estado não é compatível com as necessidades de quem tem que pagar salários. A falência começa sempre pela Tesouraria.

A situação que o mundo enfrenta não é fácil e nenhum governo estava preparado para o que está a acontecer. Mas está muita coisa em jogo e é urgente que o dinheiro chegue às empresas e que, desta forma, seja possível manter os rendimentos das famílias e minimizar os estragos no tecido produtivo. A retoma da economia vai depender disto. A despesa que fizermos agora poderá ser, é certo, o imposto de amanhã. Mas também podemos afirmar, com elevado grau de certeza, que muita da despesa que ficar por fazer hoje terá como contrapartida menos receita fiscal no futuro.

O Estado mete o dinheiro nas empresas "certas "

As mesmas de sempre que se sentam à mesa do Orçamento.

Vista que está a forma como o Estado onera as empresas socorrendo-se delas para exercer o seu papel “protector” analisemos agora como o Estado “conserta” o problema que inflige a todas as empresas com o nobre intuito de relançar a economia. Começa aqui a nova ficção que mais não é do que a reedição dos programas financeiros de apoio ao investimento e quejandos. Isto é dinheiro para alguns mascarado de critérios de selecção de sectores, tipologias, pareceres, diagnósticos, etc., com uma finalidade única: a de canalizar dinheiro para as empresas “certas”, normalmente aquelas que já deveriam ter desaparecido há muito tempo, se não estivessem na rota “certa” da ajuda do Estado, acompanhadas pelos peritos “certos” que por sua vez aceitam os incentivos “certos” para que o nobre propósito de desperdício de dinheiros públicos se mantenha no nível “certo”.

A banca é uma bruxa já está a tratar de si mesma

O dinheiro tarda a chegar às empresas mas já está a chegar aos bancos. Dinheiro barato do BCE para responder à pandemia. E com isto, com dinheiro barato, ganham milhões emprestando-o às empresas sôfregas de liquidez.

Os bancos anteveem uma utilização da liquidez sobretudo para os dois fins referidos, mas também como alternativa ao crédito interbancário [em que os bancos se financiam junto de outros bancos] ou a outras operações de cedência de liquidez“, diz o inquérito realizado pelo Banco de Portugal. E também “para a aquisição de obrigações soberanas nacionais”, permitindo-lhes, com o BCE a comprar dívida pública no mercado — tem uma “bazuca” de 750 mil milhões de euros –, obter algum retorno.

Os bancos dizem ainda esperar que “a sua participação nestas operações contribua para melhorar a respetiva situação financeira, nomeadamente através da melhoria da capacidade para cumprir os requisitos regulamentares e prudenciais e da rendibilidade e posição de liquidez global do banco”, mas também “para o aumento do volume de crédito concedido a empresas e a particulares“.

Um helicóptero a repartir dinheiro directamente por todos os cidadãos

Entregar um cheque directamente a cada família é a única maneira de fazer chegar o dinheiro da União Europeia aos cidadãos. De outra maneira o dinheiro vai perder-se nos bolsos dos habituais. Os que influenciam as decisões dos governos.

Sendo assim, quais os passos seguintes? Num outro discurso de Ben Bernanke, também em Novembro de 2002, podemos encontrar algumas pistas. E está ligada a uma proposta de Friedman, conhecida como Helicopter Money. Bernanke defende que uma forma de estimular a economia é através de uma redução de impostos financiada com emissão de dívida pública comprada directamente pelo Banco Central, com o compromisso de que o governo nunca terá de a amortizar.

Parece impensável que uma política destas seja seguida na Europa. Isso equivaleria a que o BCE financiasse directamente os governos nacionais, o que vai contra as regras dos tratados europeus, estimulando o comportamento irresponsável de muitos governos. E, convenhamos, estes governos já demonstraram em diversas ocasiões de que não precisam de estímulos extra para serem irresponsáveis.

Como poderia o BCE distribuir dinheiro desta forma pelos cidadãos europeus? John Muellbauer, professor em Oxford, propôs que se entregasse 500€ a cada pessoa que tivesse número de contribuinte ou que se recorresse aos cadernos eleitorais. Isto, claro, com a garantia de não o pedir de volta. Ou seja, tratar-se-ia de uma dádiva e não um empréstimo, pelo que corresponderia a um aumento permanente da moeda em circulação.

Se se chegar ao ponto de se mandar imprimir dinheiro para distribuir, prefiro que seja um helicóptero a reparti-lo por todos em vez de ser entregue aos governos ou a Juncker para o distribuir por interesses seleccionados. Apesar de tudo, é mais justo e menos arriscado.

Não há dinheiro dão-se férias

Reduzir das 40 horas para as 35 horas foi um sinal óbvio de falta de dinheiro. Pagamos todos com a degradação dos serviços públicos.

Como as coisas se estão a degradar rapidamente quem andou a vender  promessas e agora não as pode cumprir oferece dias de férias. Em cima de serviços degradados fundamentalmente por falta de pessoal.

Convenhamos que oferecer como base de negociação 0,3% de aumento de salário é uma piada de mau gosto. Líquido de IRS os trabalhadores levam para casa à volta de 4 euros. O país está melhor dizem os pândegos de serviço.

As previsões para o crescimento do PIB nos dois próximos anos são de 1,7%, uma miséria a que há a acrescentar as exportações que estão a patinar com as importações a crescer quase o dobro.

A tempestade perfeita que Costa tanto fez para nos apanhar mais uma vez indefesos .O vírus são assim atacam quando o sistemas está vulnerável.

Não há dinheiro para comprar medicamentos essenciais contra o cancro

Medicamentos de primeira linha no combate contra o cancro a isto chegou a falência do Serviço Nacional de Saúde.

...recusar dar o visto à compra pois o Centro Hospitalar tem fundos negativos de 54,6 milhões de euros, estando impossibilitado, essas dívidas acumuladas, de cumprir a chamada Lei dos Compromissos e Pagamentos em Atraso que impede os serviços públicos de avançarem com contratos se não tiverem verba disponível para os pagar em três meses.

Olha se o governo anterior não tem aumentado o investimento na saúde...

Não há dinheiro e isso é um drama para o PS

Para recuar só a Guterres a falta de dinheiro deu no pântano. Com Sócrates deu na bancarrota e com Costa está a dar numa degradação generalizada da vida dos portugueses.

Nos tempos de Mário Soares os meus amigos ( na sua maioria socialistas) diziam com um sorriso trocista que com o PS no governo é que era bom "havia dinheiro para todos". A bancarrota de Sócrates acabou de vez com essa convicção.

Agora espera-se que as contas batam certas para que não hajam mais dramas. Ora este é a "quadratura do círculo" que o primeiro ministro não consegue resolver.

Os eleitores não lhe deram a maioria absoluta porque 1) não estão nada convencidos que Costa se porte bem e lembram-se de Sócrates 2) querem que Costa negoceie com o BE ou com o PCP.

O problema é que Costa quer cumprir com Bruxelas, ter supéravit nas contas e controlar a despesa que é elevadíssima. Tudo o que BE e PCP não querem.

Para quem quer ver cá estamos com aumentos miseráveis dos salários e das pensões, mínima progressão nas carreiras para os professores e um SNS a engrossar as listas de espera de doentes. E as forças policiais sem meios e a ganhar o salário mínimo.

Sair disto só com crescimento da economia de pelo menos 3% e durante um período prolongado no tempo. E se o BCE mantiver as taxas de juro no nível actual (1%) e se a Alemanha e a Espanha ( nossos principais compradores já que do Reino Unido com o Brexit não soprarão bons ventos) não perderem força.

Há demasiadas coisas que podem correr mal para que o prolongamento do empobrecimento dos últimos quatro anos não se acentue.

Não é se, é quando e quanto...

Um país de tanga

A ala pediátrica do hospital de São João pelo seu simbolismo é a prova concreta que o estado não tem dinheiro. Não se inaugura uma obra para crianças sofrendo de doenças oncológicas esperando que ninguém perceba que se trata de uma golpada eleitoral. E só quem não tem mesmo como resolver a situação é que corre um risco eleitoral desta monta.

O mesmo se diga dos hospitais com serviços a fechar, medicamentos que faltam, médicos e enfermeiros que abandonam o barco, listas de espera que crescem em vez de reduzir. E nas escolas em que 20 000 alunos não têm professor nem auxiliares escolares. E os polícias e os guardas que se manifestam com estrondo a ponto de as autoridades cercarem a AR com betão armado defensivo.

As obras na ferrovia que não avançam, o aeroporto que não sai do papel, os cinco novos hospitais que se arrastam.E a razão é a mesma. O Estado não tem dinheiro.

Por tudo isto António Costa volta-se agora para os privados, esperando o seu apoio no aumento no salário mínimo ( decidiu sem negociar com os representantes dos patrões), é falada uma PPP para a construção do Novo Hospital de Lisboa ( o maior de todos eles e sobre os restantes ainda nada se sabe) e decidiu sobre o Montijo porque quem paga ( a ANA) assim o impôs.

Com Sócrates não havia juros baixos ( graças ao programa de compra de dívida do BCE), a dívida tinha atirado o país para o lixo e o défice andava nos 7% ( a UE agora não deixa que o descalabro nas contas volte). Em tudo o resto estamos ao mesmo nível.

De tanga.

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Não há dinheiro : o que é que PCP e BE não percebem ?

Não há dinheiro nem agora nem no futuro próximo. O que é que PCP e BE não percebem ?

PSD defende a contabilização total do tempo de serviço dos professores, “desde que salvaguardados pressupostos muito claros de equilíbrio orçamental, respeito pelo pacto de estabilidade e crescimento, pela situação económico-financeira do país, pelo controle da dívida pública e pela sustentabilidade do sistema público de ensino”.

Quanto aos sindicalistas não percebem e até têm raiva a quem percebe. Não é das suas contas e alguém pagará .