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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O principal problema das nossas finanças públicas é a dívida

. Taxar tudo o que mexe para conseguir pagar a despesa que vai fazendo crescer. Mesmo que vá matando as várias galinhas de ovos de ouro. Desta vez é sobre a poupança convertida em imobiliário, uma dupla tributação.

Porque a poupança - seja ela aplicada em imobiliário ou outra qualquer aplicação - é o que sobra depois de os cidadãos e as famílias pagarem todas as suas despesas e impostos.

A dívida que não para de crescer a par da taxa de juros que também não para de crescer. E uma dívida gigantesca como a nossa só se consegue pagar com a economia que, no nosso caso, não cresce. Não vale a pena continuar com esta história governamental da carochinha.

Esta dívida consome os nossos escassos recursos que se abate sobre os portugueses sobre a forma de impostos, taxas e taxinhas. Está provado que dívidas públicas elevadas implicam corte nas despesas futuras ou aumento de impostos. Não há volta a dar.

Um país que tem uma dívida superior a 130% do seu PIB não pode falar em finanças controladas. E tudo isto se nota no desespero do governo que agora vai taxar o património . A partir de agora tributar o património é voltar a tributar o que já foi tributado antes de pouparmos para obtê-lo.

Mas para PCP e BE não há mais nada para além do estado ladrão.

Prossegue a reestruturação da dívida

Os juros da dívida estão em queda em todos os prazos. A reestruturação da dívida prossegue com resultados já bem visíveis ao nível das Contas Públicas : "A partir dos valores atrás indicados, fácil é concluir que a inesperada melhoria verificada no corrente ano é em boa parte explicada pela redução do défice na Balança de Rendimentos primários, a qual será certamente devida à expressiva redução que tem vindo a verificar-se no nível das taxas de juro que o País paga ao exterior pela enorme dívida que acumulou (para alguma coisa serviu a "maldita" Austeridade)…

É esta a reestruturação da dívida ao alcance do país e que tem que continuar até ser possível pagá-la . Para isso é necessário crescer na economia e cortar no desperdício . Não há outra forma como está mais do que demonstrado pela falta de alternativas credíveis. 

A moeda única europeia é irreversível

Super Mário, não manda dizer as coisas por ninguém . Hoje em Bruxelas, perante os deputados europeus, repetiu que fará tudo o que está ao seu alcance para relançar a economia e fazer crescer a inflação. Mesmo medidas não convencionais como a compra de activos incluindo dívida soberana.

A medida já tinha sido admitida durante a última reunião mensal sobre a política de juros, mas o facto de ter sido repetido hoje perante os deputados da União Europeia está a ter mais impacto nos mercados. Depois de Draghi ter clarificado que "medidas não convencionais" podem incluir a compra de dívida pública, os juros da dívida soberana caíram e as principais bolsas europeias inverteram para terreno positivo.

Aproveitando as baixas taxas de juro que as palavras do Presidente do BCE incutiram, o Tesouro Português volta aos mercados já na próxima semana depois de, na última semana, ter colocado 1,2 mil milhões a dez anos à mais baixa taxa de sempre.

Olhem que a dívida pública está a crescer como convém, o Tesouro está a garantir o pagamento  do serviço da dívida de 2015, que é uma pipa de massa, a taxas muito baixas

Emissão de dívida a 10 anos à mais baixa taxa de juro de sempre

Portugal colocou hoje 1,2 mil milhões de dívida a 10 anos à  mais baixa taxa de juro de sempre. E teve uma procura duas vezes superior à oferta. Esperava colocar até mil milhões mas atentas a forte procura e a taxa favorável acabou por colocar mil e duzentos milhões. Impressionante.

"Esta emissão permitiu não só reforçar a liquidez na linha a 10 anos como também antecipar o financiamento para 2015, aproveitando o baixo rendimento exigido no mercado secundário e evitar eventuais turbulências no mercado europeu de dívida".

Como bem se percebe se antecipou o financiamento para 2015 o montante da dívida cresceu, hoje, apesar de tudo ter resultado muito bem. É só para não andarem a dizer que o montante da dívida está a crescer porque, como bem se percebe, quando chegar ao vencimento da dívida em 2015 o montante desce. E os juros a pagar são bem menores.

Se estiverem de boa fé vão ver que não é difícil e percebem. " Para o Estado, o último leilão do ano significa que metade dos 15,2 mil milhões de euros em financiamento necessário para 2015 está já nos cofres."

O Mapa Judicial é para ficar e a dívida é para pagar

PS já admite que não tem uma posição definida quanto à divida. Como sempre foi evidente. Quer dizer, "queremos uma reestruturação, mas se isso não acontecer saímos do euro, saímos da União Europeia. Essa não é uma questão que o PS possa colocar, nem deva”. Assim está melhor.

Quanto à Justiça o Mapa Judicial é para manter, contrariamente ao que Seguro sempre prometeu. Uma a uma as promessas e as indignações vão caindo. Mas ainda bem que é assim. Quando não se sabe fazer melhor deve aceitar-se o que foi feito.

E a reposição de salários e pensões também vai evoluir para "se for possível" . Quando se chegar perto das eleições a diferença de opinião entre os candidatos vai ser muito pouca se não mesmo nenhuma. E aí, PC e BE irão cavar o que os separa do PS e, mesmo, o LIVRE e os que ainda estão em construção terão que engolir sapos vivos. Com as consequências que não serão poucas.

Registe-se que o essencial - estar na UE e no Euro - é o que aproxima o PS  o PSD e CDS, e isso é uma óptima notícia. Com esses objectivos até é importante que se desbravem novos caminhos em conjunto com outros países nas mesmas condições. Mas quem acreditava que a solução saltaria do bolso, redonda, já pode começar a tirar o "cavalinho da chuva"

O PS já diz que não há soluções simples

Renegociar a dívida. O PS leva da esquerda e da direita. E ideias concretas, há ? Os socialistas jogam à defesa. É preciso discutir a dívida mas não avançam com ideia nenhuma. Depois da discussão do orçamento haverá a discussão da dívida na AR, primeira prova de fogo do PS de António Costa. Junta-se ao PCP e BE no "hair cut" ou quer pagar a dívida no quadro de uma solução europeia?

O PS acabou por estar no centro do debate, com os restantes partidos da oposição e da maioria a acusarem os socialistas de não assumirem uma posição sobre a reestruturação de dívida nem de apresentarem soluções concretas. "Dos que levantam a voz para falar contra a dívida, foram muito poucos os que levantaram a voz para falar contra a despesa. Para este debate ser sério, teremos de discutir as causas deste problema", apontou a deputada do CDS-PP, Cecília Meireles, apontando a falta ideias concretas do projecto de resolução do PS.

Pois é, como se diz na gestão das empresas " as ideias gerais são comigo os pormenores são contigo"...

 

A dívida não é uma questão ideológica é uma questão aritmética

Vai desiludir muita gente. Quanto à dívida já deixou de falar em "hair cut " e espera a boleia de um grande que tenha o mesmo problema. O que Passos tem feito até agora. António Costa antes de revelar publicamente a sua opinião quer uma discussão pública. O que pensam os portugueses sobre a dívida?

Era mais fácil quando era oposição. Aí ganhava em ser agressivo. Ia impor a sua opinião junto da srª Merkel, levar para Bruxelas a discussão. À sua volta tem muita gente que andou três anos a dizer "não pagamos", ou que a "dívida é para rolar". Esses vão começar cedo a rosnar entre dentes pelo menos enquanto cheirar a poder.

Mesmo o "Manifesto dos 74" é para analisar pacientemente, sem precipitações, há o tempo todo até que os adversários políticos exijam uma resposta concreta durante a campanha eleitoral. "Agora, as palavras e as propostas do PS são lidas e ouvidas com outra atenção, pelos eleitores, mas sobretudo pelas instâncias internacionais e pelos mercados. Nas últimas semanas, as agências de ‘rating' estiveram em Portugal, falaram com muita gente é uma das perguntas era precisamente sobre as intenções de Costa em relação à dívida. São sérias? É claro que são, só podem ser, porque, como diz Eduardo Catroga numa entrevista que tem de ser lida com atenção, a redução da despesa não é uma questão ideológica, é uma questão de aritmética. Com uma dívida pública a tocar nos 130% do PIB, como se resolve o nó gordio?

Portugal colocou mil milhões à taxa de 1,8% a cinco anos

Leu bem, são mesmo mil milhões à taxa de 1,8% a cinco anos. Uma economia a crescer, o desemprego a descer, as contas externas com supéravit ajudam a compreender esta evolução das taxas de juro que em 2011 estavam em 11%. E o deficit primário que já andou nos 12% e agora está nos 4%.

O BCE com a sua política de baixas taxas de juro e compra de dívida é um parceiro fundamental mas faz parte das vantagens de o país pertencer à UE e ao Euro. E as perspectivas para a evolução das obrigações do tesouro continuam positivas para alguns bancos de investimento. O Danske Bank, por exemplo, referiu aos investidores que acredita que a dívida portuguesa conseguirá ter melhor desempenho que as pares europeias.

Por cá a cegueira da oposição está para durar...

Procura de dívida a 15 anos foi um enorme sucesso

A emissão de dívida por parte de estado Português a 15 anos teve uma procura que atingiu 8 000 milhões. A intenção era colocar 3 000 milhões. Face à grande procura a taxa de juro fixou-se nos 3,90%. Ontem a Espanha colocou dívida a 50 anos com uma taxa ligeiramente superior. É importante aproveitar a baixa generalizada das taxas de juro e colocar dívida a longo prazo em anos em que não há pressão no serviço da dívida.

Com estas almofadas Portugal está a querer seguir o exemplo da Irlanda que já propôs pagar antecipadamente ao FMI . Parece que essa possibilidade depende da boa vontade das instituições europeias. O acordo é que os pagamentos se façam às três instituições da Troika na proporção dos empréstimos. Com o "mix" de taxas e prazos actual o país vai poupar até 400 milhões por ano em juros. Aí está a tão falada renegociação da dívida.

Dinheiro dos contribuintes nas empresas públicas

Um fartar ! Mas aqui trata-se de dinheiro público nas empresas públicas muito diferente de dinheiro público em empresas privadas. Para os contribuintes é que é igual . Em ambos os casos pagam. É mau em ambos os casos. Nas privadas deve-se deixar que quem ganha com os lucros perca com os prejuízos nas públicas, racionalizem-se custos, melhorem-se serviços, façam-se  menos greves, privatizem-se. O que nenhuma empresa pode é viver de subsídios. Seja pública ou privada. É que se uma qualquer empresa vive de subsídios estatais não tem incentivo nenhum para procurar viver das suas próprias receitas. Emprego para toda a vida e vencimento certo trabalhe-se ou não.

É fácil chegar a este raciocinio se em vez de dinheiro público lhe chamarmos dinheiro dos contribuintes. Sai dos bolsos de quem trabalha, de quem tem que lutar todos os dias para ter um negócio rentável, em concorrência, em mercado livre. É que ao contrário do que muitos pensam há sempre quem tenha que pagar a factura. Para estes não há diferença nenhuma.

A dívida pública cresceu quando se foi buscar as dívidas escondidas nas empresas públicas. E agora lá estão para pagamento tal como todas as outras. Alguém nota a diferença?