Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

Pior que um crime, é um erro grosseiro

Quem sou eu para não acreditar quando o título pertence a um texto do Financial Times? Eu autista não sou. No que sempre acreditei é que o déficite das Contas Públicas não pode continuar a ser financiado por empréstimos. E que para resolver isto é preciso controlar a despesa. Cá em casa também faço assim. O que está nas minhas mãos e só depende de mim é cortar na despesa. Só depois é que vou procurar aumentar as receitas. Aposto que todos fazem assim.

"Quando o conhecido e influente analista do Financial Times, Martin Wolf, afirma que “a austeridade falhou” e que o que está a ser feito na Europa é “pior do que um crime, é um erro grosseiro”, algo de novo pode estar para acontecer.
Quando a prestigiada e insuspeita The Economist chama aos líderes europeus “sonâmbulos”, acusa-os de “letargia” e defende que a Europa deve abrandar o ritmo de consolidação orçamental e injectar dinheiro em programas que promovam o investimento e o emprego para os mais jovens nos países periféricos, algo de novo está a entrar no discurso continental.

Eu creio que estamos, realmente, numa nova fase.

O palhaço pobre e o palhaço rico

Chegou o momento tão esperado e mil vezes pedido pela oposição de se tomarem medidas para o crescimento? Propaganda! E porquê? Porque se continua a controlar a despesa do estado. O problema sempre escamoteado foi e é sempre este. A redução da despesa do estado.  O ajustamento do sector privado, empresas e famílias, já foi feito. No estado é que não porque nesse caso é um ataque à função pública. Basicamente, o que a oposição  defende não é o país, é o estado. E pelo estado todos os outros devem sofrer.

  É claro, que os sinais cada vez mais óbvios que as medidas estão a resultar não serão nunca reconhecidos. O desespero leva a abusos e excessos. Tento na língua e a dignidade exigida nas relações com instituições do estado são ignoradas. Chama-se publicamente "palhaço" ao Presidente da República. Uma deputada comunista que é eleita pelos "Verdes", uma das mentiras eleitorais que persiste há anos, ouviu o primeiro ministro dizer-lhe que não respondia ao nível da linguagem utilizada.

Tudo como reação aos sinais que as instituições Europeias reconhecem como positivos.

Uma narrativa é errada a outra é aterradora

Os mega- bancos podem falir? Está assegurada a regulação da actividade bancária para proteger as economias e os estados? Uns defendem uma opinião errada os outros uma opinião aterradora.

A garantia dos depósitos bancários é uma medida actual. No passado os bancos faliam e os depositantes perdiam os seus depósitos. O pior de tudo é que sejam os contribuintes a pagarem.

Garantir os depósitos abaixo de uma determinada quantia é uma boa decisão . Não é racional que os grandes depositantes e accionistas que ganham com os lucros da banca não suportem os prejuízos.

Mas o controlo da actividade bancária só será efectivo se as medidas cobrirem as operações transfronteiriças. Sem isso haverá sempre fuga para os países vizinhos. Os países tentam a todo o custo manter nas suas mãos a maior capacidade de intervenção que são capazes em caso de crise.

Ainda que o debate em torno dos megabancos pareça, por vezes, técnico, de facto, é muito simples. Coloca-se a questão: se as instituições financeiras monstruosas tiverem problemas, isso é um grande problema para o crescimento económico, desemprego e por aí em diante? Ou, sem rodeios, pode o Citigroup ou um banco de dimensão similar na Europa, ficar em apuros e tropeçar novamente para a quase falência sem atrair algum tipo de apoio do governo ou do banco central (seja um apoio transparente ou um pouco disfarçado)?