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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Juízo

É tudo muto bonito até ao momento em que é preciso apresentar soluções. PCP e BE ( anti-UE ) querem confronto à Syriza com Bruxelas, para nada lhes interessando o desfecho que, como na Grécia, será mais um resgate. O 2º para nós. A António Costa pede-se juízo e a Centeno humildade. É preciso negociar mas com limites. O país está primeiro, melhorar o défice artificialmente não é uma boa prática. Patriota e de esquerda.

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A Grécia é uma lição a seguir ( Costa dixit )

Oxalá o governo português não copie o comportamento Grego de confronto do qual saiu vencido e convencido. António Costa tem que negociar e não querer ir além do que é possível por muitas reversões que tenha prometido e executado.

A grande dúvida colocada pela Comissão Europeia é a razão pela qual a redução do défice estrutural prevista para 2016 está “muito abaixo do ajustamento recomendado pelo Conselho em julho”.

Recorde-se que a este propósito, o ministro das Finanças, Mário Centeno, disse, tanto no Conselho de ministros de quinta-feira passada, como na apresentação do esboço que fez no Ministério das Finanças no dia seguinte, que o ajustamento no saldo estrutural era “significativo”. No entanto, o esforço previsto é de apenas 0,2 pontos percentuais, quando as regras exigem que o esforço seja de pelo menos 0,5 pontos percentuais.

António Costa começou por aplaudir o comportamento do governo Grego do Syriza mas logo arrepiou caminho.

Bruxelas não aceita Orçamento do Estado

Que as reservas são muitas já sabíamos mas pode ser que a primeira posição de Bruxelas seja o inicio normal do processo de avaliação. Os jornais também se dividem quanto à noticia. Para uns trata-se de uma rejeição para outros um normal pedido de mais informação.

Bruxelas não aceita o Orçamento do Estado de 2016 "porque tem sérias dúvidas nos pressupostos financeiros que constam no documento", apurou o Económico junto de fonte comunitária.

A Comissão vem assim juntar-se às agências de 'rating' e ao próprio conselho de Finanças Pública que têm manifestado dúvidas nomeadamente sobre o cenário macroeconómico e a estratégia orçamental do Executivo, considerados demasiado optimistas.

Em causa está uma previsão de crescimento de 2,1% para este ano, mas também uma redução do défice orçamental para 2,6%, com um ajustamento estrutural de 0,2 pontos percentuais.

Conseguir ajustar a posição da Comissão Europeia com as exigências do BE e, principalmente, do BCP vai ser um caso sério

 

Um orçamento para Bruxelas ver

Parece ser necessário um milagre para negar o caminho anterior e apontar outro  com um défice em 2,8% e cumprir simultaneamente as promessas feitas aos partidos de esquerda que impõem uma rápida baixa de impostos e um imediato aumento de despesa.

Com estas benesses todas António Costa conseguirá marcar eleições para finais de 2016, realizando-as antes do exame final e antes de nos impor um enorme aumento de impostos em 2017. Desta forma talvez conseguia livrar-se do apoio asfixiante dos seus actuais apoios parlamentares.

E depois já pode depenar-nos a todos.

Primeiro aviso de Bruxelas sobre o Orçamento para 2016

Não há margem para gastar mais avisa Bruxelas. Este é o primeiro aviso . Quando o desastre chegar o PS não venha depois dizer que a culpa é de origem exógena, com epicentro  algures na África ou na América do Sul. E que foi apanhado desprevenido no tsunami entretanto formado.

E há perigos conhecidos mas que podem redundar em mais despesa  Aqui Portugal aparece como o pior caso. Os dados remontam a 2013, mas a Comissão faz questão de assinalar. “Os maiores valores registados são em Portugal e Chipre.” Chipre tem quase 5% do seu PIB em PPP não classificadas dentro do perímetro orçamental. Portugal mais de 5% do PIB. Dá uns expressivos 8,7 mil milhões de euros a preços de 2013. 

Centeno e Costa andam alegremente a distribuir dinheiro não nos dizendo como e onde é que encontrarão receitas .Para já a explicação não convence ninguém . É com "a pele do mesmo cão", isto é, com mais crescimento da economia, para cima dos 3,4%, coisa rara e nunca vista nos últimos 15 anos.

Já vimos este filme várias vezes no passado e o final não foi feliz.

Os grandes projectos financiados por Bruxelas e o cheque de 460 milhões

Hoje foram aprovados por Bruxelas onze grandes projectos e passado o respectivo cheque. São eles :

Já em curso : A conclusão do túnel do Marão, a extensão do Metro de Lisboa até à Reboleira e a construção do Centro Materno-Infantil do Norte são algumas das obras já em curso que receberam agora luz verde definitiva de Bruxelas.

E novos : No pacote agora aprovado incluem-se projectos de modernização de troços da linha ferroviária de Sintra e da linha do Norte, projectos de abastecimento de água para a Zona do Alqueva ou ainda a regularização do curso de Ribeira Brava (Madeira). Entre os 11 agora aprovados, o mais caro é o túnel da auto-estrada do Marão: orçada em quase 106 milhões de euros, a obra vai receber quase 90 milhões de financiamento europeu, através do Fundo de Coesão.

Faltam : a linha férrea de mercadorias de bitola Ibérica para servir os portos de Sines - Setúbal e Lisboa; a linha férrea de mercadorias de bitola Ibérica para servir os portos de Leixões - Matosinhos e Aveiro ; o Novo Hospital Central de Lisboa para substituir os seis hospitais centrais de Lisboa ( Maternidade Alfredo da Costa - Desterro - Capuchos - São José - Santa Marta - Curry Cabral ) ; e a linha eléctrica para substituir o Metro do Mondego .

Outros menos conhecidos mas também importantes no apoio ao investimento nas empresas. Alguns já em curso outros em preparação e à espera de aprovação.

Sem contas em ordem é que não há todos estes milhões. Assunto sempre esquecido.

 

O meu preferido : 

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É tempo de aliviar a austeridade

A economia está crescer mais que o esperado. Os juros estão baixos. O deficits está abaixo dos 3% ou anda lá perto. Bruxelas começa a falar em devolução de salários e pensões.

"Mesmo com esta divergência [de projecções], vemos que o défice está a descer, pelo que há um certo espaço de manobra para alterar as medidas temporárias introduzidas durante a crise. Irei a Portugal em Junho para discutir com mais detalhe com as autoridades portuguesas os planos orçamentais e macroeconómicos, e não posso por isso entrar em detalhes. Mas diria que, em geral, há espaço para começar a trabalhar nisso [reposição de salários], quanto a isso não há grande divergência."

Esperemos que Passos desta vez não queira ser mais "papista que o Papa " e aproveite as condições favoráveis para facilitar a vida aos portugueses. Tratar e lamber as feridas também faz parte do tratamento. Os efeitos secundários ( para usar a sua recente terminologia) também podem ser uma doença e precisarem urgentemente de tratamento.

Não basta falar em Bruxelas

Há uma luta entre o governo e o Eurogrupo à volta do défice excessivo. Maria Luis Albuquerque diz que conseguimos 2,7% do PIB, Bruxelas fica-se pelos 3,3%. Claro que podemos ficar nos 3%, e é para aí que o governo deve apontar pois equivale a sairmos do grupo de países com défice excessivo.

Vamos poupar cerca de 10 mil milhões com as importações do petróleo mas as exportações de produtos refinados também vão descer. O saldo líquido vai ficar pelos 5 mil milhões ? Faria crescer o PIB em 0,5% a 1%.

As taxas de juros da dívida soberana estão em mínimos históricos e o BCE pressiona cada vez mais para em Janeiro avançar com compra directa de dívida. Vamos poupar metade dos 8 mil milhões de juros anuais?

O programa de investimentos vai criar postos de trabalho e assim, cobrar mais impostos e pagar menos subsídios de desemprego. Conseguiremos poupar mil milhões?

No total podemos andar perto dos 10 mil milhões em contribuições positivas para alcançar o défice de 3%. Estes serão os argumentos da ministra das finanças. Bruxelas quer mais austeridade mas já dá o benefício da dúvida.

Só doidos varridos é que não defenderiam esta posição junto das autoridades europeias. Ou então se "as eleições que se lixem" fosse mesmo para levar a sério em ano delas.

 

Putin joga nos limites da democracia

E nesse campo é pouco menos que invencível . É um político a sério que tem pela frente burocratas e funcionários no remanso de Bruxelas. UE e US apertam o cerco económico à Rússia o que por muitos é visto como um autêntico tiro no pé tendo em vista as conexões existentes entre as duas partes em conflito. Pressionam na transferência de tecnologia no petróleo mas aliviam no gás de que a UE tanto depende. O abate do avião comercial venceu as indecisões dos europeus que agora se juntam aos americanos. Entretanto a Rússia já anexou os territórios que lhe interessavam e agora pode dar-se ao luxo de ceder em futuras conversações, no que é acessório.

O assalto ao pote regressa

Há por aí uma grande discussão por causa dos investimentos a efectuar com os dinheiros de Bruxelas. Vinte e sete mil milhões de Euros a distribuir por sete anos. Movimentos cívicos "ad hoc", partidos , associação patronais, sindicatos, e agora aparecem câmaras municipais já falidas depois deste governo ter distribuído mil milhões de euros para pagar a fornecedores.

É a táctica do "já agora" que tantos dividendos tem dado a tanta gente. Começa também a soar que a Madeira tem obras que não podem parar.

Se o governo não tiver mão firme o dinheiro segue o caminho que sempre seguiu todos estes anos. Mais uma vez não chegará às fábricas, à agricultura, às pescas, ao turismo, à floresta, aos portos marítimos,às ferrovias de mercadorias.. Às actividades de bens transaccionáveis e exportáveis. Os braços de ferro que estão a vir a público são a ponta do iceberg dos interesses poderosos que lutam na sombra pelo seu habitual quinhão. Já por aí apareceram mais obras de betão inadiáveis ( e não estou a falar do tunel do Marão).