Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

Apanha-se mais depressa um mentiroso do que um Miró

Afinal a venda dos quadros Miró iniciou-se no tempo dos governos de Sócrates. A ministra da Cultura era Gabriela Canavilhas e o Ministro das Finanças Teixeira dos Santos. Como seria de esperar Canavilhas diz que não sabia de nada. Era o que faltava! E Teixeira dos santos diz que a decisão competia exclusivamente à Administração da empresa não tinha que ir a Conselho de Ministros.

O Expresso apresenta a transcrição de mails trocados entra a administração da empresa proprietária e as leiloeiras, onde se pode ler que a negociação para a venda das 85 obras chegou a ter data marcada.

Estiveram em Lisboa em 2011 técnicos da Christie's a avaliar o valor das obras bem como da Sotheby's . No governo de então, como há muito se percebia, ninguém sabia de nada. Nem de quadros, nem de bancarrota nem da verdade! E tudo isto num processo que vinha de 2008! 

Com um ignorante destes como ministro das finanças...

Eu tenho um activo e um passivo. No BPN, vendo um activo (os quadros do Miró) e com os tais trinta e seis milhões abato no passivo. Fico a dever menos trinta e seis milhões. Ou de outra forma, os contribuintes pagam menos trinta e seis milhões de euros. O anterior ministro das finanças diz que o passivo é o mesmo .Foi a pensar assim que ajudou o Sócrates a levar o país à bancarrota. Estou mesmo a ver. Oh, Zé, enquanto nos emprestarem vamos pedindo, afinal o passivo é sempre o mesmo e quem paga são os palermas de sempre...

E, há, quem apresente este apurado raciocinio como argumento a favor de o estado não vender a colecção de quadros. Estão a ver, com quadros ou sem quadros, diz o bom do Teixeira dos Santos, quem paga são os mesmos. Interessa lá o montante !

A factura do BPN

Infografia . Uma das decisões mais caras alguma vez tomadas por um governo. Ainda não é possível saber o custo final do BPN para os cofres públicos, mas cinco anos depois sabe-se que a polémica decisão ficou mais cara do que alguma vez se imaginou. Até agora, o Estado português terá gasto pelo menos 3,4 mil milhões de euros com o BPN, o que supera em 200 milhões de euros o total de corte na despesa pública inscrito no Orçamento do Estado para 2014.

O crime da nacionalização do BPN

Há muito que defendo que a nacionalização do BPN não foi inocente. Não se nacionaliza um banco sem que se faça uma ideia aproximada do que lá se poderá encontrar. Isso exigia que o banco fosse encerrado, que se dessem garantias aos depositantes e a seguir trabalhava-se no sentido de encontrar a melhor solução. A pressa com que o governo afastou Miguel Cadilhe e a sua proposta sempre me pareceu muito estranha.

Mas o que consegui de melhor, já que não tive acesso às contas do BPN, foi que se trataria de controlar a informação interna do banco, para que a opinião pública não fosse bombardeada com escândalos já não privados, mas públicos. Ou de gente a ocupar altas funções públicas.

O que está agora a vir a público é um escândalo nacional . Seguem-se as próximas narrativas. Tal como um dia saberemos como é que o BCP foi assaltado com dinheiros públicos .

Queixa crime contra a administração da CGD no BPN

Os processos que levaram a administração privada do BPN a tribunal tiveram seguimento com a administração pública nomeada pela CGD. Nunca se percebeu o que estiveram lá a fazer os administradores nomeados pela CGD após a nacionalização. Sabe-se agora que a administradora dos bens do banco remeteu para a PGR uma queixa crime porque "...Ao fim de seis meses de nacionalização - ocorrida em 2008 - o banco concedeu 526 milhões de crédito, assegurando só 81 milhões em garantias.

Quer dizer que no bolo que todos nós vamos pagar está a "fava" da CGD.  Aliás, a impunidade é de tal ordem que um dos elementos da CGD que esteve no BPN foi  nomeado para presidir às operações da Caixa em Espanha, nomeação a que o governo se opôs. "Eles" sabem que nós não sabemos.

Como o vídeo mostra é vê-los a sacudir a água do capote.

 

 


 

 


Sócrates : nunca me ocorreu que aquilo fosse o que é...

Sócrates vem agora cheio de modéstia desculpar-se por ter nacionalizado o BPN. Venderam-nos que o problema eram 600 milhões,  sabemos agora que são 5 mil milhões ou mesmo mais. Quem comete um erro desta grandeza como pode agora apontar o dedo a quem recebeu a herança envenenada e sem dinheiro?

Quando se fala no BPN sempre se esconde que há ali dois crimes. O roubo do banco dirigido pela própria administração e, depois, a nacionalização e os dois anos de gestão da CGD. O que estiveram lá a fazer esses senhores? Como é que se nacionalizaram os prejuízos e se entregaram os activos ao accionista SNL?

Mas o tempo é o grande mestre. Sobre o BPN estamos conversados ( há outra conversa paralela que prossegue nos tribunais) falta saber o que andou Sócrates e a CGD a fazer  no BCP. Quanto custou o massacre para conseguir ter maioria na Assembleia Geral de accionistas e conseguir colocar dois amigos na Administração?

A CGD pública, muito nossa, não tem a obrigação de nos informar a quanto montou o desastre? Daqueles prejuízos de milhões encobertos por "imparidades" quanto toca aos negócios "finos" de controle accionista do BCP e de outras grandes empresas?

Eu almocei várias vezes no BPN

Antes que me apanhem, até porque nunca me lembrei de publicar esta ligação com o BPN, aqui fica. Trabalhava numa empresa como administrador financeiro e tive várias operações com o banco. Tive o azar de um dos administradores do banco ser do meu curso. Fazia as operações e almoçava. O spread não era alto embora mais alto do que o dos outros bancos.

Cheguei até a receber uma carta dos serviços jurídicos do banco a ameaçar-me com uma penhora por causa de um crédito da empresa mas subscrito por mim. Lá se regularizou o assunto e nunca mais lá almocei. Mas pronto, ficam a saber, caso alguém no governo me queira contratar, que nunca tive acções da SNL

 PS : devo informar, a bem da verdade, que no meu CV só incluo a minha passagem profissional  por empresas que me beneficiem. Acho mesmo que é o que faz toda a gente) 

Nacionalizar o BPN foi um crime

Se soubesse o que sei hoje estaria radicalmente contra a nacionalização do BPN. Apoiei a nacionalização na perspectiva que a sua falência teria efeitos sistémicas, diz Santos Ferreira o gestor que passou da CGD para o PCP após o "raide" socrista sobre o banco.

Naquela altura, como muitos advertiram, o grande problema era o dinheiro fácil que o estado esbanjava sobre tudo. O BPN representava cerca de 2% no mercado bancário, o mínimo que se esperaria é que o estado  analisasse o problema mesmo que para isso fechasse temporariamente portas. Se bem me lembro Teixeira dos Santos acenava para um prejuízo à volta dos 400 milhões de euros, coisa pouca para os contribuintes pagarem se confrontada com um eventual efeito sistémico.

Vamos entre 3 mil milhões e cinco mil milhões de prejuízo. Mais do que o necessário para cobrir o corte na função pública que está em preparação.

É assim que se governa em Portugal. Gente mal preparada, sem noção do que é importante . Para não falar em terem deixado que os activos ficassem fora da nacionalização.

 

 


Nacionalizaram o BPN às cegas

O BPN é um crime que os contribuintes não tinham que pagar. Teixeira dos Santos começou por nos dizer que a nacionalização custaria ao estado 400 milhões.  Quando foi vendido ao BIC  o prejuízo já ia em 3 mil milhões. Isto só tem uma leitura. O governo de então não fazia ideia nenhuma da dimensão do buraco que estava a comprar.

Durante dois anos andaram por lá administradores da CGD. Nunca soubemos o que andaram por lá a fazer mas começamos a perceber. O BIC que comprou o BPN exige ao Estado indemnizações que podem chegar aos 600 milhões de euros. Buracos que já lá encontrou. Para além dos 3 mil milhões. 

Sempre se desconfiou que o interesse do anterior governo em nacionalizar o banco nas condições em que o fez, era controlar a informação que o poço continha. A conta final, naquela altura de dinheiro fácil, não impedia decisões ruinosas.