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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A voz da indústria farmacêutica

O Ministro da Saúde diz que são muito estranhas mas não quer analisar as declarações do Bastonário. Por um lado está o estado sujeito a todas as pressões e do outro a indústria farmacêutica e as suas margens. Pelo meio há os interesses estranhos de terceiros que tomam posição pública como se os problemas não estejam equacionados e a serem resolvidos. Como se aos doentes faltem medicamentos considerados essenciais à sua doença. Passando por cima das necessárias certificações e analise do benefício terapêutico.

Leiam-se as declarações do Ministro e as do bastonário. São muitíssimo esclarecedoras.

 

 


A taxa que amordaça

As posições públicas do reeleito bastonário da Ordem dos Médicos ajustam-se como um puzzle às de um qualquer Arménio ou mesmo às do alucinado Nogueira. Não passa de um sindicalista que procura agradar aos que pagam a quota. Não tem uma opinião sobre o SNS que não seja gastar mais dinheiro, como se essa fosse a solução. Mais mordomias, menos trabalho, "para o ano cerca de 500 médicos vão ficar no desemprego", e agora quem quiser apresentar queixa dos médicos paga taxa. É uma proposta reaccionária , do pior que tenho visto . Cercear a liberdade de expressão com uma taxa, não deixa dúvidas a ninguém sobre o carácter do seu autor. 

A razão é simples e estúpida. É para acabar "com tanta queixa". O que tem piada é que foi também para "acabar com tanto doente" que se criaram as taxas moderadoras nos hospitais. Mas estas indignaram muita gente, incluindo o Sr. Bastonário.

Juizes "terrorismo de estado" ; Bastonário "terrorismo verbal".

Eu aprecio o senhor Bastonário da Ordem dos Advogados. É um homem sem medo, frontal, com ele não há meias tintas. Agora acusa que há juízes que cometem "actos de terrorismo de Estado" o que, a ser verdade, tem que ser escrutinado e impedido por todas as formas. Bem na substância, mal na forma.

Marinho Pinto, perde muito da sua eficácia utilizando formas verbais que são, também elas, "terroristas". Lembra-me a história do Pedro que passava a vida a gritar que estava em perigo e, no dia em que estava mesmo, ninguém lhe acudiu . Chamar "terrorismo" a actos praticados por juízes até pode ser verdade e ser inteiramente adequado mas, então, é grave demais para ser tratado desta forma eleiçoeira.

Em vez de gritar mais alto há que apresentar provas e levar cada um desses senhores juízes a Juízo!