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BandaLarga

as autoestradas da informação

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"Não há dinheiro" qual destas palavras o Bloco de Esquerda não entende ?

A austeridade não será uma escolha. Será um facto. Cada euro a menos de PIB ( e serão muitos) será um euro a menos de rendimento. ( Daniel Bessa - Expresso )

O terceiro maior partido português quer ser levado a sério com posições destas ? O BE sabe o que é austeridade ? Significa rigor e qualidade ou, em economia, contenção de gastos. Não é nada estranho quando  falta dinheiro. ( Henrique Monteiro - Expresso)

Solidariedade exige partilha da austeridade

Quem mantiver rendimentos vai ter que pagar a austeridade pesadamente. Dividendos, salários e pensões nesta ordem e progressivamente.

“Teria de dar toda a razão ao ministro das Finanças holandês se tudo se resumisse a ir ao Banco Central Europeu (BCE) e à Comissão Europeia buscar dinheiro, se, em casa, quem sobrevive não for chamado a contribuir”, sublinha, salientando que não se excluí desse esforço.

“Espero sobreviver e, portanto, estou a falar contra mim”, afirma.

O professor universitário defende mesmo que o pior cenário que se pode dar aos portugueses, por irrealista, “é que o BCE e a UE vão resolver o problema, sem uma distribuição interna de custos”.

“As duas coisas têm de ir a par. Por isso é que falo de solidariedade. Perco toda a autoridade moral se tento pôr o essencial do contributo e da responsabilidade em terceiros. E isso para já não irmos mais longe, porque estamos a falar do nosso problema, mas há sempre, no mundo, problemas mais graves, para cuja resolução também teremos de contribuir; há sempre pior”, diz Daniel Bessa.

António Costa já não consegue esconder mais a austeridade

A haver reposição aos professores é preciso que também a haja para os restantes sectores. Ora isto é orçamentalmente insustentável e mostra o que o governo andou estes quatro anos a esconder com a ajuda do PCP e BE. A austeridade não acabou .

António Costa ainda manteve o congelamento, mas com um défice próximo de 0% e com toda a retórica construída pela atual maioria de que se virou a página da austeridade foi perdendo argumentos para o fazer. Assim, em dezembro de 2017 e antes da entrada em vigor do Orçamento do Estado de 2018, o PS, PCP e Bloco de Esquerda, aprovaram na Assembleia da Republica uma resolução bastante semelhante à que foi aprovada na passada quinta feira.

Ora, à medida que se torna mais evidente que não se virou a pagina da austeridade – algo que será ainda mais evidente à medida que a atividade económica for abrandando, também se torna mais evidente que a geringonça não serve para os próximos quatro anos. Não só as exigências do BE e do PCP serão cada vez maiores como também o espaço para mais cedências será cada vez menor.

Posto isto, quais a opções do PS? Tenta ter o apoio da direita, ou governar com maioria absoluta? Como a primeira hipótese parece cada vez menos provável e com as sondagens a apertarem, António Costa viu no tema dos professores a hipótese ideal para chegar ao eleitorado de centro e à maioria absoluta. Assim, o PS voltou atrás na posição que já tinha assumido em 2017 e adotou uma postura “responsável”.

Centeno : não fizemos uma mudança grande na austeridade

Centeno confirma que no essencial a sua política foi a continuação da política de estabilização financeira do Estado iniciada pelo governo anterior . Isto é, não houve nenhum virar de página da austeridade.

O ministro diz que o governo em que é figura-chave fez, de facto, “mudanças”, mas “não foram grandes mudanças” em relação à trajetória que estava a ser seguida pela governação anterior .

Mas o jornal assinala, baseando-se na conversa que teve com Mário Centeno, a importância que teve a queda dos juros pagos na dívida pública. Os programas de estímulo do BCE baixaram as taxas de juro absolutas de todos os países europeus e Portugal, algo que foi decisivo para a redução mais rápida do que o previsto no défice, reconheceu o ministro das Finanças.

Tudo o que sempre foi óbvio e que muitos não quiseram ver .

A esquerda sempre soube que não havia alternativa à austeridade

Passos Coelho merece um fim de ano tranquilo. Para António Costa " o virar de página da austeridade" deu lugar " virar a página dos anos mais dificeis".

Quem por palavras mata, por palavras morre. António Costa começa agora a pagar, com três anos de atraso, o seu pecado original: andar a vender obsessivamente ao país que a austeridade do governo Passos estava errada, quando sabia perfeitamente que não havia alternativa a ela. Agora, na sua mensagem de Natal, o “virar a página de austeridade” deu lugar ao “virar a página dos anos mais difíceis”. Mas já vem tarde. Avizinham-se tempos duros para o governo, e é muito possível que esta legislatura tenha dez meses a mais do que recomendaria a boa saúde política de António Costa.

Vamos ter que voltar à austeridade

O crescimento é medíocre e já lá vão cinco anos. Quanto tempo mais teremos sem que apanhemos de frente com nova crise ? Não é se é quando e, nessa altura, o país não está minimamente preparado. Porque não fez as reformas que o bom momento propicia.

Tudo isto é extraordinariamente frágil. Aliás, o Conselho das Finanças Públicas e a UTAO, no Parlamento, têm dito isto repetidamente. Tudo foi conseguido sem realmente ter resolvido o problema. É como se pusesse uma cinta sem fazer dieta, a gordura está lá toda, mas mais apertada. Parece que está elegante, mas não está, porque isto vai rebentar. E quando tudo isto rebentar vai ver-se como foi ilusório este período, pois este crescimento é medíocre: estamos com taxas abaixo de 2,5%. Nenhuma outra recuperação portuguesa das últimas décadas teve níveis tão baixos. Nós não estamos com um novo surto de desenvolvimento que leve o país a atingir os parceiros da Europa. Estamos com um período de alívio, mas com os mesmos vícios que nos levaram à crise anterior e que certamente vão gerar a próxima

A austeridade na Função Pública até pelo menos 2020

A austeridade dá com uma mão a progressão das carreiras na função pública e tira com a outra nas actualizações salariais. Onde é que já vimos isto ?

Não haverá aumentos salariais na função pública até 2020.

Segundo Arménio Carlos, o Programa de Estabilidade prevê que só depois de 2020 possa haver aumentos de salários.

Sobre os motivos para não haver aumentos salariais em 2019, disse que o Governo "não aprofundou a discussão".

Ainda na reunião, segundo o líder da CGTP, o ministro Mário Centeno transmitiu a informação de que a dívida se irá reduzir em 23 pontos percentuais até 2022, ficando nesse ano em 102% do Produto Interno Bruto (PIB), afirmando que isso significa uma redução da dívida de 9 mil milhões de euros por ano.

É, claro, para haver redução na dívida pública não haverá virar de página na austeridade

A táctica orçamental a duas voltas

Há duas fases muito distintas. Na primeira, constrói-se o orçamento para agradar a PCP e BE . Lá estão as verbas para aumento do investimento público e para que os serviços públicos funcionem sobre rodas. Na segunda fase, a da execução, cativam-se as verbas.

No governo anterior apresentavam-se orçamentos rectificativos. No governo actual rectifica-se mas não são necessários orçamentos rectificativos.

A austeridade assim escondida segue caminho não fora a floresta que arde e gente que morre e o SNS que abre fendas por tudo o que é sítio . Mas para o governo as verbas cresceram basta mudar a base de onde se parte para fazer o cálculo .

A austeridade mudou para os impostos indirectos que não se sentem tão claramente como os directos. O crescimento da economia coloca-nos a produzir o mesmo que em 2010 mas a carga fiscal é a maior dos últimos 22 anos.

Tudo no altar do défice . A dívida mantém-se monstruosa mas as taxas de juro do BCE poupam 600 milhões . PCP, BE e parte do PS fazem de conta e já não falam em renegociação .

E a pergunta fica. Com excepção de estarmos a cumprir as regras de Bruxelas em que é que o país está melhor ?

A maior carga fiscal dos últimos 22 anos ( pelo menos...)

Acabou a austeridade mas a verdade, verdadinha, é que nunca a carga fiscal tinha atingido os actuais 34,7%. É preciso recuar a 1995.

O que não se percebe é que com esta carga fiscal o défice seja de 3% contando com o dinheiro injectado na CGD. Com este governo a verdade é sempre uma pós-verdade, arredondada, dá sempre para os dois lados.

E apesar desta carga fiscal os serviços públicos nunca foram tão maus. SNS, floresta, educação, Segurança...

A economia( empresas e famílias) não aguenta este nível de fiscalidade é necessário baixá-lo para níveis paralelos aos outros países. Mas se ao mesmo tempo o governo aumenta as despesas públicas permanentes( salários e pensões) como é que pode baixar os impostos ?

É como correr atrás da própria sombra...